Domingo, 14 de Dezembro de 2014

O meu artigo de Dezembro no jornal Praça Alta

 

Nuvens negras sobre a Democracia

Turvos e conturbados vão os tempos. Os acontecimentos merecedores de primeiras páginas sucedem-se a um ritmo imparável para deleite da comunicação social e assombro do povo. Gigantes cortejados e deificados caem com o fragor próprio do inesperado. Mais frequentemente do que se pensava, os pés de alguns poderosos foram moldados em barro de uma resistência suspeita. Quando deixam de estar expostos às cintilações do poder e às luzes da ribalta, perdem misteriosamente a robustez de outros tempos e ficam estranhamente vulneráveis.

Parece que, de repente, a Justiça descobriu que os poderosos também são capazes de crimes, coisa que nós, os comuns dos mortais, a quem os jornalistas gostam de chamar anónimos, já sabíamos há bué, como dirá um jovem do nosso tempo. Pois bem: nada a opor, antes pelo contrário. Mas será que isso corresponde a uma mudança de paradigma da nossa Justiça? Será que, finalmente, roubar um milhão vai passar a constituir um crime mais grave do que roubar um euro? Ou o que está a acontecer não passa de um erro informático do malfadado Citius que, por inépcia ou sabotagem, começou a errar os alvos?

Muita coisa está por trás da recente turbulência que assola os meios político, financeiro, jurídico e até da segurança. Tenho para mim, que já assisti a muito, que os verdadeiros contornos de tudo o que se está a passar nunca o viremos a saber. Que intrigas, que jogos de poder, que influências ocultas e indizíveis estarão a puxar os cordelinhos que, ora atingem uns, ora outros? Quando distingo os “uns” de os “outros” nem sequer estou a falar em dois campos políticos, só artificialmente opostos. Há outras divisões de campo e trincheiras que nós, simples cidadãos contribuintes, nem suspeitamos. Por isso, nem vale a pena alongar-me sobre isso, afinal seara alheia para meter a foice.

Os que até há pouco eram considerados os DDT (donos disto tudo) deixaram-se apanhar na vertigem da ganância e na armadilha da impunidade de décadas. Os arrivistas que engordaram de forma suspeita o seu património imobiliário e as contas bancárias ficaram enredados na suspeita da corrupção e no tráfico de influências. Tudo isto, para o que não estávamos preparadas, se abateu sobre nós de rompante e sem aviso prévio.

Não que não suspeitássemos disto tudo. Mas uma coisa é, à mesa do café, debitarmos suspeitas sobre os poderosos, outra é vermos as suspeitas da justiça tomarem corpo e actuarem. E ainda bem!

Infelizmente o abalo social é terrível e com consequências ainda por decifrar. A reacção oficial de muitos dos envolvidos directa ou indirectamente nos escândalos, chamemos-lhe assim, é a politicamente correcta de afirmar que deve ser deixado à Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política. Nada mais acertado, concordaremos.

Contudo, quer-me parecer que as coisas só dificilmente serão assim tão cristalinas. Quando os suspeitos de crimes de uma gravidade desmedida como é o caso, estão ou estiveram em lugares cimeiros da política durante tantos anos, usaram esses lugares e a sua influência para praticarem os actos de que são acusados, é difícil fazer essa separação de águas.

É que o que está a acontecer. A gravidade das suspeitas que recaem sobre os envolvidos e o papel que a Justiça vai ser chamada a ter, terá um impacto enorme não só na própria Justiça, mas também na política e, é aqui que quero chegar, no próprio regime democrático. Esta nossa Democracia, tão maltratada pelas suas próprias instituições, tão mal vista e já com tantos adversários, tem aqui um (mais um) revés, do qual não vai sair certamente fortalecida.

Esta questão é, quanto a mim, central e de magna importância. Não esqueçamos que estamos numa Europa em que as forças obscurantistas mais reacionárias, incluindo movimentos abertamente filo-fascistas se posicionam em muitos países como lideranças já instituídas ou em vias disso. Países como a Hungria, a Suécia, a França e mais alguns, estão reféns de uma opinião pública cada vez mais sensível ao canto da sereia populista e de ultra-direita. Para não falar da Ucrânia, em que o terror neo-nazi é abertamente apoiado e suportado pela mesma Europa que enche a boca de Democracia e Liberdade.

