Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Herros de ortugrafia

17963847_zonT0.jpg

 

 

 

publicado por Aristides às 18:09
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Palácio da Vedoria, Palácio da Justiça: três momentos

398_001.jpg

867_001.jpg

Palácio da Vedoria - Palácio da Justiça.JPG

 

publicado por Aristides às 21:10
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Máquinas de fazer dinheiro

submarino.jpg

 

“Negócio dos submarinos rendeu €27 milhões em comissões, distribuídos por acionistas da Escom e GES”

Dizem que Draghi vai pôr o BCE a imprimir dinheiro fresco para capitalizar os bancos, claro, ficando todos na expectativa que esses bancos se resolvam pô-lo ao serviço da economia se estiverem para aí virados e os humores dos accionistas estiverem em dia sim.

“Histórias de crianças” diria o chanceler Coelho. Está à vista de todos que o que produz dinheiro e riqueza são submarinos. Já viram bem a quantidade de dinheiro que os abençoados submergíveis portugueses fizeram circular e o número de pessoas que fizeram felizes? Deixa até o Euromilhões a milhões de milhas de distância!

E ainda não se sabe nem o nome nem o número de todos os beneficiários de tal milagre da multiplicação de euros!

Lá diz o dito: “Negócios molhados, negócios abençoados”. É assim, não é?

publicado por Aristides às 19:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

A frase

marisa_matias[1].jpg

Marisa Matias saiu-se hoje com uma frase bem sacada:"Finalmente Portugal vai ter um primeiro-ministro que o defende”, referindo-se, claro, ao recém empossado primeiro ministro grego. Gostei do toque provocatório e quase acintoso da coisa. E achei-lhe tanto mais piada quanto a reacção do nosso Coelho aos resultados eleitorais na Grécia foi crispada e quase irritada. Parece que lhe tocaram na ferida. Oxalá assim seja!

Quanto a esses mesmos resultados e ao governo que deles emanou, esperemos para ver, sem grandes expectativas. A minha atitude neste momento está descrita no post de ontem. Para já.

 

 

 

publicado por Aristides às 18:29
link do post | comentar | favorito
Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Um ? grego

397940.jpg

 

Da Grécia chegam boas notícias. Algo tinha que mudar e algo mudou. A vitória de uma força que tem como programa afrontar a austeridade, a hegemonia alemã e a ideologia fundamentalista que quer condenar os povos à miséria, só pode ser uma boa notícia.

A maneira como os correspondentes dos nossos meios de comunicação social se mostram enxofrados com estes resultados, a começar pelo "escritor" José Rodrigues dos Santos também contribui para a minha satisfação.

Contudo (há sempre um contudo) não compartilho do entusiasmo incondicional que muita gente nas redes sociais está a demonstrar por esta vitória do Syriza. Não me interpretem mal: só queria mesmo que a sua política, enquanto governo, fosse bem sucedida, nos termos em que se apresentaram ao eleitorado. Já cá ando há muito e prefiro ser surpreendido pela positiva do que pela negativa.

publicado por Aristides às 20:49
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 24 de Janeiro de 2015

Mais um postal...

675_001.jpg

 

publicado por Aristides às 21:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Almeida antiga

811_001.jpg

 Quem será o lusito?

publicado por Aristides às 19:38
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Baratas tontas

lagarde-e56cdd970b-750x400.jpg

 

O desnorte parece ter tomado conta da cabecinha de quem nos governa a nível nacional e internacional. Sempre ouvimos dizer a Passos Coelho e Cia que despejar dinheiro na economia não resolve problema nenhum, antes os agrava. Hoje, são esses mesmos que aplaudem a mãos ambas a decisão do BCE de injectar montanhas de euros nas economais europeias. 

Em que ficamos?

Sempre vimos o FMI defender as políticas de austeridade responsáveis pelo agravameto até limites obscenos das desigualdades entre ricos e pobres. As recentes estatísticas aí estão para comprovar o autêntico crime que têm sido essas políticas. Agora vem a senhora Lagarde criticar as abissais diferenças entre ricos e pobres e afirmar uma coisa destas: "a distribuição da riqueza é importante em si mesma, porque aumentar os rendimentos dos pobres tem um efeito multiplicador que não se produz quando se aumenta o rendimento dos que já são ricos".

Em que ficamos? 

