Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015

Melhores que os do Partido Socialista, não?

O designer industrial Luís Vargas criou algumas ideias para outdoors que têm, pelo menos, a vantagem de ser muito melhores que os do PS. Pelo menos não se vê aqui falta de profissionalismo e azelhice que sobram à campanha do PS. Vejam aqui alguns exemplos:

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publicado por Aristides às 18:05
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015

Nacional-parolismo

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 O primeiro-ministro inglês teve uma otite e todos sabemos como isso é chato, ninguém gosta. Mas atenção: Cameron estava em Monchique, no Algarve quando foi acometido pela traiçoeira maleita. Vai daí, encheu-se de coragem e, sabe-se lá com que temores, recorreu aos serviços médicos do Centro de Saúde.

So far, so good, como diria o dito. Mas acontece que as nossa televisões, argutas como são, estavam atentas, o que proporcionou à SIC, por exemplo, uma peça jornalística de cerca de 3-minutos-3 que, como é bom de ver, irá passar em todos os serviços noticiosos do dia (pelo menos!). Ficámos  a saber, por essa pérola jornalística, que os serviços médicos de atendimento foram elogiados pelo senhor Cameron, presumivelmente aliviado pela insuspeitada competência, o que enche  todos os portugueses verdadeiramente patriotas, de justificado orgulho.

Haverá outros, em contrapartida, que acham uma coisa destas verdadeiramente digna do nacional-parolismo que impera na nossa miserável comunicação social, que saliva, pavlovianamente, cada vez que uma celebridade lhes dá um pretexto para o demonstrar.

publicado por Aristides às 12:29
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015

Manchetes mal cheirosas

"Um ex-preso político do PCP dinamiza a campanha pró-Sócrates". este é o título bombástico do Diário de Notícias de hoje. E fica a pegunta: qual o real objectivo de uma manchete imbecil e mal cheirosa como esta?

É claro que há várias respostas. A primeira, mais inocente, é de que o melhor currículo que alguém pode ostentar para os "jornalistas" de hoje é ser "ex" do PCP. Veja-se a famosíssima Zita Seabra, o Pina Moura, o Vital Moreira e outros pequeninos seres semelhantes. 

Este não é o caso, já que não se trata de endeusar um ex-comunista, mas o de tentar envolvê-lo num escândalo. Chegamos assim ao segundo objectivo da campanha mediática do DN. Campanha que até se compreende. Senão vejamos: se há escândalos e corrupção a envolver a malta dirigente do CDS, se há delinquentes da área do PSD presos ou indiciados de vários crimes, desde homícidios e tráfico de influências a lavagem de dinheiro e tudo o mais que não se diz, se há figuras gradas do PS acusadas e algumas condenadas por corrupção, desvio de dinheiros públicos e muitos mais etcéteras, porque é que não havemos de encontrar o raio de um comunista corrupto ou malfeitor?

A angústia do DN e de muita outra gente é legítima e compreensível. Por isso temos de entender que, se não encontram comunistas no activo que se prestem à censura e ao julgamento mediático das primeiras páginas dos tablóides, vão ter de encontrar comunistas que já o foram, os célebres "ex". O curiosos do título é que nem se diz que é ex-comunista, mas ex-preso político do PCP, o que até pode dar azo à ideia de que ainda pertence ao PCP,o que era óptimo para a tese do DN. E se este "ex" é amigo do Sócrates, aí está, ouro sobre azul!

E agora os comunistas não se venham para cá armar em superiores e incorruptíveis.É que há um "ex" que dinamiza a campanha pró-Sócrates! Bandido!

"Hades ter roubado pouco, hades!"

 

publicado por Aristides às 18:12
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2015

Bruno Maçães, o sr. Alemão

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, voltou a envolver-se numa discussão via Twitter, desta feita com Philippe Legrain, antigo conselheiro de Durão Barroso.

A discussão parece ter começado com a partilha, por parte de Maçães, de um artigo do Wall Street Journal, com o secretário de Estado a usá-lo como prova de que os países europeus em crise "já deixaram o pior para trás". Legrain respondeu à partilha, garantindo que a "economia de Portugal está 7.5% mais pequena que há sete anos". "É a isso que se refere quando diz que já deixaram os seus problemas para trás?", questiona.

