Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
Esquerda livre?

Tomamos conhecimento de um novo manifesto (mais um) que reclama uma "esquerda livre". Os nomes que o subscrevem são, na sua maioria, muito mediáticos como Sérgio Godinho, Vitorino, Boaventura de Sousa Santos, Ana Gomes, Alfredo Barroso, Mário de Carvalho, Ana Bola, Inês de Medeiros, etc., etc.

Estão muito inconformados com a situação do país e da Europa e querem, pelos vistos, agitar águas.

Tudo muito bem, os propósitos são até certo ponto louváveis. Mas olhando bem, parece mais uma salgalhada de nomes ou, copiando uma rubrica radiofónica com grande sucesso nos dias que correm, uma mixórdia de temáticas, ou melhor, uma mixórdia de tomate e queijo.

Na apresentação, José Vítor Malheiros, jornalista e outro dos autores do Manifesto, afirmou que o que está em causa não é a fundação de um novo partido, “mas um movimento de cidadãos que lança uma manifestação, um apelo à discussão”. "Queremos provocar os partidos à esquerda, interpelá-los, obrigá-los a tomar posição”.

Sendo eu de esquerda e considerando-me livre e de uma esquerda livre, tenho muita dificuldade em entender este manifesto, as suas proeminentes figuras e as suas posições. Primeiro porque vejo lá muita gente do PS que votou o Pacto de Agressão, o Código de Trabalho e outras malfeitorias, sem se afastarem  de um partido desses. Depois, porque não entendo como é que os subscritores acham que há partidos à esquerda que não tomaram posição sobre a situação catastrófica que vivemos. Se olharem bem, tanto o Partido Comunista Português como, não me custa admiti-lo, o Bloco de Esquerda, têm tido posições, não só críticas, mas de acção contra esta situação.

Mas pronto, os senhores querem ribalta e conseguem-na com facilidade. Afinal, tudo o que seja tirar protagonismo a quem, consequentemente, luta contra este irracional sistema capitalista, é bom. Assim como é bom distrair as pessoas do essencial, branquear responsabilidades de quem as tem (e muitas) e lançar a confusão.

Para esse peditório, já dei!

 

 



publicado por Aristides às 16:44
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Pelintrices

Somos mesmo uns pelintras! Comprámos submarinos que nos custaram os olhos da cara, num processo bem pouco transparente mas muito vantajoso para...alguns.

Agora, para gáudio e galhofa do povaréu, não há dinheiro para combustível que alimente os "bichos". É mesmo um fartote! Mas com o resto das Forças Armadas passa-se o mesmo: há equipamento sofisticado e caro, mas não o utilizamos porque não graveto para as despesas.

Somos os maiores!



publicado por Aristides às 22:09
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Sábado, 12 de Maio de 2012
Cristas & Coelho: stand up comedy

Somos um país, não de poetas, mas de cómicos. Depois das deixas do Pinto da Costa, só a ministra Assunção para nos fazer rir. Leiam isto que saiu hoje nos jornais:

"A ministra do Ambiente defendeu, este sábado, que a reintrodução do lince ibérico em território nacional pode atrair pessoas para zonas desertificadas, mas alertou para a necessidade da coexistência equilibrada da espécie com a caça e a agricultura."

Se isto não é gozar com a cara de quem (sobre)vive no Interior, não sei o que seja! Fecham hospitais, centros de saúde, tribunais, introduzem portagens nas Scut's, acabam com freguesias, fazem tudo para fechar o Interior e, na volta, vêm dizer que é o lince ibérico, uma ficção de décadas, que vai resolver o problema da desertificação. 

Eu disse que isto dava para rir, mas não dá. Dá para aumentar ainda mais a nossa indignação! Ainda por cima, quando o primeiro Passos diz aos desempregados para verem a sua situação como uma oportunidade. Não há pachorra para esta cambada!

Seria um caso de stand up comedy não fosse o caso de estarem todos de joelhos perante a sr.ª Merkel e o grande capital.

 



publicado por Aristides às 21:48
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Estamos melhor que os gregos, graças ao Pinto da Costa

Vivemos em crise, é verdade, mas estamos em Portugal no seu maior esplendor! Andamos tristes, deprimidos e pessimistas. Tal e qual como os gregos, dirão alguns. Permito-me discordar: é que nós temos, entre outros animadores, o Pinto da Costa.