 

publicado por Aristides às 19:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A frase

pinto-da-costa.jpg

 

"Quem tiver vergonha que a tenha, quem não tiver que não a tenha, porque a vergonha não se compra nas farmácias"

Eis mais uma tirada de antologia do sr. Pinto. Desconfio que já está a sentir a pressão da vinda do seu émulo, Alberto João Jardim, para a Assembleia da República, aqui no "Cont'nente" onde irá tomar assento ao lado dos "cubanos" que sempre criticou.

Tal como o sr. Pinto, também o sr. Alberto nos habituou já a grandes momentos de eloquência e de retórica.

Pobres de nós que temos que os ouvir a toda a hora!

publicado por Aristides às 18:25
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Continua a colecção...

862_001.jpg

 

publicado por Aristides às 18:23
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Mais uma das (muito) antigas de Almeida

092_001.jpg

 

publicado por Aristides às 19:46
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Inflação e petróleo

petroleo.jpg

 

Quando o petróleo exorbitava e fazia de cada atestar de depósito uma operação financeira de alto valor e  a inflação aumentava o custo de vida e diminuia o nosso salário, quantas vezes não ansiámos por preços do barril de crude a descer e preços dos produtos sem aumentar?

Pois é, agora que temos isso tudo vêm-nos dizer que isso é mau e constitui uma situação potencialmente perigosa a cujas consequências iremos sofrer a curto oprazo (como sempre).

Será que nunca estaremos satisfeitos ou é mesmo a realidade que não é feita para nós, simples contribuintes?

Os EUA em particular e o chamado Mundo Ocidental em geral estão apostados em sitiar e vergar a Rússia e a Venezuela através da crise que a baixa do preço do crude vai provocar nas respectivas economias. Mas, segundo aprece não vão ser os únicos a sofrer. Nós também pagaremos as consequências!

Contudo, cara alegre, que se vislumbra mais uma vitória do mundo cristão e ocidental sobre os eslavos meio bárbaros das estepes e os indígenas andinos que tantas preocupações e ralações têm dado aos queridos líderes dos EUA e da UE.

publicado por Aristides às 19:25
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015

A última descoberta de uma fotografia (bem) antiga de Almeida

877_001.jpg

 

publicado por Aristides às 21:03
link do post | comentar | favorito

Apartheid sanitário

ng3865809.jpg

Segundo os Médicos Sem Fronteiras, vacinar uma criança num país pobre em 2014, fica 68 vezes mais caro do que em 2001.

Esta é mais uma notícia que confirma o post de ontem sobre a concentração da riqueza. Para a indústria farmacêutica engordar, é indiferente que morram ou não crianças. Afinal, são de países pobres, onde massacres e outras crimes podem acontecer sem que nós sintamos necessidade de nos indignarmos ou manifestarmos.

Este apartheid sanitário que divide o mundo em duas zonas distintas, a norte os medicamentos, a sul as doenças, é mais uma consequência do Capitalismo selvagem que está a levar a Humanidade para um beco sem saída.

Qual será o fim disto, é o que nos deve preocupar.

 

publicado por Aristides às 19:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Pobres e ricos

ricos_pobres.jpg

 

Um por cento da população mundial está muito perto de ter mais dinheiro e riqueza do que o resto do mundo, ou seja, que os restantes 99%. Estes números são mais do que obscenos, são pornográficos!

Quem ainda não tivesse percebido, tem agora oportunidade de ver para que servem as políticas de austeridade, para que servem as políticas de empobrecimento deliberado de grande parte da população, para que serve a destruição do Estado Social e a privatização de tudo o que possa dar lucro.

Fica cada vez mais claro que o esbulho de que (quase) todos somos vítimas tem o destino fatal dos bolsos dos especuladores financeiros. Aqueles a quem o nosso governo chama credores e a quem está eternamente agradecido.

A sério: ainda há quem não veja? 

 

publicado por Aristides às 19:55
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Ary dos Santos (Lisboa, 7 de Dezembro de 1937 — Lisboa, 18 de Janeiro de 1984)

ary.jpg

 

Auto-retrato

 

Poeta é certo mas de cetineta

fulgurante de mais para alguns olhos

bom artesão na arte da proveta

marciso de lombardas e repolhos.