Já não é a primeira vez que este intrépido guerrilheiro do Twiter se envolve em polémicas com jornalistas e analistas estrangeiros que, por distanciamento ou honestidade intelectual, vêem a realidade portuguesa com olhos menos sectários que Maçães.

A verdade é que a sua lógica de alinhamento com a visão oficial portuguesa tem ficado bastante mal tratada nestes recontros twiteiros com quem, pelos vistos, sabe mais do que ele sobre Portugal. É esta visão enviesada da realidade portuguesa que nos vai ser servida ad nauseum na comunicação social com o aproximar das eleições. Aguenta, estômago!

Este Maçães, já apelidado de sr. Alemão pelo seu radicalismo filogermânico e prótroikano, faz parte de um grupinho de jovens com ideias arcaicas que já tem um peso considerável no governo. Estou a lembrar-me do já maduro Poiares, do saudoso Pedro Lomba, entretanto avistado com vida num acontecimento televisionado, do Carlos Moedeiro ou coisa parecida e outros que tais, reacionários até mais não poderem, neoliberais até meter nojo e arrogantes na medida da sua pequenez.

Haja pachorra!

publicado por Aristides às 18:17
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2015

O leão e o menino palestiniano

Liga-se a internet num site de notícias ou a televisão num qualquer dos telejornais e lá está o caso do defunto leão Cecil, parece que símbolo do Zimbawe e tão simpático que até se deixava fotografar pelos turistas. Está também o dentista americano que, emulando o exército do seu país, aos tiros e às bombas por esse mundo fora, foi ao Zimbawe matar o dito Cecil. Que não conhecia a fama do felino e ninguém o avisou da carga icónica do bicho, tal é a defesa do dentista. E bem precisa de defesa, tal o clamor que se levantou de norte a sul, de nascente a poente, subitamente em defesa dos grandes felinos e contra a caça, os safaris e outros entretenimentos neo-coloniais.

Devo dizer que simpatizo com a causa da preservação da Natureza e dos seus representantes, em estado quanto mais  selvagem melhor. São-me simpáticos os leões, as zebras, os elefantes, os crocodilos, os macacos, cada espécie no seu galho, claro! Acrescento que antipatizo com a atitude do norte-americano que, a troco de umas míseras (para ele) centenas de milhares de euros, dá vazão ao impulso que os seus compatriotas sentem, espalhados pelo mundo, normalmente fardados de marines, que os faz disparar sobre tudo e sobre todos.

Por isso estou à vontade para dizer que estou farto da indignação, das petições, das declarações de solidariedade para com o leão Cecil de tantos milhares de pessoas, que talvez conseguissem um alvo mais acertado para as suas incomodidades e uma forma mais útil de ocupar o seu tempo, com alguma facilidade.

Uma criança palestiniana de 18 meses foi ontem assassinada quando a sua casa ardeu num incêndio provocado por colonos israelitas. E agora? Já não se clama por justiça nem se fazem petições contra os ilegais colonatos israelitas? Onde está a onda de indignação, à escala global, que este crime merece?

Afinal, o que faz que estes crimes tenham tratamento tão diferente? Essa diferença de tratamento até seria aceitável, não fosse a inversão de valores que lhe está subjacente. Isto é, dar mais importância ao que realmente é mais importante e não contrário.

publicado por Aristides às 18:34
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Almeida de outras décadas

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publicado por Aristides às 18:11
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

PàF!

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 "De forma a facilitar o prolongamento da vida laboral "de forma voluntária", a coligação Portugal à Frente propõe "equiparar o regime do sector privado, em que é permitido a quem o pretender, continuar a trabalhar depois dos 70 anos, ao sector público, onde esta possibilidade está totalmente vedada"."

Era uma injustiça que urgia reparar: tanta gente a querer trabalhar até aos setenta e até oitenta anos e a lei não lho permitia! Não há dúvidas que o Estado só serve para limitar e coartar as liberdades individuais.