Não quero parecer apocalíptico nem anunciador do fim do mundo, qual Medina Carreira da “construção europeia”, mas alguma semelhança têm estes obscuros tempos com aqueles que abriram as portas a Hitler e Mussolini, para não falar dos caudilhos ibéricos, contemporâneos dessa catástrofe.

Oxalá me engane!

publicado por Aristides às 13:43
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014

O Público fala do PCP. Milagre (ou nem por isso)!

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Grande surpresa: o jornal Público dedica uma página inteirinha ao PCP! Estou a falar de um jornal que ignora com método e persistência as iniciativas do PCP, desde congressos a comícios e manifestações. É um jornal que evita reportagens sobre o maior evento cultural, social e político que é a Festa do Avante, salvo se for, como é este o caso, para lançar suspeitas, dúvidas e alguma lama sobre um Partido e uma festa que lhe causa bastante urticária.

Acresce que, lido o artigo, não há uma pontinha sequer de ilegalidade ou de qualquer tipo de suspeita que recaia sobre o PCP.

A melhor prenda de Natal para esta cambada dos jornais e de alguns sectores da política, era escobrirem alguma ligação entre o PCP e os escândalos que sujam o nosso país e nos envergonham. Mas podem estar descansados, que essas primeiras páginas estão bem entregues aos políticos do arco da corrupção, perdão, da governação. 

publicado por Aristides às 12:15
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Marcelices

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Que Marcelo é mentiroso já se sabia. Que inventa cenários, notícias e enredos de forma compulsiva também. Que o diga o antigo director do Independente, Paulo Portas, uma das vítimas mediáticas da mais célebre invenção de Marcelo que metia um a sopa vichysoise, como muitos devem estar lembrados. Dessa vez, foi um fartote porque a vítima engoliu a história, tornando-se alvo da chacota geral, ainda antes da anedota como ministro.

Agora parece que inventou uma carta de uma aluna sobre os hábitos informáticos dos nossos deputados, quando parece que a dita aluna nem esteve presente na Assembleia. Marcelices...

Isto fez-me lembrar um daqueles poemas que Natália Correia inventava para cobrir de ridículo os cromos deste país. O poema tem por título "Marcelo até Almeida" e foi escrito por altura do mergulho do incontinente comentador televisivo nas águas do Tejo, quando era canidato à Câmara de LIsboa.

Aqui vai:

Marcelo até Almeida

 

Captura de ecrã 2014-12-8, às 19.02.14.png

 

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publicado por Aristides às 19:04
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Domingo, 7 de Dezembro de 2014

A enguia

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"Paulo Portas vai propor que a reavaliação da suspensão dos feriados seja feita em 2016, podendo logo nesse ano ser reposto o feriado do 1.º de dezembro. Ou seja, a iniciativa que Portas levará ao Conselho Nacional do CDS no próximo fim de semana não se irá traduzir em qualquer iniciativa a curto prazo, mas apenas no anúncio de um compromisso político que só terá concretização na próxima legislatura."

O contorcionismo desta enguia da (baixa) política portuguesa já não engana ninguém (espero!) e torna-se enjoativa. Depois do peito feito vem a altura de sair de fininho para, num futuro mais ou menos próximo, tirar partido de uma posição e da outra contrária. 

O Álvaro Santos Pereira bem o topou. Como nós, há bué de anos!

 

publicado por Aristides às 21:17
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Sábado, 6 de Dezembro de 2014

Os mexilhões do Passos

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Parece que o nosso primeiro ministro teve o desplante de afirmar que, ao longo desta crise, não foram, como é costume, os mexilhões que se lixaram. Segundo a sua particular e pelos vistos retorcida visão, os que têm mais foram os que mais contribuiram para o equilíbrio das contas públicas, essa ficção que tarda em se tornar realidade. Mas enfim...

O que isto demonstra, além do enviesamento ideológico que tolda a visão da malta que governa o país, é um desconhecimento absoluto da realidade e das dificuldades dos portugueses. 

Cambada!

publicado por Aristides às 20:39
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

Um tiro certeiro no Portas

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Quem diria que seria do Álvaro, ex-ministro da Economia, que acabaria por surgir a mais verrinosa análise do carácter (ou falta dele) do "irrevogável" Portas?

Afinal a oposição pode falar de Portas, nós podemos tirar as nossas conclusões sobre o artificialismo, a pose, a demagogia do fulano, mas estamos sempre por fora. Por isso, o interesse sobre o que pensa de Portas quem lidou com ele intimamente (salvo seja!) é sempre acrescido. E o Álvaro diz do democristão Portas o que Maomé não disse do toucinho!

