Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Parabéns, Chico


Chico de Hollanda, de aqui e de alhures 
"Parceiro de euforias e desventuras, amigo de todos os segundos, generosidade sistemática, silêncios eloqüentes, palavras cirúrgicas, humor afiado, serenas firmezas, traquinas, as notas na polpa dos dedos, o verbo vadiando na ponta da língua - tudo à flor do coração, em carne viva... Cavalo de sambistas, alquimistas, menestréis, mundanas, olhos roucos, suspiros nômades, a alma à deriva, Chico Buarque não existe, é uma ficção - saibam.
Inventado porque necessário, vital, sem o qual o Brasil seria mais pobre, estaria mais vazio, sem semana, sem tijolo, sem desenho, sem construção."

Ruy Guerra, cineasta e escritor, outubro de 1998


publicado por Aristides às 12:12
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Terça-feira, 18 de Junho de 2013

O meu artigo no Praça Alta de Junho

 

Pequenos personagens da nossa grande tragicomédia

 

Mais um artigo, mais um mês e a mais desejada notícia sem sair. Apesar de as situações caricatas e impensáveis protagonizadas pela gente que nos governa, serem diárias, ainda não foi este mês que o inquilino de Belém (se é que mora lá alguém que se possa considerar ter os sinais vitais próprios de um ser vivente) julgou apropriado apontar a porta da rua ao Coelho.

Não me parece que isso seja possível sem um grande empurrão que desperte Cavaco da letargia com que decidiu ser conivente e cúmplice das malfeitorias que colocaram Portugal à beira do abismo. Infelizmente, cada dia que passa com este governo à frente dos destinos de Portugal, não é só um dia perdido para a recuperação da economia e da dignidade, é também um passo em frente para a tragédia social anunciada. Não me lembro de nos quase quarenta anos de Democracia haver um consenso tão alargado quanto à falta de competência e inépcia de um governo. Antigos líderes e dirigentes dos partidos da coligação, ex-governantes, comentadores até há muito pouco tempo laudatórios da actividade governativa, irmanam-se agora na crítica e na reprovação daquilo a que já ninguém chama “governo” no sentido nobre da palavra.

Agora que, ao fim de dois anos, Passos Coelho descobriu a palavra “consenso”, embora não o conceito, para enganar os incautos, conseguiu esse consenso da forma que menos desejaria. Um dos elementos da sua entourage que mais tem contribuído para a criação de anticorpos e para a generalização da rejeição da política do governo é o inenarrável Vitor Gaspar, o salazarinho das Finanças.

Ultimamente o senhor voltou a estar sob os focos da crítica, o que até parece agradar-lhe. Já há muito que eu tinha suspeitas, que já adquiriram uma grande dosagem de certeza, e que as suas mais recentes intervenções me confirmaram, que o ministro das Finanças tem um prazer irreprimível em nos azedar a existência, gozando com a nossa cara. E fá-lo com a ironia pateta própria de quem é completamente  insensível ao sofrimento alheio.

Não consigo, por falta de meios, fazer uma recensão das intervenções do sujeito, de há dois anos para cá, que ilustrem o que acabo de dizer. Mas algumas frases que deixou cair nos últimos dias dão-nos bem a ideia da estreiteza mental de tão triste figura que nem para fazer previsões na sua área de especialização tem competência. Ao admitir na Assembleia da República que listar os erros cometidos por si seria “demasiado demorado”, ou culpar o clima chuvoso pela falta de investimento na construção civil, leva-me a imaginar as gargalhadas disfarçadas que estará a dar ao olhar para as reações de estupefação que provoca. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o ministro das Finanças não tem sentido de Estado, o que só peca por defeito. Não tem sentido de Estado, não tem capacidade para exercer o cargo, não tem competência, em suma, não presta.

Noutro prato da balança, temos alguém que não se ri porque não deve perceber as piadas que lhe contam mas, em compensação, faz rir muito as pessoas. Temos finalmente um presidente da República à altura do Américo Tomaz. Ao nível das piadas de que se fazem protagonistas involuntários, claro, embora em dimensão intelectual e cultural não sejam figuras muito díspares.