Contudo, ainda falta reparar algumas injustiças como aquela de não se poder escolher trabalhar abaixo do ordenado mínimo. Todos ficavam a ganhar: as pessoas tinham trabalho, embora não lhe desse para comer, embora isso sejam minudências sem qualquer importância, a taxa de desemprego baixava e a nossa economia ficava muito mais competitiva. Ah, não esquecer outro pormenor importante: os patrões agradeciam.

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

Almeida de outros tempos: ruínas do Quartel de Infantaria

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Terça-feira, 28 de Julho de 2015

Tretas para enganar eleitor

"Vamos recuperar os nossos rendimentos nos próximos quatro anos" e a "crise é coisa do passado" são talvez das afirmações mais irresponsáveis, demagógicas e assumidamente mentirosas que saíram da boca de Passos Coelho. E não era fácil atingir o topo em qualquer uma dessas categorias! 

Sabemos que este é o guião da campanha eleitoral, e isso e muito mais, será matraqueado até à exaustão em feiras, comícios, jornais e televisões.

A questão é que nada daquilo cola com a realidade. A realidade com que chocamos no dia a dia, mas parece passar ao lado de Coelho, Portas e o resto da quadrilha, é bem diversa e mais dura.

E o problema é tantas das vítimas desta política, mais uma vez, irem cair no canto da sereia e votar nos que nos têm empurrado para a miséria ao longo de 38 anos. Falo, obviamente, de todos os partidos que têm passado pelo poder e que deram origem à imbecil expressão "arco da governação".

publicado por Aristides às 18:06
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Almeida antiga

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 Embora de fraca qualidade, aqui vai uma fotografia com muitos anos da nossa vila de Almeida. Não é difícil identificar o local.

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Quedas...

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"Angela Merkel caiu, ontem à noite, da cadeira, no intervalo da ópera "Tristão e Isolda", que inaugurou o festival de Bayreuth, na Alemanha.

Merkel estava no restaurante-café do teatro, aproveitando o intervalo, mas quando ia sentar-se a cadeira partiu-se e a chanceler alemã caiu."

Conclusão: já não há cadeiras como antigamente!

Quem sabe não foi algum ativista grego que, conhecedor da história recente de Portugal, sabotou a dita cadeira, à espera que ela cumprisse o seu dever democrático.

Esperemos, no entanto, que a música de Wagner não lhe provoque o mesmo efeito que a Woody Allen, que ao ouvir Wagner lhe dava logo vontade de invadir a Polónia.

publicado por Aristides às 18:31
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

O Belloso de bellota*

Há um Belloso que escreve umas hebdomadices no Diário de Notícias. A sua prosa denuncia-o como neoliberal assanhado e reaccionário convicto. Eu bem tento estar atento ao chão e respectivo espaço aéreo mas não há como escapar: uma vez ou outra lá tenho que limpar a sola dos sapatos ou as rarefeitas pilosidades cranianas, para demover a matéria mal cheirosa.

Aconteceu hoje, de novo. Leio o DN online e logo me chamou a atenção um artigo de opinião com o título "E se o povo for estúpido?". A coisa começou logo a feder, mas como aconteceu ao escorpião da fábula, foi mais forte que eu. E lá fui pisar, perdão, ler!

O artigo, espremido, resume-se à exposição pública e despudorada de um sentimento: medo. O Belloso tem medo de eleições, principalmente quando a direita está no poder e corre o riso de ser chutada, por protagonizar, como lhe está nos genes, políticas de austeridade, empobrecimento, miséria e desrespeito pelo povo.

Neste momento o Belloso interroga-se como é que o povo pode dar o seu voto maioritário a forças anti-sistema que, uma vez no poder, ameaçam deitar por terra todos os avanços conseguidos à custa dos contribuintes. E chega à conclusão que o povo é um bocado (como diremos sem ferir susceptibilidades?) ... estúpido. É isso: o povo é estúpido! E ingrato, acrescento eu.

Belloso espanta-se também como é que o povo, essa malfadada e dispensável (se não pagasse impostos) entidade, pode votar em partidos que (passo a citar):

"escolhem uma e outra vez impor taxas, estabelecer salários mínimos, aumentar a pressão e a progressividade fiscal, aumentar a despesa pública, subsidiar setores estratégicos ou, como vimos recentemente na Grécia, recusar o equilíbrio orçamental ou repudiar a dívida. A evidência empírica demonstra que todas estas mediadas conseguem travar o crescimento e implicam quase sempre uma perda de bem-estar. Porque são então votadas por maiorias entusiastas?"

