Terça-feira, 21 de Junho de 2016

Os EUA são uma piada do Juca Chaves

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A indústria de armamento norte-americana está a produzir espingardas modificadas para meninos e pistolas cor-de-rosa para meninas.

Os fabricantes de armas dos Estados Unidos reforçaram as campanhas de marketing dirigidas às crianças com a oferta de espingardas modificadas para meninos e pistolas cor-de-rosa para meninas, refere um estudo recentemente divulgado.

Simultaneamente, foram recusadas pelos republicanos alterações à legislação  alegando que iriam violar o direito constitucional que tem cada cidadão ao porte de arma: a preocupação dos republicanos relaciona-se com a possibilidade de os norte-americanos erradamente referidos nas listas de suspeitos de terrorismo, por exemplo, ficassem impedidos de exercer o seu direito de comprar uma arma.

Compreende-se: um suspeito de terrorismo não é exatamente um terrorista. Logo, não se pode perder a oportunidade de fazer negócio só porque alguém é suspeito, além de que se estaria a violar os seus direitos.

Se depois o suspeito pega numa arma e decide ir a uma discoteca matar 50 pessoas, é o menor dos males! O importante é que ninguém lhe negou o sacrossanto direito de poder andar armado. E, claro, sempre pode ir treinando desde pequenino...

Afinal, os EUA são um país livre ou não?

(Lembram-se da piada do Juca Chaves "Aos seis anos eu era o único miúdo da minha rua com uma pistola verdadeira. Uma semana depois, eu era o único miúdo da minha rua..."?)

 

publicado por Aristides às 15:33
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

O Público e o jornalismo de sarjeta

O Público anda a portar-se muito mal, especialmente neste caso dos colégios privados. Tem lá uma jornalista, Clara Viana, que decidiu vestir a camisola amarela dos privados e dar notícias vesgas, deturpadas e mentirosas. Gabriela Canavilhas, através do Twitt, teve uma reação normal a tanta desonestidade profissional da dita jornalista. Foi então que o Público, num editorial tosco e miserável, tentou justificar o injustificável e atacou a antiga ministra da Cultura.

Editorial  tendencioso e deturpador. Desculpa a jornalista Clara Viana por ter dito que ós líderes do PCP e do BE estavam no palco dizendo que afinal não estavam no palco mas estavam à frente do palco. Como quem diz: é quase a mesma coisa. Mas não é a mesma coisa!
Depois fala dos números da organização e da PSP dando a entender que a jornalista do Público é isenta e quis ouvir as duas partes. Mas é mentira, porque a PSP não dá, há muito, números de manifestantes. E no texto refere que aqueles 15 mil lhe foram dados por um responsável da Polícia. Acho que, aqui chegados, já todos sabemos quem é 
o "responsável da PSP" ouvido pela jornalista. Mas o curioso é que, na manif dos colégios, a mesma jornalista assumiu, em título da notícia, o número de 40 mil dado pela organização, agora sem o contraponto nem a preocupação de ouvir o tal "responsável"!
Lamentável é a sucessão de artigos de Clara Viana em que ficou claríssima a sua posição nesta polémica, por mais que o editorial do Público a tente desculpar atirando na direção de Gabriela Canavilhas. Se quer dar a sua opinião que arranje um espaço no jornal que certamente lhe será atribuído pelos serviços prestados à "causa".

publicado por Aristides às 17:26
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Domingo, 19 de Junho de 2016

Parabéns Chico Buarque (19 de Junho de 1944)

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Chico de Hollanda, de aqui e de alhures
"Parceiro de euforias e desventuras, amigo de todos os segundos, generosidade sistemática, silêncios eloqüentes, palavras cirúrgicas, humor afiado, serenas firmezas, traquinas, as notas na polpa dos dedos, o verbo vadiando na ponta da língua - tudo à flor do coração, em carne viva... Cavalo de sambistas, alquimistas, menestréis, mundanas, olhos roucos, suspiros nômades, a alma à deriva, Chico Buarque não existe, é uma ficção - saibam.
Inventado porque necessário, vital, sem o qual o Brasil seria mais pobre, estaria mais vazio, sem semana, sem tijolo, sem desenho, sem construção."
Ruy Guerra, cineasta e escritor.