E acabou até por dar mostras de uma dignidade inesperada para quem aceitou fazer parte de um governo como o que temos: recusou ir à tomada de posse  do nóvel vice primeiro ministro, ex-demissionário irrevogável e chegou mesmo a sair da Assembleia da República enquanto durou o discurso daquela figurinha inacreditável.

Por um vez, mereceu o meu aplauso!

publicado por Aristides às 19:12
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

Almeida antiga: Rua da Muralha

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Quem se lembra? 

publicado por Aristides às 22:46
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Jihadistas sensíveis

As últimas notícias sobre os jihadistas que fugiram do conforto da casa dos papás para lutar por uma causa que eles idealizavam heróica, têm sido bem curiosas. Deixando de lado a gaffe do nosso Machete que quase identificou os ou as portuguesas que aderiram ao estado islãmico com as consequências dramáticas que isso podia ter, são agora os jornais franceses que fazem eco da vontade de alguns jovens gauleses abandonarem as fileiras daquela força medieval.

As razões são curiosas e variadas: uns querem regressar aos feaubourg parienses de onde partiram porque se acabou a carga do Ipod, outros porque se limitam a lavar a loiça e a roupa dos outros combatentes, quiçá mais bem colocados na escala de preferências de Alá.

Outras razões, e foram essas que me levaram a escrever este post, motivam alguns combatentes a querer vir embora. A mais poderosa das quais é porque o Inverno está a chegar e as coisas estão a ficar pouco agradáveis. Talvez esteja aqui o segredo da luta contra o Califado: parece que não há exaltação mística nem fervor religioso que resista a uma baixa acentuada de temperatura.

Vamos ver o impacto que o General Inverno vai ter nesta luta com motivações arcaicas, mas cujas causas próximas são da responsabilidade de países que enchem a boca com a democracia e combate ao terrorismo

publicado por Aristides às 21:19
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Domingo, 19 de Outubro de 2014

Mais um beato

paulo.jpgPaulo VI foi beatificado por Francisco I ! Cada vez me parece mais que os papas são eleitos com o único fito de levar aos altares um dos seus predecessores. O mercado da santidade anda a ficar muito facilitado. Costumava ser um processo extremamente complicado, mas agora com esta epidemia de santidade que deu aos últimos papas, o número de beatos e santos ameaça inflacionar exponencialmente.

Haja lugar nos altares, porque na vida real as coisas não estão muito para aí viradas! 

publicado por Aristides às 13:58
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

O meu artigo no Praça Alta de Outubro

 

Um país com falta de asseio

 

“PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ATRAZADO DA EUROPA E DE TODO O MUNDO!

O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS ÁFRICAS! O EXILIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A AFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS!

PORTUGAL INTEIRO HA-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA - SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEADO.”

 

Como podem comprovar, este pequeno excerto de uma grande obra, foi escrito há vários acordos ortográficos atrás. O que, curiosa e infelizmente, não lhe retirou actualidade. Subtraíssem-lhe algumas consoantes fora do sítio e poderia ter sido escrito agora, houvesse verve para tanto.

Muitos já terão identificado o autor e a obra: José de Almada-Negreiros e o Manifesto Anti-Dantas, respectivamente. O autor foi um dos expoentes da Cultura portuguesa do século XX, polémico, provocador, excessivo, enorme para o país pequeno que lhe asfixiava o génio. E, como todos os génios, certeiro ao traduzir em palavras o sentimento colectivo ou, mais correctamente, ao traduzir hoje, em palavras, o que o sentimento colectivo consegue intuir muitos anos depois. Assim são os artistas, os grandes artistas.

Como gostaríamos que Almada, Eça e outros tantos génios estivessem enganados! Que o país em que vivemos fosse o negativo do daguerreotipo que eles fixaram com as suas lentes feitas de lucidez e caldeadas em inteligência.

Comecei com as palavras de Almada porque todos os dias, ao ver e ouvir as notícias do que acontece neste rectângulo à beira mar plantado, me vêm à memória, mais precisamente aquela última parte em que fala sobre a necessidade de Portugal ser qualquer coisa se asseado. Nos cem anos que já levam de escritas, nem a cegueira de Portugal se curou, nem o asseio entrou nas preocupações dos capatazes de serviço.