Querem mais provas de que o povo é estúpido? Como é que pode querer salário mínimo, suprema aberração? Ou progressividade fiscal, heresia mais merecedora de fogueira do que a condição de marrano?

Não temos anos de experiência que nos dizem que o que traz ganhos de bem estar é desinvestir na Saúde e no Ensino? É apostar em salários baixos e na desregulação do mercado laboral? É privatizar tudo o que vem à mão para benefício dos grandes grupos económicos, esses sim, os verdadeiros fautores do progresso e do bem estar?

Ó Belloso, se não fosse parecer xenófobo, mandava-te pregar para a tua terra! Como felizmente não me move nenhuma aversão ou fobia a estrangeiros, mando-te apenas para o raio que te parta!

 

* "Durante a engorda dos porcos, um fator é fundamental para a produção de um bom Jamón. A Bellota é o principal e na maioria das vezes o único ingrediente da alimentação dos porcos durante a fase dos animais ao ar livre" -(retirado da net)

publicado por Aristides às 18:08
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Cavaco Thomaz

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 "Cerca de duas horas depois de Pedro Passos Coelho ter desmentido o presidente da Comissão Europeia e negado que a proximidade das eleições legislativas tenha estado na base do travão português à discussão do alívio da dívida grega, o Presidente da República veio por-se ao lado do primeiro-ministro."

Que triste espectáculo anda a dar o (ainda) presidente da República! Os até agora nove anos e meio do seu consulado foram bastante deprimentes e não lhe faltaram alguns, não poucos, traços burlescos. Basta lembrarmos o episódio das vacas dos Açores a sorrirem de felicidade, ou a angústia que tomou conta dele numa visita a Gouveia e em que (se) questionou várias vezes sobre o que seria necessário fazer para nascerem mais crianças e tantas outras situações caricatas de que foi voluntário ou involuntário protagonista.

Já a colagem a este governo e à sua política de austeridade e empobrecimento do país tem assumido foros de escândalo, embora tenha sido de uma fidelidade canina e constante! Nunca tomou posição a favor dos desempregados, dos reformados e pensionistas, dos jovens forçados a emigrar. O mundo dele já não é este, pelos vistos.

Era bom que acabasse este segundo mandato com a dignidade própria do alto cargo que ocupa, mas isso é uma clara impossibilidade, tendo em conta a sua estrutura mental. Resta-nos esperar com santoral resignação o mês de Janeiro...

publicado por Aristides às 18:09
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Terça-feira, 21 de Julho de 2015

O ingénuo Clooney

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"Clooney quer descobrir de onde vem o dinheiro que alimenta as guerras em África"

Ó meu rapaz, ouve o conselho de alguém mais velho do que tu: dedica-te ao cinema, porque na política internacional não tens hipóteses. É que, pelo desejo que manifestas, só demonstras uma grandecíssima dose de  ingenuidade. Se ainda não descobriste de onde vem esse dinheiro, quando isso acontecer, vais ter uma surpresa daquelas!

publicado por Aristides às 19:15
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Déjà vu!

"Dos sete mil milhões de euros acabados de receber pela Grécia, 6,2 já foram para FMI e BCE."

Notícia lacónica mas eloquente, não é? Parecia que a preocupação eram os vencimentos e as reformas dos langões dos gregos, mas pelos vistos, as prioridades são outras. Nada de novo e que nós não tenhamos já visto!

publicado por Aristides às 19:04
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Trumpices

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"Trump, o multimilionário e estrela da televisão que pretende candidatar-se à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano disse que MacCain, antigo aviador e vítima de tortura durante cinco anos em Hanói, não merece ser tratado como um herói de guerra pelos serviços prestados durante a Guerra do Vietnam."

Trump, cuja locução do nome nos remete imediatamente para baixezas escatológicas, quer ser presidente do país mais poderoso do mundo e isso é preocupante. É que as ideias que brotam da sua cabeça cheiram intensamente áquela matéria fecal que deixei subentendida na linha  de cima.