 

publicado por Aristides às 15:37
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2016

O meu artigo no Praça Alta de Junho

Tempos de entropia

 

No mês em começa o Verão, outrora um deserto de notícias em que os meios de comunicação social tinham que inventar escândalos e rebuscar acontecimentos que pudessem manter acesa a atenção mediática, os motivos de preocupação adensam-se e são mais que muitos.

O que se vive na Europa não pode deixar ninguém indiferente ou descansado. Na Áustria um partido de extrema direita, neonazi e xenófobo, perdeu as eleições presidenciais por uma unha negra, motivo de satisfação moderado já que impugnou as eleições por suspeitas de irregularidades o que mantém em suspenso todos aqueles que veem com preocupação o alastrar da ideologia que contribuiu para uma das maiores catástrofes do século XX e da história da Humanidade. Infelizmente, os eleitores, mais sensíveis ao imediato do que aos movimentos históricos, dão cada vez mais poder ao ódio e à intolerância.

Na Turquia, parceiro da Europa, membro da Nato e sempiterno candidato à entrada na União Europeia, sucedem-se os atentados à mesma velocidade com que se dá a deriva radical do presidente Erdogan, que vem assumindo posições de um fundamentalismo islâmico cada vez mais longe da moderação que a situação internacional exigiria.

Os refugiados continuam a afogar-se no Mediterrâneo numa rotina tantas vezes vista que quase já não causa comoção numa opinião pública cada vez mais insensível à hecatombe que acontece perante os seus olhos, já não incrédulos mas cansados. Os atentados do Exército Islâmico são a espada de Dâmocles que pesa sobre as nossas assustadas cabeças, ainda por cima à beira de um acontecimento desportivo que vai juntar multidões, como é o campeonato da Europa de futebol. A visibilidade do evento, transmitido para todo o Mundo, transforma-o numa apetecível oportunidade para quem faz do terror cego o seu modus operandi.

O Reino Unido, numa iniciativa inédita nos países que compõem a União Europeia, resolveu consultar os seus cidadãos sobre a permanência ou não naquele clube que parece ter mais atractivos para os de fora do que para os que estão dentro. Sempre gostaria de ver os resultados de um referendo feito em todos os países membros que questionasse os cidadãos sobre a permanência o não na UE. Esse é o pior pesadelo da elite eurocrata que impera em Bruxelas e Berlim.

Se os britânicos votarem pelo Brexit, ou seja saída da UE, muita confusão isso vai gerar no burocrático aparelho duma organização que já foi sonho para alguns idealistas mas agora não é mais do que um pesadelo para países e governos que perderam autonomia e se encontram pressionados e constrangidos por legislação muitas vezes absurda e incompreensível, sendo simultaneamente facilitadora dos grandes negócios e penalizadora dos trabalhadores.

Nos EUA vivem-se tempos perigosos e decisivos tanto para o seu próprio futuro como para o do resto do Mundo. Pela primeira vez pode o presidente dessa superpotência imperial ser uma mulher, o que constituirá um facto histórico mas não é nem poderia ser nenhuma ruptura com as políticas dos antecessores, salvo alguma questão de estilo. Em contrapartida pode ser eleito um candidato verdadeiramente perigoso pelas ideias retrógradas que bolça e de que se ufana e pela responsabilidade de que poderá ser investido como presidente dos EUA. A perspectiva de ser eleito é, na verdade, assustadora para um mundo que não precisava nem de mais incendiários nem que alguém deitasse mais gasolina numa fogueira sem fim à vista.

No Brasil a confusão generaliza-se com cada vez mais casos de corrupção envolvendo altas figuras do Estado a virem a público. Depois da suja campanha contra Dilma em que os seus opositores garantiram ao mundo que bastava a sua destituição para que o Brasil voltasse a ser um país sem problemas e abençoado por Deus, as coisas só pioram. Afinal, os que a traíram e os seus adversários têm a folha criminal bem mais suja do que a antiga presidente.