Cavaco tem sido ultimamente muito prolixo em intervenções com grande potencial humorístico. Já nem falo do que são simples erros gramaticais que deixarão a consorte Maria completamente descoroçoada, como os “cidadões” ou o também famoso “não fiz, não faço, nem façarei”. Refiro-me a declarações com muito mais pilhéria, como o de atribuir a N. Sª de Fátima a aprovação do sétimo exame da Troika, dissertar embevecido sobre a felicidade e o sorriso das vacas perante um pasto apetecível (para as vacas, claro) ou ao reconhecer que Portugal ainda tem grande potencial marítimo a explorar, quando foi ele o responsável pela destruição da frota pesqueira, da marinha mercante e do abandono do mar.

 E quando fala de coisas sérias, também nesse caso é difícil acertar uma. Por exemplo, relativamente à luta dos professores que, neste mês de Junho, atinge formas mais radicais, Cavaco resolveu opinar. Falou ele das ameaças que pairam sobre os professores e a escola pública, para além dos ataques que já vêm sofrendo há muito? Claro que não, isso são minudências que não o atormentam. Disse o mais alto magistrado da Nação que não podemos pôr em risco o futuro dos nossos jovens, aludindo à greve aos exames e tentando desmobilizar os professores dessa forma de luta.

Se Cavaco ou Passos se preocupassem com o futuro dos nossos jovens, melhor fariam em criar as condições para eles não terem de emigrar depois de o país ter investido nos seus cursos académicos; ou criar políticas que acabem com o escândalo de o desemprego entre os jovens estar quase nos 50%; ou preocuparem-se com o facto, trágico, de cada vez mais crianças e jovens chegarem à escola sem terem comido porque os pais estão desempregados.

Tivessem eles essa preocupação e vontade de solucionar os problemas e talvez Portugal fosse um país mais habitável!

 Ou então...porem-se a andar! Também não era mal visto.

publicado por Aristides às 20:33
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Domingo, 16 de Junho de 2013

Na véspera do Dia D, a opinião de uma aluna do 12º ano

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros…

Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.

Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.

As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!

Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?

Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?

Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?

Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?

Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?

Não somos reféns nessa altura?

E a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados… Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a “porra” de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!

Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*

Inês Gonçalves

publicado por Aristides às 21:32
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Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Portas, o mensageiro das boas notícias

"O ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou hoje um novo pacote de 11 projectos, investimentos que ascendem a 279,9 milhões de euros. Paulo Portas acrescentou que estes projectos representam a criação de 700 postos de trabalho e asseguram a manutenção de 4.387 já existem."

 

Pode ser acusado de tudo e quase sempre com razão, não o podem é acusar de falta de oportunidade. Portas nunca está em Portugal, nem aparece nas televisões quando o governo tem más notícias para os portugueses, que é dia sim, dia sim, mas quando surge uma oportunidade de brilhar, aí está ele, impante e televisivo.

O governo de que faz parte pode ter destruído meio milhão de postos de trabalho, mas se há uma pequenina hipótese de, num futuro longínquo, se criarem 700, quem melhor do que Portas para o anunciar. A pergunta que me faço é: será Passos Coelho tão ingénuo que deixe a Portas sempre o melhor lugar no retrato? Aqui há marosca!

publicado por Aristides às 16:48
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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

A bomba do Crato

"O Júri Nacional de Exames indicou nesta quarta-feira às escolas que os directores devem convocar para o serviço de vigilância ao exame da próxima segunda-feira, dia de greve dos professores, todos os docentes de todos os níveis de ensino pertencentes aos respectivos agrupamentos."


Razão tínhamos os que, no PREC, achávamos que aqueles esquerdistas festivaleiros, sempre muito radicais, prontos para a revolução depois de meia dúzia de cervejas, estavam muito próximos da direita reaccionária, mesmo fascista (com ou sem neo). O ministro @ Crato acaba de mostrar o seu substrato democrático, adquirido na sua militância "radicalista pequeno-burguesa de fachada socialista", para recuperar um fórmula certeira de um grande revolucionário, Álvaro Cunhal. Tem uma visão canhestra da Democracia, deformação que  talvez venha da sua juventude rebelde e festiva.

Ao convocar todos os professores para estarem nas escolas no dia 17 pode ter accionado, não a bomba atómica do triste Cavaco, mas uma bomba de consideráveis dimensões, que espero lhe rebente na cara.