Hoje, em vários canais de televisão e, amanhã, em outros tantos jornais, lá estará o papa do norte a tentar, canhestramente ser jocoso, a tentar, debalde, o humor, a treinar, sem jeito, ser irónico. O que disse tal personagem, que tal impacto teve na nossa pobre comunicação social? Respondendo a umas farpas de um responsável do Benfica que, constatando o óbvio, atribuiu a vitória do FCPorto no presente campeonato a inegáveis favores da arbitragem, tentou as suas dúbias armas do costume e, como de costume, ou mais ainda do que é costume, foi muito confuso:

«Isso faz parte de uma estratégia, arquitetada num almoço num hotel, antes de saírem no jornal A Bola uma série de entrevistas, em que ficou combinado que o treinador Jorge Jesus daria uma entrevista a dizer aquilo que disseram por ele, que o responsável pela comunicação daria uma outra entrevista e que o responsável desportivo falaria na TV Benfica».

Viram bem? Num almoço num hotel!!!! Que escândalo!

Ainda bem que há um Pinto da Costa para denunciar estas escandaleiras!

Eu avisei que era confuso!



publicado por Aristides às 21:14
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Mário Henrique Leiria....porque me apeteceu!

TELEFONEMA

 

 Telefonaram-lhe para casa e perguntaram-lhe se estava em casa.

Foi então que deu pelo facto.

Realmente tinha morrido havia já dezassete dias.

Por vezes as perguntas estúpidas são de extrema utilidade.



publicado por Aristides às 23:01
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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
O Mota da caridade

 

Vinha no carro a ouvir o ministro da caridadezinha, Pedro Audi Soares, todo contente (sentia-se na voz entusiasmada) anunciar mais uma medida do Estado para acudir às dificuldades das Instituiçoes de Solidariedade Social. Anunciava ele que o governo já tinha dado ordens para agilizar (usa-se muito esta palavra, agora) a transferência para aquelas instituições da parte do IRS que os contribuintes, na sua declaração de impostos, decidem doar a uma entidade à sua escolha.

O ministro estava radiante e chamava a si e ao governo os louros de tão importante como necessária medida, capitalizando politicamente a simpatia da medida. 

Pensei então cá para mim, mas o dinheiro não é dos contribuintes? não são os contribuintes que decidem doar o seu dinheiro às instituições?

Então qual é a grande avaria que faz o governo em pegar no dinheiro que não é seu e, em vez de o reter e entregar ao seu proprietário seis meses depois, o faz em dois meses? Porquê o entusiasmo do ministro?

É fácil fazer flores com o dinheiro dos outros! 



publicado por Aristides às 21:19
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Domingo, 6 de Maio de 2012
Eleições em França



publicado por Aristides às 19:49
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Bela Democracia

Sei pelo Tempo das Cerejas de Vitor Dias, de uma particularidade muito curiosa do sistema eleitoral grego. É um pormaior que passa despercebido, por ninguém o referir, mas que se traduz numa grave distorção democrática. É até curioso que, comentadores como o omnisciente Marcelo ou o execrável tudólogo Sousa Tavares, nunca nos tenham informado desta particularidade.

Trata-se de um bónus de 50-deputados-50 a que o partido vencedor tem direito, para além dos eleitos direta e democraticamente. Ou seja, em 300 deputados, o partido vencedor tem um prémio de 50. Se isto é Democracia vou ali e já venho! Uma aberração deste calibre acontecer na pátria da Democracia, é de molde a deixar-nos ainda mais estupefactos.

Mas também não deixa de ser intrigante que os nossos zeladores das democracias alheias, sempre prontos a encontrar defeitos, debilidades e irregularidades em países como a Venezuela, Cuba, mais recentemente a Argentina, entre outros, não tenham ainda referido esta questão que transforma qualquer eleição num simulacro de democracia. 

Acontece que, no caso vertente, o brinde vai para o partido de direita Nova Democracia que pode transformar uma vitória tangencial e minimalista, num retumbante resultado.

Bolas para esta democracia!



publicado por Aristides às 14:29
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Disse corte de impostos? Não entendo!

"Portugueses... não iam... entender... anúncio... de eventual... corte... dos impostos", afirmou, devagarinho como é seu timbre, o Gaspar das Finanças, também conhecido, entre os seus colegas de governo, pelo petit nom de Salazarinho. Por uma vez dou-lhe razão: mesmo que esse anúncio fosse feito ainda mais devagar, ao estilo lerdo do ministro, acho que ninguém o iria entender. "Percebeste o que ele disse?" seria a pergunta mais vezes feita e ouvida entre os portugueses.

Habituados como estamos a anúncios de cortes sim, mas apenas de direitos, salários e pensões, como iríamos compreender  uma medida que nos beneficiaria? Além de essa hipótese estar em contradição com o ADN deste governo: ele existe para beneficiar os bancos e os especuladores, não as pessoas!



publicado por Aristides às 21:19
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Austeridade em dose reforçada

Fitch diz que é preciso mais austeridade para superar a crise. Pois! E que tal nacionalizar os activos da Fitch? Podia ser que não fosse necessária tanta austeridade.