O panorama, pelo que observamos todos os dias não é famoso, correndo-se até o risco, bem palpável, de piorar.

No meio disto tudo os senhores de Bruxelas andam entretidos com uma coisa realmente importante: devem ou não castigar Portugal por um desvio de duas décimas do défice orçamental de 2015?

Como é bom pertencer a este paraíso que é a União Europeia!

 

 

publicado por Aristides às 16:09
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Mais trumpices

"Na reacção à tragédia de Orlando, Trump reiterou a defesa de que seja proibida a entrada de muçulmanos nos EUA, acusou os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos de dedicarem protecção aos radicais e exemplificou que, caso alguém no interior do bar onde tudo aconteceu estivesse armado, o massacre não atingiria as proporções que registou."

Mais umas idiotices vindas daquela cabeça que parece ter como única função ser a base da mais ridícula cabeleira do hemisfério norte. Acontece que, á semelhança de todos os que defendem a livre uso e comércio de armas nos EUA, repete o argumento de que se houvesse alguém armado em cada um dos inúmeros massacres que vêm ocorrendo nos EUA, podia eliminar o criminoso.

Argumento estúpido quanto a mim. As pessoas poderem andar com armas não é o mesmo que terem que andar com armas e o argumento só serviria se todos andassem armados e à espreita de um um gesto suspeito do seu vizinho do lado para o abater e se transformar assim no herói dos telejornais da noite.

E, mesmo que fosse assim, nada garante que a situação se resolvesse sem um banho de sangue ainda maior. Mas enfim, o lobby das armas é poderosíssimo e vamos continuar a assistir, periodicamente, a estes crimes hediondos  e contudo evitáveis.

 

publicado por Aristides às 17:23
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

Truques orçamentais

Auditoria - Excedente da ADSE utilizado para baixar défice

O Tribunal de Contas vem dizer-nos que o governo PSD/CDS utilizou verbas da ADSE para diminuir artificialmente o défice. Em causa está um memorando, assinado em setembro de 2015 pelo governo de Passos Coelho e pelo diretor-geral da ADSE que autorizou a passagem de 29,8 milhões de euros da conta da ADSE para financiar o Serviço Regional de Saúde da Madeira, "descapitalizando" este subsistema público. 

Até aqui nada de novo. Do anterior governo tudo se esperaria e resta-nos saber o que ainda está para surgir à luz do dia.

Contudo, isto levanta uma questão, quanto a mim bastante curial. A utilização destes truques para, de forma artificial e enganosa, diminuir o défice e podermos apresentar em Bruxelas umas folhas Excel muito bem organizadas e com as contas em ordem, não é de agora. Outros governos o fizeram, sempre com resultados imediatos, mas com efeitos de médio e longo prazo desastrosos. Desde a nacionalização de fundos de pensões privados que, embora trazendo de imediato grandes somas de dinheiro aos cofres do Estado, aumentam as suas responsabilidades e despesas lá mais à frente, até à antecipação de receitas e diferimento de despesas entre uns anos e outros, muitas têm sido as provas dadas por ministros e tecnocratas de uma criatividade e inventiva assinaláveis.

Quero crer que outros países farão da mesma maneira. Ora, tudo isto resulta em contas com muito pouca adesão à realidade. São truques que mascaram a real situação das contas públicas, conhecidos por todos e aceites, tacitamente, pelas entidades europeias encarregues de zelar pela boa saúde financeira dos estados membros.

Além da hipocrisia que tudo isto representa e pondo de lado as questões morais que para aqui não são chamadas, da seriedade e honestidade destes procedimentos, ficam as perguntas: será saudável para a economia e as finanças de um país mistificar desta forma a realidade? Depois destas notícias, ainda nos querem fazer crer que o limite de 3% para o défice, exigido por Bruxelas, tem algum fundamento seja de que tipo for? Não seria uma boa ideia abandonar esse dogma dos 3%, afinal desprezado por todos, como se comprova?