 

Cozido à portuguesa mais as carnes

suculentas da auto-importância

com toicinho e talento ambas partes

do meu caldo entornado na infância.

 

Nos olhos uma folha de hortelã

que é verde como a esperança que amanhã

amanheça de vez a desventura.

 

Poeta de combate disparate

palavrão de machão no escaparate

porém morrendo aos poucos de ternura.

 

Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias'

publicado por Aristides às 14:45
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Miguel Torga

miguel torga sn17012012_thumb[2].jpg

 

Faz hoje 20 anos que Miguel Torga nos deixou. Em homenagem, aqui deixo um poema seu de que gosto especialmente. E que foi o último que escreveu. Aqui vai:

 

Requiem por Mim

Aproxima-se o fim.

E tenho pena de acabar assim,

Em vez de natureza consumada,

Ruína humana.

Inválido do corpo

E tolhido da alma.

Morto em todos os órgãos e sentidos.

Longo foi o caminho e desmedidos

Os sonhos que nele tive.

Mas ninguém vive

Contra as leis do destino.

E o destino não quis

Que eu me cumprisse como porfiei,

E caísse de pé, num desafio.

Rio feliz a ir de encontro ao mar

Desaguar,

E, em largo oceano, eternizar

O seu esplendor torrencial de rio.

 

Miguel Torga, in 'Diário (1993)'

 

 

publicado por Aristides às 13:44
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

O meu artigo no Praça Alta de Janeiro

Charlies como cogumelos

 

Tinha eu já alinhavado algumas linhas (passe o pleonasmo) para este artigo, por uma vez sem destinatário concreto, antes um repositório de generalidades sobre o ano que começa, quando o atentado terrorista de Paris se impôs sem remissão.

Sendo assim, pus de parte o rol de desideratos que elencara, confesso que à laia de desabafo, sem qualquer esperança de os ver concretizados e dispus-me a escrever sobre o acto bárbaro que vitimou jornalistas, caricaturistas e outros profissionais do jornal satírico francês Charlie-Hebdo.

Como não podia deixar de ser, o massacre brutal e, aos nossos olhos, sem motivo válido (nunca há motivos válidos para massacres), suscitou uma onda de indignação e revolta em todos os sectores da sociedade.

Incluo-me no número, imenso, de pessoas que ficaram chocadas, incrédulas e revoltadas com a violência e barbaridade do assassinato daqueles profissionais. Lembro-me de, no meu avatar de estudante, lá pelos 70’s do século passado, ter comprado um ou outro número do Charlie Hebdo, jornal que, a par do Canard Enchainé e de um outro jornal satírico espanhol de nome Hermano Lobo, se a memória não me atraiçoa, tinham bastante audiência no meio estudantil da época. Gostava (e gosto) do tipo de humor corrosivo, provocador e iconoclasta praticado pelos seus cartoonistas. E que, a julgar pelos últimos acontecimentos, também é perigoso e auto-destrutivo.

As motivações religiosas do crime, com que se pretendia vingar o profeta Maomé, por causa de uns desenhos que o caricaturavam, se já não me espantam, causam-me, contudo, grande repulsa. Estes e outros intérpretes da vontade divina sempre me intrigaram. Fico mesmo em estado de perplexidade e curiosidade ao tentar perceber como é que têm acesso à vontade e caprichos dos respectivos deuses.

Espero ter deixado bem clara a minha condenação, sem reservas nem condições, do crime bárbaro, gratuito e imbecil, que vitimou aqueles doze profissionais do Charlie Hebdo e atingiu, iremos ver com que gravidade, a liberdade de expressão.

Faço esta ressalva porque, no seguimento do criminoso episódio muita coisa aconteceu que não posso deixar de referir com espírito crítico. Por exemplo, a onda de condenação e repulsa tornou-se unânime e, quando assim é, alguma coisa de estranho está a acontecer. A frase “Je suis Charlie” passou a ser exibida em todas as lapelas para mostrar nas televisões. Mas muitos desses que se puseram em bicos de pés, gritando esganiçadamente que também eram Charlies, são os mesmos que se indignam perante uma cartoon de António caricaturando o Papa, ou pretendem condicionar, se não proibir, um programa de humor que faça piadas com o culto mariano de Fátima ou a Última Ceia ou, se formos mais atrás, mandam cancelar um programa de televisão em que Herman José brincava com a rainha Santa Isabel.