Assim, nós professores, o queiramos!

publicado por Aristides às 21:57
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Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

10 de junho, dia da raça...para Cavaco

publicado por Aristides às 19:18
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Domingo, 9 de Junho de 2013

Portugueses unidos

O Presidente da República, Cavaco Silva, lembra que os portugueses sempre “souberam unir-se” nos momentos difíceis.
E não é que, finalmente o homem tem razão? Nunca estiveram tão unidos contra o governo e o triste presidente da República que têm que suportar!

publicado por Aristides às 14:29
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

A múmia volta a atacar!

A múmia falou outra vez. Ouvi-o com este dois que a terra há-de comer. E o que disse desta vez? Que tinha dificuldade em perceber que se pusesse em causa o futuro dos nossos jovens estudantes. A dificuldade em perceber...percebe-se! Já o resto da frase encheu-me de esperança e optimismo. Não é todos os dias que Cavaco manifesta preocupação com o desemprego jovem, a falta de saídas profissionais, a emigração como destino mais que provável dos nossos jovens licenciados. Ou ainda as turmas de 30 alunos, a fome com que muitas crianças chegam à escola por causa do desemprego dos seus pais, etc., etc. Temos homem, finalmente, era eu a regozijar-me!

Mas logo caí na real, como dizem os brasileiros: a múmia estava a falar da greve dos professores, com a qual discorda totalmente, como é óbvio, apesar...de ser um direito constitucional, como fazem questão de nos lembrar todos os que estão contra.

Só não lhe chamei palhaço porque não vou lançar nenhum livro a precisar de promoção e entrevistas nas tv's.

publicado por Aristides às 21:23
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Quarta-feira, 5 de Junho de 2013

O @Crato sai do armário

Numa entrevista a uma revista brasileira, com o título "Contra a demagogia na escola", o ministro Arrobas Crato, revela que, tal como acontece no ensino privado, as escolas públicas devem ter liberdade para contratar e despedir os professores. “É o que estou a planear para os próximos anos em Portugal. Visto como um todo, o modelo de gestão de educação do século XXI ainda faz lembrar muito o velho sistema soviético, em que um comité central concentra todas as decisões. As escolas públicas precisam de mais autonomia para atrair os melhores cérebros e avançar mais rapidamente”, defende.

O discretíssimo @Crato saiu do armário e mostrou, embora num país estrangeiro, ao que veio. Gaspar e Santos Pereira, ideólogos fanáticos do neoliberalismo que quer desregulamentar tudo e destruir um estado mesmo que vagamente social, fazem o seu sujo trabalho nas respectivas áreas. O Crato vem agora, rapidamente e em força, tentar destruir todos os resquícios estatais que subsistem na escola pública, fazendo diligentemente a sua suja parte do trabalho. E a sua subreptícia  referência ao "sistema soviético" é de uma  manhosice que já estava a cair em desuso até esta cambada nos vir atazanar a vida!

Repare-se no que há de perigoso e protofascista na proposta de uma escola que escolha e despeça a seu bel-prazer os seus professores e funcionários! Se isto, por infelicidade, fosse avante, imaginam em que país estaríamos a viver daqui a uma dezena de anos?

publicado por Aristides às 21:38
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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

Cavaco e o mar

"O Presidente da República reconheceu hoje que Portugal ainda tem um "grande potencial" marítimo para explorar, defendendo o desenvolvimento de uma nova visão para os oceanos e mares para travar a degradação marinha."

Voltar a este tema torna-se cansativo, mas não há volta a dar. O sr. Cavaco insiste em dizer coisas sem sentido a torto e a direito.

Apostando na nossa falta de memória ou, quiçá, sendo vítima da sua própria, vem novamente falar do "grande potencial" marítimo quando, enquanto presidente do conselho de ministros, tudo fez para que Portugal o descartasse. Enfim, temos que conviver com a sua senilidade, a isso somos obrigados por obra e graça de uns eleitores que viram nele, confesso que não sei o quê e que eles próprios talvez já não vejam também. 

Sintomático é ele utilizar a palavra "ainda" o que pode significar talvez, uns resquícios de racionalidade por baixo daquele facies apalermado e circense.


publicado por Aristides às 21:18
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Domingo, 2 de Junho de 2013

Ó Portas, vai...-te catar!