 

publicado por Aristides às 14:51
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

A Direita, o Estado e o Povo

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"Um estudo da Infraestruturas de Portugal, encomendado pelo anterior Governo, sobre a descida dos preços nas antigas SCUT, defende que a medida aumentaria as receitas com portagens, informação confirmada pelo atual executivo.

O estudo, a que a TSF teve acesso e hoje divulgou, foi realizado a pedido do anterior Governo PSD-CDS, embora as suas conclusões nunca tenham sido conhecidas, nem sido colocadas em prática, surgindo agora, numa altura em que o atual executivo já anunciou que vai descer as portagens em algumas SCUT, embora ainda não tenha revelado quando, nem os valores."

Quem circulava nas ex-SCUT's antes e depois da introdução da portagens não pode deixar de reparar na diminuição drástica do tráfego, tal era a sua evidência. Todos sentiram também as consequências na economia do Interior provocadas pela retracção de visitantes, turistas, até mesmo de pessoas originárias do Intrior e a viver no Litoral, que passaram a visitar muito menos vezes o local de origem e os familiares aí residentes.

Isso são evidências. O que me chamou a atenção na notícia da TSF foi aquele "pormenor" em que se refere que o estudo foi encomendado pelo anterior governo que, todavia, nunca chegou a publicar as suas conclusões. Que conclusão retiramos? Que o governo de Passos e Portas preferia castigar e penalizar os portugueses, diminuindo-lhes o rendimento e aumentando-lhes as despesas, mesmo que isso fosse prejudicial para o próprio Estado!

Tenho dificuldade em classificar esta postura sem recorrer a uma linguagem mais desbragada e vernácula, por isso e a benefício da civilidade, fico-me por aqui.

publicado por Aristides às 10:36
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

É assim uma espécie de "E se fosse consigo?"

"Um menino norte-americano de cinco anos telefonou para o 911, o número de emergência nos Estados Unidos, para denunciar a contraordenação que o pai cometeu ao volante horas antes.

A polícia da cidade de Quincy, no Massachusets, Estados Unidos, divulgou o áudio de uma chamada feita por um menino de cinco anos, que decidiu denunciar o próprio pai quando o viu passar um semáforo que estava vermelho.

A criança de cinco anos não gostou da infração e decidiu informar as autoridades do sucedido."

 

As redes sociais, os telemóveis e os computadores, aliados ao politicamente correcto e ao falso moralismo apregoado urbi et orbi, ainda acabam por fazer de nós delatores e bufos.

publicado por Aristides às 17:38
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016

JSD comemora o Dia Internacional da Criança

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A miudagem do PSD, talvez com o nobre intuito de comemorar o Dia Internacional da Criança, saiu-se com mais um cartaz alusivo ao governo e seus apoios, utilizando referências imagéticas a um jogo de smartphone. Tal como acontece quando se lida com crianças, mais uma vez saiu borrada.

Já nem falo na mensagem do cartaz ou no seu conteúdo, pobre, radical e primário como é de uso por aqueles lados. O próprio objecto em si é de tal mau gosto que consegue ser pior do que aquele em que aparecia Mário Nogueira disfarçado de Estaline.

 A falta de inspiração dos "criativos" que trabalham para aquela garotada é por demais evidente. Qual será a próxima idiotice em forma de cartaz que sairá daquelas estúrdias cabecinhas?

publicado por Aristides às 15:21
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Terça-feira, 31 de Maio de 2016

Brasil: Transparência e corrupção

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Fabiano Silveira, da Transparência, apanhado em escutas a ajudar Renan Calheiros, presidente do Senado, a escapar da Lava-Jato

Fabiano Silveira, o ministro da Transparência, Fiscalização e Controlo, ministério que abriga os órgãos mais importantes de combate à corrupção, é a segunda baixa no governo interino do Brasil, apenas uma semana depois de ter sido afastado Romero Jucá (PMDB), que comandava o Planeamento, e 17 dias após a tomada de posse da equipa do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Em causa, novas escutas em torno da Operação Lava-Jato. - Diário de Notícias

O ministro da Transparência não podia ser mais transparente! Afinal, o golpe e a formação deste "governo" obedeceu a um objectivo que se pode caracterizar nestas ideias fortes: salvar a pele dos políticos indiciados ou suspeitos de corrupção, impedir que as investigações judiciais vão mais longe, garantir a impunidade dos corruptos.