Muitos dos que agora dizem ser Charlies, porque descobriram de repente o seu irrefreado amor à liberdade de expressão, convivem pacificamente com os meios de comunicação social cujos chefes de redacção ou os próprios donos, determinam o que pode ou não ser dito, o que pode ou não ser publicado. Vemos naquelas belas fotos de conjunto, em que todos exibem uma folha A4 com os dizeres da moda, muito boa gente que pactua com a dispensa de jornalistas e colaboradores que não alinham pelo pensamento único, que proíbe notícias de manifestações e iniciativas de partidos ou organizações que não afinam pelo diapasão do mainstream mediático. No meio daqueles que corajosamente defendem a liberdade de expressão em manifestações muito bem frequentadas, quantos não aceitarão sem tugir nem mugir, rabo entra as pernas, cerviz curvada, uma ordem para não publicar uma notícia incómoda para os seus chefes? Quantos daqueles bravos não lamberão as botas dos seus patrões à espera duma promoçãozinha ou de um lugar mais prestigioso ou, simplesmente, de não serem dispensados?

Por tudo isto, já muitos vieram dizer, e bem, que nem todos são Charlie. Há, felizmente, muitos que enfrentam com coragem proibições, condicionamentos e pressões de toda a ordem, em nome da dignidade e do direito à informação.

E que dizer da manifestação, que ainda não aconteceu quando escrevo, marcada para domingo e que vai juntar gente tão recomendável como Passos Coelho, Rajoy, Merkel, Cameron, todos eles indómitos combatentes da liberdade de imprensa e de opinião. Lamentável ou simplesmente ridículo? Que terão a dizer os governantes mais limitadores de direitos e liberdades dos seus povos de que há memória nas democracias modernas, aos concidadãos que se sentem justamente ameaçados? Ameaçados tanto pelo terror dos fundamentalistas religiosos como pelo ataque dos fundamentalistas ideológicos que estão nos governos da Europa.

Que dizer também da indiferença com que estes neófitos lutadores da liberdade de expressão encaram o massacre de quarenta crianças numa escola do Paquistão há semanas ou do quase milhar de crianças assassinadas pelo exército israelita há menos de meio ano em Gaza, crimes que tão pouca cobertura noticiosa tiveram?

Haverá quem diga que são contas de outro rosário. Pela minha parte, acredito piamente que isto anda tudo ligado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

publicado por Aristides às 19:11
link do post | comentar | favorito
Domingo, 14 de Dezembro de 2014

O meu artigo de Dezembro no jornal Praça Alta

 

Nuvens negras sobre a Democracia

Turvos e conturbados vão os tempos. Os acontecimentos merecedores de primeiras páginas sucedem-se a um ritmo imparável para deleite da comunicação social e assombro do povo. Gigantes cortejados e deificados caem com o fragor próprio do inesperado. Mais frequentemente do que se pensava, os pés de alguns poderosos foram moldados em barro de uma resistência suspeita. Quando deixam de estar expostos às cintilações do poder e às luzes da ribalta, perdem misteriosamente a robustez de outros tempos e ficam estranhamente vulneráveis.

Parece que, de repente, a Justiça descobriu que os poderosos também são capazes de crimes, coisa que nós, os comuns dos mortais, a quem os jornalistas gostam de chamar anónimos, já sabíamos há bué, como dirá um jovem do nosso tempo. Pois bem: nada a opor, antes pelo contrário. Mas será que isso corresponde a uma mudança de paradigma da nossa Justiça? Será que, finalmente, roubar um milhão vai passar a constituir um crime mais grave do que roubar um euro? Ou o que está a acontecer não passa de um erro informático do malfadado Citius que, por inépcia ou sabotagem, começou a errar os alvos?

Muita coisa está por trás da recente turbulência que assola os meios político, financeiro, jurídico e até da segurança. Tenho para mim, que já assisti a muito, que os verdadeiros contornos de tudo o que se está a passar nunca o viremos a saber. Que intrigas, que jogos de poder, que influências ocultas e indizíveis estarão a puxar os cordelinhos que, ora atingem uns, ora outros? Quando distingo os “uns” de os “outros” nem sequer estou a falar em dois campos políticos, só artificialmente opostos. Há outras divisões de campo e trincheiras que nós, simples cidadãos contribuintes, nem suspeitamos. Por isso, nem vale a pena alongar-me sobre isso, afinal seara alheia para meter a foice.