Já muito se disse sobre estas agências de rating e, pelo menos as que denunciam a agiotagem e os interesses que estão por trás delas, acertadas.

Quanto a mim, nutro por elas uma aversão profunda, já que não têm o mínimo pejo em levar à miséria milhões de pessoas, apenas e só para acautelarem os seus lucros e criminosos interesses. 

E não se cansam de receitar a mesma dose de sempre: mais austeridade para o povo e mais privilégios para a banca. Pr'ó raio que as parta!



publicado por Aristides às 18:49
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
Pingo Amargo

O Pingo Doce já tinha forçado a nota aquando da transferência da sua sede fiscal para a Holanda. Começou a abusar da sorte quando pôs a detestável Zita Seabra e o deplorável António Barreto a aconselharem-nos uma seleção de vinhos. Fez transbordar o copo com esta campanha abominável, com o único objectivo de boicotar o 1º de maio e impedir os seus trabalhadores de gozarem um merecido feriado.

Entristeceu-me a resposta ovina das pessoas que acorreram aos milhares à trapaça, mas não é de desprezar a tentativa de aproveitar oportunidades por parte de quem tem dificuldades. Afinal, o grande capital sempre se soube aproveitar, em benefício próprio, dos problemas dos trabalhadores.

Eu, que já fugia dos tais vinhos como diabo da cruz, vou, a partir de agora, evitar o mais possível dar dinheiro a esta cambada!



publicado por Aristides às 21:32
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Cavaco: fraco gestor de poupanças

"A Presidência da República fez mais um comunicado a esclarecer as relações da família Cavaco Silva com o Banco Português de Negócios e em que até divulga que o actual Presidente tem perdido dinheiro com as aplicações das suas poupanças."

Como é que não havemos de estar como estamos? O mago das finanças, o expert dos orçamentos, não consegue gerir as suas poupanças e teve a ousadia de ser ministro das Finanças, durante dez anos ser primeiro-ministro e agora prepara-se, para nosso mal, cumprir dez anos como presidente da República!

Como se pode ter à frente dos destinos de uma nação alguém que, tendo ganho o que já ganhou  e o que ainda se prepara para ganhar, não consegue rentabilizar as suas poupanças, que nem lhe chegam para as despesas?

Quem entregaria a este competentíssimo senhor a gestão das suas poupanças? Eu, se as tivesse, não entregava de certeza!

Fraco gestor me saiu o incompetente Cavaco!



publicado por Aristides às 19:12
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Domingo, 29 de Abril de 2012
Tristes viernes!

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, promete novas reformas todas as sextas-feiras. Coitados dos espanhóis que vão ficar a odiar os viernes! Para os 25% de desempregados, esse dia da semana é só mais um dia da triste realidade que lhes calha viver. Para os outros que (ainda) têm trabalho, vai deixar de ser aquele dia tão ansiado desde segunda feira. Vão esperá-lo com ansiedade e revolta.

Mas como eles são muito menos passivos do que nós, portugueses, quando lhes pisam os calos, pode ser que nasça aí, na nossa vizinha Espanha, a centelha de revolta e indignação que nos contagie. 

Isto tem que dar uma volta e das grandes!



publicado por Aristides às 17:16
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Sábado, 28 de Abril de 2012
Ajuda à Banca

"A Grécia aprovou um mecanismo transitório de ajuda aos grandes bancos, no montante de 18 mil milhões de euros, para ajudar a recapitalização das instituições depois das perdas com a eliminação de parte da dívida pública grega."

Eu sei que já não restam dúvidas a ninguém, e se alguém as tem é porque muito ceguinho tem andado perante as evidências, que esta crise que assola a Europa tem por único objectivo atacar os povos, os trabalhadores, a classe média, os desempregados, etc., mas, acima de tudo, apoiar o sector financeiro, os bancos, os grandes grupos económicos.

Não restam dúvidas, mas é raro os meios de manipulação social serem tão claros e transparentes quando se trata de mostrar aquelas ebvidências.

Na Grécia, como na Irlanda, como em Portugal, Espanha, Itália e por aí fora, só não há dinheiro para ajudar os mais desfavorecidos, mas para a banca nunca falta! Se preciso for, aumentam-se os impostos, diminuem-se benefícios, cortam-se direitos, acabam-se com isenções, impõem-se portagens porque, já se sabe, não há dinheiro, mas basta a Banca queixar-se um pouco e logo se derramam milhões sobre ela.