Onde já vai a indignação dos coxinhas (também amarelinhos como os nossos) contra o PT, Dilma e Lula, esses expoentes máximos da corrupção! Tal como muitos previram e afiançavam, o Brasil é agora um país sem problemas, sem corrupção e a viver na paz dos Evangélicos, perdão, Evangelhos!

Pobre país que em tais mãos caiu!

 

publicado por Aristides às 16:38
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2016

Crescei e multiplicai-vos!

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O Presidente da Turquia, Erdogan, defendeu hoje que as famílias muçulmanas não devem recorrer à contraceção e ao planeamento familiar, apelando às mães para fazerem aumentar o número de turcos.

"Falam-nos de contraceção, de planeamento familiar. Nenhuma família muçulmana pode ter uma tal mentalidade", adiantou.

O chefe de Estado turco apelou para que se siga o caminho do que "diz  Deus", do que "diz o  querido profeta". "Neste contexto, o primeiro dever pertence às mães", disse ainda.

Não é a primeira vez que o presidente turco aborda a questão, tendo já defendido que as mulheres deviam ter pelo menos três filhos e comparado a contraceção a "uma traição". - Diário de Notícias

A primeira pergunta que me assaltou foi a de quantos descendentes terá o senhor. Menos mal, que nesses aspecto não é como o deputado do CDS, o famigerado Morgado que só tinha um filho e defendia que o acto sexual só deveria ter um único objectivo, o da procriação. Ao dizer isto numa assembleia e na presença da Natália Correia é claro que estava a pedi-las. E Natália, com a seu verve, deu-lhas.

Nesse aspecto Erdogan parece-se mais a Cristas, pelo menos no número de rebentos, se é que falar de rebentos com radicais muçulmanos por perto como este senhor, pode ser considerado mau gosto.

E é isto: um protegido do Ocidente, aliado da Nato, quase a entrar na UE e que nos choca com uma mentalidade da Idade Média e com a  radicalização de um regime que já foi laico e progressista. O Mundo não tem feito outra coisa senão desandar em vez de andar.

Mas não pensem que as idiotices radicais estão só do lado destes fundamentalistas islâmicos. Se se encherem de coragem e lerem as caixas de comentários que estas notícias suscitam nas mentes dos cristãos e ocidentais, verão como a estupidez, o ódio e a intolerância estão bem distribuídos entre o Ocidente eo Oriente.

publicado por Aristides às 16:59
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Domingo, 29 de Maio de 2016

O alargar do fosso

Sem dúvida que sou sensível ao cavar do fosso, cada vez mais largo, entre ricos e pobres, privilegiados e deserdados, deste sistema que nos aniquila aos poucos.

Há, no entanto, um outro fosso que, embora ligado àquele, nos entra todos os dias em casa mas ao qual não prestamos a devida atenção. Refiro-me à abissal distância que há entre os magnos problemas vividos de forma dramática na Síria, no Líbano, no Iraque, em pleno Mediterrâneo, e a pequenez dos líderes que os poderiam resolver se quisessem: Merkel, Hollande, Obama, etc.

Não vejo salvação para este dilema.

publicado por Aristides às 20:40
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

Já chega!

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"Ontem, o Jornal de Leiria citava alguns pais que não quiseram ser identificados, mas queixavam-se de pressões sobre os filhos para estarem presentes nas manifestações contra a política do ministro Tiago Brandão Rodrigues.