Os que até há pouco eram considerados os DDT (donos disto tudo) deixaram-se apanhar na vertigem da ganância e na armadilha da impunidade de décadas. Os arrivistas que engordaram de forma suspeita o seu património imobiliário e as contas bancárias ficaram enredados na suspeita da corrupção e no tráfico de influências. Tudo isto, para o que não estávamos preparadas, se abateu sobre nós de rompante e sem aviso prévio.

Não que não suspeitássemos disto tudo. Mas uma coisa é, à mesa do café, debitarmos suspeitas sobre os poderosos, outra é vermos as suspeitas da justiça tomarem corpo e actuarem. E ainda bem!

Infelizmente o abalo social é terrível e com consequências ainda por decifrar. A reacção oficial de muitos dos envolvidos directa ou indirectamente nos escândalos, chamemos-lhe assim, é a politicamente correcta de afirmar que deve ser deixado à Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política. Nada mais acertado, concordaremos.

Contudo, quer-me parecer que as coisas só dificilmente serão assim tão cristalinas. Quando os suspeitos de crimes de uma gravidade desmedida como é o caso, estão ou estiveram em lugares cimeiros da política durante tantos anos, usaram esses lugares e a sua influência para praticarem os actos de que são acusados, é difícil fazer essa separação de águas.

É que o que está a acontecer. A gravidade das suspeitas que recaem sobre os envolvidos e o papel que a Justiça vai ser chamada a ter, terá um impacto enorme não só na própria Justiça, mas também na política e, é aqui que quero chegar, no próprio regime democrático. Esta nossa Democracia, tão maltratada pelas suas próprias instituições, tão mal vista e já com tantos adversários, tem aqui um (mais um) revés, do qual não vai sair certamente fortalecida.

Esta questão é, quanto a mim, central e de magna importância. Não esqueçamos que estamos numa Europa em que as forças obscurantistas mais reacionárias, incluindo movimentos abertamente filo-fascistas se posicionam em muitos países como lideranças já instituídas ou em vias disso. Países como a Hungria, a Suécia, a França e mais alguns, estão reféns de uma opinião pública cada vez mais sensível ao canto da sereia populista e de ultra-direita. Para não falar da Ucrânia, em que o terror neo-nazi é abertamente apoiado e suportado pela mesma Europa que enche a boca de Democracia e Liberdade.

Não quero parecer apocalíptico nem anunciador do fim do mundo, qual Medina Carreira da “construção europeia”, mas alguma semelhança têm estes obscuros tempos com aqueles que abriram as portas a Hitler e Mussolini, para não falar dos caudilhos ibéricos, contemporâneos dessa catástrofe.

Oxalá me engane!

publicado por Aristides às 13:43
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014

O Público fala do PCP. Milagre (ou nem por isso)!

Captura de ecrã 2014-12-11, às 12.12.58.png

 

Grande surpresa: o jornal Público dedica uma página inteirinha ao PCP! Estou a falar de um jornal que ignora com método e persistência as iniciativas do PCP, desde congressos a comícios e manifestações. É um jornal que evita reportagens sobre o maior evento cultural, social e político que é a Festa do Avante, salvo se for, como é este o caso, para lançar suspeitas, dúvidas e alguma lama sobre um Partido e uma festa que lhe causa bastante urticária.

Acresce que, lido o artigo, não há uma pontinha sequer de ilegalidade ou de qualquer tipo de suspeita que recaia sobre o PCP.

A melhor prenda de Natal para esta cambada dos jornais e de alguns sectores da política, era escobrirem alguma ligação entre o PCP e os escândalos que sujam o nosso país e nos envergonham. Mas podem estar descansados, que essas primeiras páginas estão bem entregues aos políticos do arco da corrupção, perdão, da governação. 

publicado por Aristides às 12:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
29
30
31

.posts recentes

. Herros de ortugrafia

. Palácio da Vedoria, Palác...

. Máquinas de fazer dinheir...

. A frase

. Um ? grego

. Mais um postal...

. Almeida antiga

. Baratas tontas

. A frase

. Continua a colecção...

.arquivos

.links

.favoritos

. A morte saiu à rua

.Contador

.O Tempo

.subscrever feeds