Será próprio de um país asseado os responsáveis por um escândalo, com traços criminosos como é o da colocação de professores, continuar em funções? Haveria algum país da Europa, em cuja companhia tanto nos orgulhamos de estar, que não indicasse a porta de saída ao ministro responsável por esta situação caótica, que seria risível não se desse o caso de ser dramática para milhares de professores e suas famílias?

Será próprio de um país asseado uma ministra que instala o caos nos tribunais, a pretexto de uma reforma tão querida do governo como indesejada pelos agentes envolvidos, continuar em funções? Já lá vai mês e meio com a justiça emperrada por causa da pressa em instalar um sistema informático que não funciona, e a responsável ainda não se demitiu! Num país civilizado, as instituições e os cidadãos deixariam que isso acontecesse?

Será próprio de um país asseado passarem-se anos e anos sobre um negócio de estado em que toda a gente sabe que houve corrupção e não haver ninguém indiciado? Nos países civilizados, quando há corrupção, é costume haver corruptores e corrompidos, mas em Portugal não! Falo do célebre negócio dos submarinos em que se provou na Alemanha que houve corrupção, se prenderam os corruptores, mas os corrompidos em Portugal não há maneira de aparecerem. É obra!

Será próprio de um país asseado haver um primeiro ministro que ataca salários, prestações sociais, reformas e pensões, porque defende que o Estado não deve suportar essas despesas com os seus cidadãos, mas recebeu 60 mil(!) euros desse mesmo Estado, sem pestanejar, para se reintegrar na sociedade quando deixou de ser deputado, aqui há uns anos atrás? E que recebeu milhares de euros mensalmente não se sabe bem de quem nem porquê, esquecendo-se de os declarar ao fisco? Será isto normal?

Será próprio de um país asseado os cidadãos serem chamados a pagar as malfeitorias dos bancos e dos banqueiros? Ou ouvirmos durante décadas a ladainha da competência dos privados para gerir bancos e, em sentido oposto, da incompetência do Estado nessa mesma matéria? E agora que o contrário está demonstrado, como testemunham os nossos bolsos e carteiras, não se ouve uma justificação?

Para rematar e compor o ramalhete que podia ter a extensão que se quisesse, falta referir alguém que ocupa o mais alto cargo do Estado, votado por alguns portugueses e que, desde que foi eleito, parece padecer de uma reacção vagal que o impede de tomar uma iniciativa que seja, no sentido de aliviar os seus concidadãos deste pântano que fede e está cada vez mais avesso a medidas higiénicas.

Como estamos longe dos critérios de limpeza minimamente exigíveis e que existem noutras paragens! Quando Almada escreveu o Manifesto Anti-Dantas, talvez não lhe passasse pela cabeça que passados cem anos as palavras duras, irónicas e indignadas que dirigiu aos seus compatriotas, se mantivessem actuais.

Pois é! Como se costuma dizer: é o país que temos!

 

 

publicado por Aristides às 20:30
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Que dizem os "comentadores" deste saneamento no Diário de Notícias

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É frequente ainda, passados quase quarenta anos, haver umas figurinhas com tabique montado em jornais ditos de referência, mas cada vez mais de reverência, que nos lembram de quando Saramago foi sub-director do Diário de Notícias. Indignam-se ainda, apesar de muitos deles andarem de cueiros na altura dos factos, da forma como Saramago afastou alguns jornalistas, duma forma que agora parece reprovável, mas que à luz dos momentos históricos que se viviam entretanto, não eram propriamente desajustadas.

Gostaria de os ouvir ou ler agora, em que não há sobressaltos revolucionários, agora em que, segundo eles, a democracia está consolidada, sobre o saneamento de Baptista-Bastos das folhas do mesmo Diário de Notícias. Digo "o mesmo" mas na realidade já não é o mesmo. É mais um exemplo de capitulação perante os interesses mais ou menos evidentes, mas sempre presentes, dos grupos económicos e dos seus lacaios instalados na política.

É dramático assitir à capitulação da Cultura perante os interesses inconfessáveis do poder económico.

publicado por Aristides às 21:13
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Os concursos de professores e a imbecilidade

 

 Duarte Marques é um boi, perdão, um boy do PSD, que fez o seu percurso nas camadas jovens até trocar os bancos da escola pelos do Parlamento. Desconheço se tem algum curso superior, se tem habilitações ao nível do Relvas ou não. Também não me interessa! Interessa, neste momento, esmiuçar as alarvidades que o dito senhor deu á estampa, num artigozinho mal escrito e com uma argumentação básica, retorcida e manhosa, sobre o mais recente escândalo da governação do seu partido: os concursos de colocação de docentes.