“A pressão é enorme”, relata uma encarregada de educação de um aluno do 8º ano do Colégio Conciliar de Maria Imaculada (CCMI), em Leiria, citada pelo jornal regional, ao qual garante ter recebido mais de 20 e-mails de mobilização para manifestações contra o Ministério da Educação.

A mesma mãe diz ao Jornal de Leiria que os alunos estão a ser “manipulados” e garante que as cartas enviadas ao primeiro-ministro e ao Presidente da República foram copiadas pelas crianças do quadro e não escritas de forma livre."

Hoje os responsáveis do movimento tentaram, de forma canhestra, deselegante e abusiva, associar o presidente da República à sua campanha desinformativa e demagógica. Bem andou Marcelo ao distanciar-se do comunicado daqueles senhores com que tentaram enolvê-lo na sua guerra.

Não bastava  a pressão e utilização de crianças em campanhas para a defesa de privilégios, andar com elas aos fins de semana, ao sol e à chuva, ainda sobra desfaçatez para torcer a realidade e pôr em causa posições de orgãos de soberania.

Já ia chegando....

publicado por Aristides às 16:12
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

Ameaça terrorista sobre Portugal

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Segundo a Comissão Europeia "há governos que mostram um sentido de urgência no ajustamento um tanto tardio, enquanto, por outro lado, há governos encostados a uma possível falsa sensação de segurança". Será este último o caso de Portugal, que é censurado pela Comissão de estar a relaxar em várias reformas ditas importantes e, em especial, nas que visam emagrecer o défice e a despesa pública.

Já o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, considerou esta terça-feira que as sanções a Portugal e a Espanha são "absolutamente uma possibilidade". À entrada para a reunião, em Bruxelas, Dijsselbloem alertou ainda que há "uma razão séria" para manter o tema das sanções como uma possibilidade a avançar.

Depois de lermos estas e outras notícias que envolvem a prestação de Portugal e as políticas "europeias" que nos têm como alvo (e vítimas), que outra conclusão é possível, se não a de que estamos debaixo de uma ameaça terrorista que pode acontecer a qualquer momento?

Os terroristas de Bruxelas não querem, por nada deste mundo, que a solução dos problemas que se está a ensaiar em Portugal, com avanços e recuos, hesitações e voluntarismos, entusiasmos e cepticismos, dê resultado. É que podia ser contagioso e os agiotas eurocratas perdiam as suas obscenas fontes de rendimento.

 

 

publicado por Aristides às 15:56
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Terça-feira, 24 de Maio de 2016

As confusões do escrevinhador

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"Continuo a escrever livros polémicos. As Flores de Lótus e O Pavilhão Púrpura mostram realidades, porém politicamente incorretas. O facto de que o fascismo é um movimento que tem origem marxista, por exemplo, é uma das demonstrações feitas nesta saga que poderá parecer polémica. Outra: o nazismo é inspirado em ideias então muito populares nas democracias ocidentais, incluindo Inglaterra, EUA, Escandinávia e França."

Ao prolixo escrevinhador não lhe bastava as horas de promoção ao livro, gentilmente patrocinadas pela comunicação social apadrinhando um dos seus; tinha que inventar umas valentes atoardas para que o toque polémico não faltasse e, assim, assegurasse a venda de mais uns exemplares.

Esta de o fascismo ter origem marxista não lembrava ao diabo! Mas lembrou-lhe a ele, o escritor que escreve livros porque ninguém escreve dos que ele gosta, sonhou com essa ideia que tem o mérito, pelo menos esse, de ser original. Imbecil, convenhamos, mas original. 

Pelo menos tem uma vantagem sobre outro fenómeno da pequena literatura lusa, o Miguel Sousa Tavares que, esse sim, tem alguma dificuldade em escrever coisas originais.

 

publicado por Aristides às 13:55
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2016

É oficial: acabou a corrupção no Brasil! Agora chama-se sorte ao jogo.