Para os amigos, sempre se arranja qualquer coisita!



publicado por Aristides às 16:31
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Cornaduras

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, deu hoje Portugal como exemplo de um país que tem "agarrado o touro pelos cornos", referindo-se ao combate à crise e à implementação de reformas estruturais. 

Para além da metáfora, pouco politicamente correta para os inimigos da festa brava, esta declaração em vez de orgulhar os portugueses, deveria envergonhá-los. Já ouvimos responsáveis europeus elogiarem a nossa apatia perante a agressão de que somos alvo;  já ouvimos o Portas apelar ao investimento estrangeiro, fazendo gala da nossa, digamos assim, mansidão; ainda ontem ouvimos um ridículo lider parlamentar do CDS insultar-nos, ao afirmar que o povo português tem denotado um notável espírito de missão, acatando, sem fazer ondas, os enormes sacrifícios que as troicas, interna e externa, nos têm imposto.

Não é por nada, mas começo já a não ter pachorra para este rótulo que nos querem colar!

E já que o obscuro Rompuy falou em cornos, aqui fica mais referência taurina:

"Dão-nos o nome e um jornal

Um avião e um violino

Mas não nos dão o animal

Que espeta os cornos no destino"



publicado por Aristides às 19:31
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Viva o 25 de Abril!


publicado por Aristides às 00:41
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25 de Abril, sempre!


publicado por Aristides às 00:01
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Os jotinhas em bicos de pés

A JSD tem cumprido rigorosamente o que o chefe lhes mandou: serem uns putos bem vestidos, pseudo-radicais e provocadores. O chefe da comandita já ficou com as orelhas a arder um par de vezes no Parlamento onde, intermitentemente, debita algumas alarvidades. Já mandaram editar um folheto onde, usurpando fotografia de manifestação alheia,com muita gente, já que eles nunca conseguiriam juntar mais de meia dúzia de almas, se insurgiam contra direitos adquiridos, comparando-os, como é uso na agremiação, a privilégios inadmissíveis.

Pois bem, agora escrevem esta alarvidade, a propósito das comemorações do 25 de Abril:

"Dizemos, sem amarras, que o sucesso da marca do 25 de Abril e da conquista da democracia será tanto maior quanto menos depender dos agentes da mudança de 1974, não porque contra eles se cumpra melhor a revolução, mas porque será sem eles que as futuras gerações tomarão o encargo de a honrar e preservar".

Para começar, o repúdio enorme e visceral por esta gentinha, aprendizes de gestores e de CEO's, considerarem o 25 de Abril uma "marca". Há que dizer-lhes que, contra tudo o que lhes ensinaram os seus gurus, há coisas e pessoas que não se vendem, que não têm preço, que não são marcas! E depois, que o 25 de Abril é indissociável de quem o despoletou: os corajosos e muito esquecidos e muitas vezes injuriados militares de Abril! 

 

 

 

 

 



publicado por Aristides às 20:49
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
A birra do Proença

 

 

 

 

Tal como era de se esperar, o Proença foi levado à certa, mais uma vez, pelo governo. O idiota útil do sindicalismo, assinou um acordo que teve a utilidade que teve, sabendo de antemão que um governo como este nunca iria cumprir um acordo de concertação social que não fosse a fingir. Cumpriram-se as previsões, o governo mandou às malvas tudo o que assinou e o amarelo Proença fingiu-se indignado. O Passos bem descortinou o motivo da birrinha de Proença, a proximidade do 1º de maio, mas para levar a novela até ao fim, este pediu uma audiência ao governo onde, garantidamente, lhe iria dizer das boas.

De novo e tal como era de se esperar, o Proença saiu da reunião muito contentinho com novas promessas de Passos ( será que o gajo não aprende, ou o guião é mesmo este?). E disse que vale a pena esperar uns dias pelas medidas do governo. Não será demais?



publicado por Aristides às 22:08
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
O Álvaro

Estou a ver a Felgueiras (filha) num programa sobre e em benefício do Álvaro (esse mesmo, o das falências, perdão, da Ecomomia). O dito diz, sem rebuço, que vamos gastar 500 milhões de euros para...não construir o TGV! E vangloria-se, todo satisfeito, das obras que já fez parar, apesar das indenmnizações milionárias às empresas entretanto contratadas e do estrangulamento do crescimento económico que isso motiva.

Já não tenho pachorra para tanta desfaçatez e má-fé! Prefiro ver o Braga perder uns pontitos. Era melhor se fosse o fêquêpê, mas não se pode ter tudo...



publicado por Aristides às 21:12
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