Como já disse, a argumentação esgrimida pelo senhor Duarte está ao nível de um aluno NEE (necessidades educativas especiais). No meio do seu arrazoado e sabendo que a razão não o assiste, recorre a uma manobra usual nestes casos, mas que já não engana ninguém. Tenta, recorrendo a uma espécie de teoria da conspiração de trazer por casa, lançar uma suspeita através da insinuação de que haverá gente (na oposição, claro!) interessada no descalabro e  no mau funcionamento dos concursos dos professores. Leiam uma linha escritas pelo dito cujo:

"Depois de tantos anos com falhas constantes é curioso nunca ter havido uma sindicância aos concursos, ou mesmo uma comissão de inquérito parlamentar ou até uma comissão eventual. É um tema demasiado sensível, e que dirá respeito apenas a uma pequena percentagem dos portugueses, mas que talvez não seja útil, a alguns partidos, que se resolva de vez o problema que tanto jeito lhes dá no início de cada ano."

Então, com um governo do seu partido quase com quatro anos (chiça!!) não haverá condições para fazer a tal sindicância? Ou poderemos tirar a conclusão que o governo PSD/CDS está a fazer um frete à oposição? Avancem com isso!

Já não há pachorra para tanta imbecilidade!

 

 

publicado por Aristides às 20:21
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

O mentiroso

Gosto desta fotografia. Faz com que me ocorram algumas metáforas e imagens literárias e/ou cinematográficas. Mas vendo bem, o sujeito que aparece na foto não é minimamente merecedor de qualquer referência desse género. 

Espero bem que desta vez haja alguma vergonha na cara e que se tirem as devidas consequências da forma desonesta de estar na política que caracteriza esta gente.  

 

publicado por Aristides às 20:54
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Ajuda norte-americana

Os EUA decidiram ajudar a Libéria no seu dramático combate ao vírus da Ébola, o que só lhe fica bem. Isto de serem os polícias do Mundo tem as suas responsabilidades. Mas o que leio no Público de hoje acerca dessa ajuda fez-me sorrir com uma ironia amarga. Então não é que os norte-americanos vão mandar militares para ajudar os liberianos?
Depois caí em mim e admiti que afinal está tudo como deve ser. Afinal, em que é que eles são especialistas?
publicado por Aristides às 19:26
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

A sentença de Maria de Lurdes Rodrigues: obviamente indignado

"Maria de Lurdes Rodrigues diz que foi cometida "uma grande injustiça". Vai recorrer da condenação a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa."

A famigerada D. Marilu de novo nos títulos dos jornais (que saudades....). E mais uma vez pelas piores razões! Mas deixem-me que vos diga que também fiquei revoltadíssimo e indignadíssimo com a sentença: porquê a pena suspensa??????

publicado por Aristides às 20:34
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Venham lá mais umas bombas!

 

Obama anunciou hoje, num discurso muito aguardado, como vão lidar os EUA com o hiper terrorista Estado Islâmico. Essa nova estratégia consiste em largar bombas e mais bombas sobre as posições dos  fundamentalistas islâmicos. Mas,espera aí, esso é que é a "nova estratégia?" Afinal, o que os EUA têm feito ao longo da sua história é espalharem os seus valores e ideais, pelo mundo fora...à bomba!

Pronto, eles lá saberão o que fazem, por alguma coisa se arvoram na polícia de choque do Universo. Além disso têm uma vantagem sobre os jiiadistas: como foram os norte-americanos que lhes forneceram praticamente todo o armamento, sabem com o que podem contar!

publicado por Aristides às 19:13
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Oxímoros...

Administrador do Banco de Portugal na tomada de posse: "Banca deve actuar com princípios éticos irrepreensíveis"

 

Segundo a Infopedia, oximoro representa “a figura de pensamento em que se exprime um paradoxo. Consiste na associação de dois termos contraditórios, duas imagens, que na realidade se repelem, que aproximam dois sentidos totalmente incompatíveis.”

António Varela, o administrador do Banco de Portugal que hoje tomou posse, demonstrou ser um habilidoso cultor da língua portuguesa e dominar, como poucos, aquela “figura de pensamento” que dá pelo exótico nome de oxímoro.