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 "Fernando Giacobo, do Partido da República, o próximo na linha de sucessão como presidente do Congresso de Deputados, é quem vem presidindo às sessões legislativas, no lugar que foi de Cunha primeiro e que foi de Maranhão depois. E quem é Giacobo, perguntou-se a opinião pública? Giacobo é o deputado que explica o seu enriquecimento súbito pelo facto de ter ganho na lotaria - e outros jogos do tipo organizados pelo banco público Caixa Económica Federal - 12 vezes em duas semanas no ano de 1997. "Pura sorte, pura sorte, juro por Deus, eu sou um cara de muita fé", justificava-se o deputado em entrevista de 2004 ao jornal Folha de S. Paulo"

 

Como diria o Jardel, "gráçádeus" que, com a destituição de Dilma e o fim do governo PT acabou a corrupção no Brasil. Além disso, todo o mundo sabe que a malta com muita fé costuma acertar muitas vezes na lotaria e, claro, ficar rico.

As contas na Suiça do Cunha e outras fortunas suspeitas, afinal têm uma explicação bem mais prosaica: sorte ao jogo! Aliás, como poderia ser de outra forma se os corruptos são todos petistas, né?

publicado por Aristides às 16:08
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Os amarelinhos e as suas manifs privadas

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Os amarelinhos andam bravos! É vê-los por aí em cerimónias oficiais, arrastando as pobres crianças que nem sabem ao que vão, a gritar,  buzinar, esganiçar e maltratar o hino nacional, tentando-nos convencer que lutam pela liberdade de escolha da escola, questão que nunca esteve na base dos contratos de associação. O que esteve foi a cobertura integral do território nacional, ou por escolas públicas ou não existindo estas, por colégios privados.

Acontece que a liberdade de escolha continua: todos os pais são livres de matricular os filhos na escola que bem entenderem. Se quiserem um colégio privado, terão que o pagar. Não será isto justo? Porque é que os meus impostos hão-de pagar o ensino público e o financiamento do privado, mesmo quando ele é redundante?

Estes amarelos mentem, manipulam, representam interesses mesquinhos e perigosos. Só já falta irem para as suas manifs privadas a rufar tachos e panelas. Já se tem visto noutras latitudes...

publicado por Aristides às 10:34
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

Colégios e alheiras de Mirandela

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"PSD acusa maioria parlamentar de discriminar alheira de Mirandela"- Título do Diário de Notícias de hoje.

Depois dos colégios privados e das suas negociatas à custa do nosso dinheiro, vemos assim a alheira de Mirandela perfilar-se como uma das grandes preocupações da direita portuguesa e no topo das suas prioridades.

publicado por Aristides às 17:01
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Os desertores

 

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 "Os desertores não serão recebidos de braços abertos" em Bruxelas, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, numa entrevista publicada no jornal francês "Le Monde" nesta sexta-feira, referindo-se à possibilidade de que os britânicos decidam sair da UE no referendo de 23 de junho.

A chantagem continua, a linguagem dramatiza-se, o pânico dos eurocratas já não tem como se esconder. A Europa dos negócios e das manigâncias já nada de bom tem a oferecer aos seus cidadãos além das ameaças e das imposições completamente absurdas aos governos dos países membros. Nós, portugueses, que o digamos!

publicado por Aristides às 15:46
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

O meu artigo de Maio no Praça Alta

Liberdade de escolha?

Andaram anos e anos a encher-nos os ouvidos com o fim das ideologias, com a evidência cristalina do fim da divisão esquerda-direita, com o anacronismo da retórica bipolarizadora da vida política que ainda defendia haver políticas de esquerda e políticas de direita. A ideologia reinante era a de que já não havia…ideologias.