Paulo Portas, numa breve incursão a Portugal, falou da greve dos professores. Para achar mal, claro! Apesar do absoluto respeito ao sagrado direito de fazer greve, também acrescentou o Paulinho. O descaramento desta gente não tem limites e o de Paulo Portas é até um case study

Como pode ele dizer com cara de sério que o direito à greve está inscrito na Constituição e não lhe passaria pela cabeça pô-lo em causa, quando é ele e o governo de que faz parte que faz tábua rasa da Constituição e se borrifa na legalidade democrática? 

Como pode ele dizer, fingindo sinceridade, que está preocupado com o futuro dos nossos alunos? No discurso de que ouvi excertos, de um Portas igual a si mesmo, falso, demagogo, incisivo na argumentação maliciosamente retorcida, pede aos professores para não fazerem greve para não prejudicarem nem porem em causa o futuro dos nossos jovens. Mas, afinal, quem é que põe em causa esse futuro? Os professores que lutam pela dignificação da sua profissão ou quem destrói o ensino público, aumenta o horário e trabalho e os alunos por turma, diminui salários, acaba com projectos importantes? E, acima de tudo, empurra os jovens formados nas escolas portuguesas para o estrangeiro?

Chega de demagogia e terrorismo social! Há que pôr esta cambada na rua!

publicado por Aristides às 15:46
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Palhaçadas...


Miguel Sousa Tavares, por quem nutro um ódio de estimação devidamente fundamentado e justificado, (muito) de vez em quando acerta uma. Desta vez, parece ter chamado "palhaço" a Cavaco Silva numa entrevista saída hoje num jornal. Até aqui, tudo normal, sem razões para espanto ou para merecer alguma anotação especial. Mas, segundo a comunicação social, o palhaço, perdão, o Cavaco saiu da letargia e deu de si. E, segundo parece, quer interpor (é assim que se diz?) uma ação judicial contra o igualmente execrável Miguel Sousa Tavares.

Isto são lá coisas entre eles que não deixarão de ultrapassar e comemorar, daqui a uns anos, pazes refeitas, num jantar intímo e reconciliador no Gambrinus ou numa tascas dessas.

O que me leva a escrever estas linhas e a perder tempo com dois tão ruins defuntos é estranhar que ninguém venha defender a honra dos palhaços. Dos verdadeiros...

publicado por Aristides às 13:22
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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Nem trocos, quanto mais Moedas!

 

Carlos Moedas diz que as empresas, as pessoas e até os países só acabam com os maus hábitos quando se deparam com um grande choque. O cara de betinho Moedas, ou o cara de moedas Betinho, tanto faz, adiantou que, "ao nível do país, a mudança é ainda mais  difícil", porque existem "grupos de interesse, lóbis, vozes minoritárias  que beneficiam do 'status quo' e uma mentalidade conservadora". 

Depois do que temos ouvido a Coelho, Cavaco e Cia, já nada nos espanta. A própria fasquia do humor está demasiada alta com as últimas tiradas do nosso pobre e ridículo presidente. Depois de Cavaco, Pinto da Costa e AJJardim perderam de vez a piada e aproxima-se a passos largos, se é que não o ultrapassou já, do lugar que julgávamos incólume do Américo Thomaz no anedotário nacional. Hoje em dia, alguém falar de Cavaco Silva suscita logo umas divertidas gargalhadas. Valha-nos ao menos isso!

Desta feita temos o Trocos, perdão, o Moedas a dizer que a mudança que estão a provocar no país é mal aceite e é muito difícil, porque há umas minorias que estão sempre contra o progresso. Terá o pobre noção do que diz? Se o não tem é mau, mas pior é não ter a noção do que as políticas criminosas do seu governo estão a fazer aos portugueses. Um pano encharcado nas trombas era muito bem visto!

 

publicado por Aristides às 17:40
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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Todos a Belém!

 

Quem estiver bem, acho que deve ficar em casa a bater palmas às bestas que ocupam as cadeiras ministeriais.

Quem acha que isto já passa a mais, que o que nos estão a fazer ultrapassa todos os limtes do aceitável, que o que foi conquistado em Abril de 74 e nos meses seguintes já foi deitado para o lixo, até que tenhamos a coragem de o recuperar para a ordem do dia e a letra da lei, fica desde já convocado para, no próximo dia 25 de Maio dizer ao ridículo Cavaco que exigimos que a corja vá para a rua!

publicado por Aristides às 21:01
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Sábado, 18 de Maio de 2013

Cavaco e as suas inspirações

"O Presidente da República evitou a demissão de Pedro Passos Coelho no passado domingo. A revelação foi de Morais Sarmento, esta noite, durante o seu programa semanal na RTP 1, no qual garantiu que Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, já conhecia há algum tempo a medida sobre a taxa sobre os pensionista e nunca se tinha oposto."