Voltou-se agora para as fileiras do seu próprio partido e escolheu como vítima alguém que à luz dos critérios belicistas dos EUA, é um herói. MacCain combateu o "inimigo comunista" e isso bastaria para pertencer ao panteão dos heróis, mas, além disso, esteve cinco anos preso em condições parece que terríveis. Este Trump, que também é um herói americano, se tivermos em conta outro critério muito valorizado por aqueles lados, que é ser milionário, nunca fez serviço militar. Apesar disso faz afirmações que qualquer pessoa de bom senso repudiaria como acéfalas, como essa de para ele, os heróis serem os que não se deixam capturar, como aconteceu à recente vítima das suas enormes bacoradas.

Pois bem, nada disto me admira. Bestas quadradas há-as em todo o lado e nos EUA até parece estarem mais concentradas. O que acho um pouco estranho é este Trump estar á frente nas preferências dos norte-americanos para enfrentar a candidatura de Hillary Clinton. E daí, até nem é lá muito estranho...

publicado por Aristides às 13:23
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

O meu artigo no Praça Alta deste mês

Tsipras no seu labirinto

 

Ao escrever isto não sei ainda como vai ser o epílogo da novela em que pontificam, de um lado Merkel e a troika, do o outro o governo e o povo gregos. Logo à partida, constata-se o desequilíbrio desta balança. Os mercados e respectivos especuladores e agiotas têm um peso e um poder muito, mas muito maior, do que a vontade ou as aspirações seja de que povo for.

Estamos então nisto: de um lado um povo que votou num governo que prometeu restituir-lhe, mais do que alguns direitos entretanto desaparecidos, mais do que alguns rendimentos minguados pela austeridade, a sua dignidade. Uma dignidade sacrificada por governantes sem vergonha, na pira eurocrata onde tem ardido a aspiração, simples, a uma vida decente de milhões de europeus.

No momento em que escrevo, Tsipras, o primeiro ministro grego, dá mostras de cedência às imposições de Merkel e Shauble. Foram semanas de esticar de corda, de jogadas de bastidores, de finca-pé em exigências mútuas. Foram semanas, ou meses, em que não só o povo grego, mas os povos mais martirizados pelos mercados financeiros, seguiram e apoiaram esperançosos e cépticos, a postura do David pobre e exaurido enfrentando o Golias do dinheiro e dos mercados financeiros. Não consigo imaginar a pressão, a chantagem, as manobras mais ou menos aceitáveis (se é que alguma o é) a que o governo grego foi sujeito neste período de incerteza e angústia. Os gregos tinham que levar uma lição e aprender, de uma vez por todas, que não podem nada, que não são nada, confrontados com o poder da Finança e dos mercados. Era atrevimento a mais tentar demonstrar que há um caminho alternativo à pobreza e miséria dos que, como Portugal, aceitaram, resignados e agradecidos, os ditames da troika.

Que seria dos pequeninos Portas e Passos Coelhos dessa Europa, se alguém provasse que a miséria e a austeridade não são uma inevitabilidade? Começavam logo por perder eleições o que é mau, muito mau, para quem tem um programa e uma missão transcendentes a cumprir e que executam com a lealdade e o fanatismo dos ungidos: transferir os rendimentos do Trabalho para o Capital, concentrar o dinheiro nas mãos de cada vez menos, à custa do trabalho e do empobrecimento de cada vez mais.

Em outras ocasiões manifestei, por um lado contentamento por os partidos, parceiros e aliados da troika, o PASOK e a Nova Democracia, os equivalentes gregos do PS, PSD e CDS, terem levado uma abada nas últimas eleições. Por outro, a consistência e firmeza ideológicas do Syriza e a sua determinação de afrontar os mecanismos letais da União Económica e Monetária da Europa, sempre me quis parecer que deixavam algo a desejar. Não o digo só agora: publiquei estas reflexões logo a seguir às eleições gregas.

Infelizmente, os últimos desenvolvimentos e os que já tiverem ocorrido quando este jornal sair, parece que me estão a dar razão. O povo grego manifestou uma coragem épica, primeiro ao afastar do arco da governação (para usar esta imbecil expressão, tão ao gosto dos nossos políticos e comentadores) os partidos responsáveis pelo desastre em que a Grécia está afundada há anos; depois, por ter dado em referendo, um grande não às exigências absurdas e desumanas dos eurocratas de Berlim e Bruxelas.