Esta visão das coisas, autoproclamada pragmática e realista, fez o seu caminho e muitos quiseram acreditar no que parecia uma boa nova mitigadora de inúteis conflitos. Conflitos esses velhos de séculos e com nenhuma aderência aos tempos novos em que se divisava já, rutilante, o fim da História. Sim, porque como muitos estarão lembrados, os vencedores da guerra fria proclamaram aos quatro ventos que a História não teria mais história e que a Democracia e a pax americana iriam reinar para todo o sempre num mundo sem antagonismos nem convulsões. As únicas manifestações a que iríamos assistir seriam de agradecimento dos povos pela democracia e prosperidade que assim lhes eram proporcionadas, derrotadas que estavam as forças do Mal, sob o comando da execrada União Soviética. A sublinhar esta onda de optimismo, os crentes lembravam uma profecia de décadas em que a divindade prometia paz no mundo quando aquela fonte do mal desaparecesse ou se convertesse. Forças terrenas e divinas, todas se pareciam conjugar para um final feliz.

Cedo, os mais cépticos (que os há sempre) começaram a ver as suas dúvidas ganharem razão de ser. O mundo, em vez de se pacificar entrou numa espiral de violência, guerra, atentados e conflitos sem precedentes. Algo correra mal nas previsões dos gurus e sacerdotes da civilização ocidental.

A URSS desintegrou-se e, ao contrário do esperado, não foi a Paz nem a Democracia que surgiram dessa derrocada. Pelo contrário. A partir dessa data, as convulsões multiplicaram-se. Os EUA, cientes do seu poderio de única superpotência, liberta por fim do contrapeso geoestratégico do seu émulo das estepes, deu para ser polícia do mundo. O seu pátio das traseiras que passava por ser a América Latina alargou limites até cobrir o mundo inteiro. Ou quase. As invasões e desestabilização de países, até há pouco estáveis e prósperos, começou a ser o modus operandi privilegiado dos norte-americanos. Contam-se por muitos os milhões os mortos provocados por esse delírio intervencionista.

Voltemos à dicotomia esquerda-direita com que comecei este texto e que me permitiu encadear as ideias até chegarmos aqui.

Em Portugal discute-se, por estes dias, o papel do Estado e da iniciativa privada na Educação. Desde há muito que há colégios privados com quem o Estado firmou contratos de associação, colmatando com essa oferta a ausência de escolas públicas numa determinada área. A lógica sempre foi essa, nunca a da liberdade de escolha das escolas por parte dos alunos e sua família, como alguns querem fazer crer.

Ora, transparecem aqui, de forma muito clara as visões opostas que esquerda e direita têm sobre Educação. De um lado, a esquerda coerente com a sua ideia de que o Ensino deve ser responsabilidade do Estado para assim o poder tornar universal, inclusivo e gratuito, de preferência. Do outro, temos a direita, não menos coerente na ânsia privatizadora de tudo o que possa ser rentável para os privados. Se isso pode ser penalizador para a universalidade ou gratuitidade do ensino e para o bem estar das populações é o que menos lhe interessa.

No meio deste furacão temos os colégios privados com quem o Estado assinou os tais acordos de associação. O que este governo pretende é não renovar esses contratos sempre que haja, nas imediações, escolas públicas que tenham a mesma oferta educativa, para não haver redundância nas despesas. É que, e este ponto é muito importante, o Estado contribui com mais de 80 mil euros por turma/ano para essas colégios. É curioso como a direita do “menos Estado, melhor Estado” não se coíbe de se aproveitar dos seus recursos quando isso interessa aos “negócios”. Neste caso não lhe ouvimos falar na necessidade de cortar as gorduras do Estado. Porque será?

Apesar de se saber que nenhum contrato vai acabar antes do acordado, que todas as crianças vão acabar o ciclo de escolaridade no colégio em que se encontram e que toda esta questão apenas afecta 3% das escolas privadas, não é de estranhar todo este sururu? E a utilização das crianças nesta guerra de privilégios que não se querem perder será eticamente correcta? E se quiserem colocar a discussão na questão da liberdade de escolha da escola para onde ir, nada contra! Mas cada um tem que pagar esse capricho, não devem ser os nossos impostos a suportá-lo.

Para mim, este é um exemplo claríssimo e actual de duas maneiras de ver a realidade e constitui a prova provada de que ainda faz todo o sentido falar de esquerda e direita.

publicado por Aristides às 10:58
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