Francamente, caberá na cabeça de alguém associar ou meter na mesma frase as expressões “Banca” e “princípios éticos irrepreensíveis”?

Em que virtual mundo viverá o novel administrador? Ainda por cima, quando outro dos nomeados desta manhá é Helder Rosalino, saído dos corredores do poder politico directamente para os do poder financeiro, sem qualquer prurido de ordem ética ou cívica?

 

 

publicado por Aristides às 18:18
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Afinal, quem foi?

"O Boeing da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia em Julho foi atingido por “numerosos objectos” que o "perfuraram" a "alta velocidade” e partiu-se em "pedaços", indica o primeiro relatório sobre o derrube do aparelho que causou a morte de 298 pessoas, numa zona de combates. A descrição confere com a possibiidade de ter sido abatido por um míssil terra-ar Bulk."

Assim começa o artigo de hoje do Público que se refere a um relatório agora conhecido. É caso para dizer que finalmente o abate daquele avião sai do esquecimento a que tinha sido votado pelos media ocidentais. Se bem se lembram, depois de quinze dias de intoxicação informativa em que, sem provas, se acusavam os anti-fascistas ucranianos, que a nossa imprensa gosta de chamar "rebeldes pró-russos", ou até mesmo os russos, por aquele crime, o silêncio abateu-se sobre o acontecido. Ora, todos sabemos o significado desse silêncio: descobriu-se que os autores do massacre foram as autoridades de Kiev, agora alvo da simpatia e ganância ocidentais. Só pode!

Curioso é também o facto de se afirmar na notícia que a "descrição confere com a possibilidade de ter sido abatido por um míssil terra-ar Bulk". É que, segundo entendidos, a descrição confere ainda mais com a possibilidade de o avião da Malaysia Airlines ter sido atingido por disparos de um caça ucraniano, que foi avistado a acompanhar o Boieng até cerca de dois minutos antes da tragédia.

Já há muito que Obama, Barroso e o resto da comandita sabem quem causou aquelas trezentas mortes. Por que não o dizem?

 

publicado por Aristides às 18:40
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Vamos lá inspecionar mais uma vez a festa dos comunistas

 

"Contas da Festa do Avante inspecionadas mais uma vez: Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) mantém vigilância cerrada aos lucros que o PCP consegue com a Festa do Avante. Fontes do partido lamentam que se tente afunilar para números um evento que é muito mais que um evento político" refere o Sol.

Nota-se aqui, sem qualquer dúvida, uma pedra no sapato em relação às iniciativas dos comunistas. Pela cabeça dos senhores da ECFP não passa sequer a ideia de que haja gente que tira férias para ir trabalhar à borla, ocupa os fins de semana para erguer essa grande festa que é a do Avante e depois ainda paga a entrada. Estes comunistas...

Tudo isto é mais curioso quanto se sabe que há partidos que se financiam através de negócios de estado e da corrupção dos seus membros que ocupam cargos governativos. Veja-se o caso dos submarinos e do famigerado Jacinto Leite Capelo Rego, talvez um alter ego do líder do partido em causa. Assentava-lhe bem o nome! Neste caso não há entidades que dêm com o gato escondido, assim como se podem fazer falcatruas do tamanho do Himalaia ou do BES que as entidades reguladoras só dão conta quando a casa cai com estrondo.

Enfim, afinidades (ou falta delas...)

publicado por Aristides às 15:37
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Despedir: a mais simples das soluções

Depois do desaparecimento de um dos seus aviões em Março no Golfo da Tailândia, e do abatimento de um outro, o MH17, em Julho, quando voava sobre a Ucrânia, o dono da Malasyia Airlines, o fundo soberano Khazanah Nasional Berhad, está a preparar um plano de reestruturação da companhia. 

O objectivo é alterar a imagem negativa que quer se queira ou não se criou com aqueles dramáticos incidentes.

A pergunta que se impõe é: o que fazer para atingir esse objectivo? A resposta é simples e não é preciso ser CEO da PT ou da EDP, nem ministro das Finanças de qualquer país da UE. Afinal é o que todas as empresas fazem quando chega a hora da "necessária" reestruturação: despedem-se trbalhadores! No caso da Malasyia Airlines, bastam 4000 despedimentos para que o pessoal comece a ver com melhores olhos a companhia aérea! Afinal é tão simples... 

 

 

publicado por Aristides às 12:29
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