Vergonhoso, deve ser o adjectivo mais apropriado para classificar aquilo a que se assistiu, nos dias anteriores ao referendo. As pressões e a chantagem sobre o povo grego foram arrasadoras. Todos se sentiram no direito de dar conselhos ao sofrido povo grego. Até, imagine-se, Cavaco e Passos Coelho exercitaram uma pose de novos-ricos arrogantes, para falarem desses pobretanas dos gregos que até nos envergonham só de viverem debaixo do mesmo tecto.

Mesmo assim, mesmo arriscando ir contra os conselhos de Cavaco que tem aconselhado tão bem os portugueses (veja-se o caso BES) e as ameaças de Passos Coelho, os gregos votaram Não! O que 61% dos gregos fizeram não foi uma simples cruzinha num rectângulo de papel. Foi dizer que estão preparados para tudo, para o desconhecido, para enormes dificuldades, mas não aceitam continuar a ser humilhados pelos senhores do dinheiro.

Assim Tsipras esteja à altura do seu povo e da tomada de posição, de costas direitas e cabeça bem levantada, que os seus governados quiseram ostentar perante uma Europa incrédula, temente e acobardada.

O primeiro-ministro grego está à beira de um destino raro: ou trair, de forma vergonhosa, a confiança que os deserdados nele depositaram e ir directamente para o caixote do lixo da História (parece que se paga bem, aí!), ou pode ser mais um herói a acrescentar ao panteão da bem provida mitologia grega.

Traidor ou herói, foi esse o destino que a História lhe reservou. Agora, ele que escolha!

publicado por Aristides às 19:59
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Terça-feira, 14 de Julho de 2015

Por acaso essa ideia até é um bocado estúpida

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O PSD defendeu hoje que, após quatro anos de governação, o Governo português e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, são "uma voz credível" na União Europeia, "na frente das grandes decisões" e que "lidera os grandes debates".

E sentido do ridículo, ninguém tem por esses lados? Só gostava de ouvir as gargalhadas da Merkel, do Shauble ou do Hollande quando lhes contarem este episódio do inefável Montenegro.

publicado por Aristides às 18:33
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Rambo: a última esperança do Ocidente deserta vergonhosamente

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"Ao contrário do que vem circulando na internet desde a manhã desta segunda (12), Sylvester Stallone não irá combater o Estado Islâmico no próximo e último filme da franquia "Rambo". Um representante do ator negou as informações atribuídas a Sly à edição americana da revista "Rolling Stone"."

Depois da esperança a desilusão! Quando se soube que Stallone tinha na mira o exército islâmico, tremeram os jihadistas e rejubilámos todos os que, de alguma forma receiam e não toleram o radicalismo islâmico nem a violência massiva e gratuita. Surge agora o desmentido que ninguém, no Ocidente, gostaria de ouvir. Os EUA dão, assim, um sinal de que não estão verdadeiramente empenhados no combate ao terrorismo jihadista.

Eu já andava desconfiado!

publicado por Aristides às 18:15
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O adeus (muito atrasado) do homem do leme

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"O presidente da República, Cavaco Silva, irá dedicar esta terça-feira ao setor da pesca, numa jornada temática que levará o chefe de Estado a visitar várias indústrias das regiões Centro e Norte do país, segundo uma nota de agenda da Presidência da República."

 

Quem estiver a ler este post sabe, de certeza absoluta, o teor dos comentários que se seguem. E que têm a ver com o facto, sobejamente conhecido e relembrado, de Cavaco ter sido o responsável máximo, enquanto presidente do Conselho de ministros, pelo desmantelamento da nossa frota pesqueira e pela deplorável situação de dependência alimentar em relação ao estrangeiro.

É preciso muito descaramento para vir, agora que já está a emalar a trouxa com a ajuda da Maria, chamar a atenção para algo que poderia ter sido evitado não fosse a sua política de destruição de todo o nosso tecido produtivo.

publicado por Aristides às 18:03
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