Não sei se foi inspiração da virgem Maria, mas que Cavaco andou mal mais uma vez ao evoitar a demissão da corja que nos governa, andou! Era um grande serviço que o "nosso" triste presidente prestava aos "cidadões" portugueses. Quanto ao Portas, já não há palavras no dicionário para classificar o seu contorcionismo político, que muitos tomam por inteligência. Enfim, se lhe chamassem esperteza ainda concordava. Mas isto...

publicado por Aristides às 21:32
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Ainda demora muito?

"O professor universitário e comentador político, Pacheco Pereira, mostra-se, em entrevista ao Jornal de Negócios publicada esta sexta-feira, muito crítico face à actuação do Governo que acusa de “estar a gozar” com os portugueses, a quem trata como “súbditos”, através de “uma governação incompetente, arrogante e perversa”. Pacheco Pereira refere ainda que o “medo” que a sociedade portuguesa vive actualmente tem os “mesmos efeitos destrutivos” do tempo da ditadura."

Se é o Pacheco Pereira que o diz, secundando outra insuspeita comentadora que é a Manuela Ferreira Leite, quem sou eu para o(s) desmentir? Nunca, como hoje, houve um consenso tão alargado quanto à malvadez, incompetência, incapacidade, burrice e teimosia desta corja que nos governa. A pergunta que urge pôr é: até quando, porra?

publicado por Aristides às 18:14
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Ó Cavaco, desampara-nos a loja!

 

 

 

De Cavaco já conhecemos tudo o que merece a pena conhecermos. Infelizmente! Porque mais valera não sabermos nada desta criatura, o que significaria que se tinha ficado por Boliqueime ou por uma insignificante e modesta carreira académica. Mas não! Quis ser presidente da República e houve uns eleitores que se deixaram enganar e colocaram-no, para nosso infelicidade, na sua cadeira de sonho.

Só que depois de invocar N.S. de Fátima para explicar a sétima avaliação da troika, putativamente positiva, não podia deixar de lhe fazer aqui mais esta referência. E, já agora, apelar a todos os que me lêem a estarem presentes no dia 25 na manifestação organizada pela CGTP, para mostrar a Cavaco e Passos que estamos fartos deles e da intervenção divina que parece ser a única causa que os mantém no poder.

publicado por Aristides às 13:44
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Ao meu pai


(...)

Hoje consigo ver além do que podem meus olhos, pai,
porque enxergo com a sabedoria de quem viveu ao teu lado.
Não sou como tu, absolutamente.
Mas não seria metade do que sou,
se não fosse por tua causa.

 

Marco António Alves
publicado por Aristides às 21:16
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Solução: rezar!

De acordo com a TVE, rezar acalma a ansiedade e desespero das pessoas que se encontram desempregadas. 

Durante o Telediário de terça-feira, um dos pivots, noticiou que "de acordo com os psicólogos, rezar ou aproximar-se da religião pode ajudar a aliviar a ansiedade causada pela falta de emprego ou o medo de o perder".

Ora aqui está uma boa solução! Além da Banca e da alta finança estarem a lucrar com esta crise qiue nos atrofia, esta é uma maneira de também a Igreja retirar uns dividendos da situação!

Afinal, nada de novo! As religiões e as igrejas sempre tiveram muita habilidade para se aproveitarem do sofrimento das pessoas.  Porque o que realmente é preciso é ganharmos o paraíso quando morrermos. Os sacrifícios e o sofrimento terreais acabam por ser um bom passaporte para a felicidade da vida eterna. 

 



publicado por Aristides às 22:35
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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Exames da 4ª classe

Aqui vai uma sugestão ao ministro @Crato para o próximo exame da 4ª classe, retirado da prova de exame de 1966 (afinal,em termos ideológicos, os governos de então e de agora não estão muito distantes).

Publico apenas uma pequena parte relativa à disciplina de Português, mas tenho gravado o resto do exame que é simplesmente fantástico, mas se calhar é melhor não dar mais ideias a esta cambada que nos governa. Aqui vai:

 

publicado por Aristides às 20:50
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