Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Quedas...

ng4487369.jpg

 

"Angela Merkel caiu, ontem à noite, da cadeira, no intervalo da ópera "Tristão e Isolda", que inaugurou o festival de Bayreuth, na Alemanha.

Merkel estava no restaurante-café do teatro, aproveitando o intervalo, mas quando ia sentar-se a cadeira partiu-se e a chanceler alemã caiu."

Conclusão: já não há cadeiras como antigamente!

Quem sabe não foi algum ativista grego que, conhecedor da história recente de Portugal, sabotou a dita cadeira, à espera que ela cumprisse o seu dever democrático.

Esperemos, no entanto, que a música de Wagner não lhe provoque o mesmo efeito que a Woody Allen, que ao ouvir Wagner lhe dava logo vontade de invadir a Polónia.

publicado por Aristides às 18:31
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

O Belloso de bellota*

Há um Belloso que escreve umas hebdomadices no Diário de Notícias. A sua prosa denuncia-o como neoliberal assanhado e reaccionário convicto. Eu bem tento estar atento ao chão e respectivo espaço aéreo mas não há como escapar: uma vez ou outra lá tenho que limpar a sola dos sapatos ou as rarefeitas pilosidades cranianas, para demover a matéria mal cheirosa.

Aconteceu hoje, de novo. Leio o DN online e logo me chamou a atenção um artigo de opinião com o título "E se o povo for estúpido?". A coisa começou logo a feder, mas como aconteceu ao escorpião da fábula, foi mais forte que eu. E lá fui pisar, perdão, ler!

O artigo, espremido, resume-se à exposição pública e despudorada de um sentimento: medo. O Belloso tem medo de eleições, principalmente quando a direita está no poder e corre o riso de ser chutada, por protagonizar, como lhe está nos genes, políticas de austeridade, empobrecimento, miséria e desrespeito pelo povo.

Neste momento o Belloso interroga-se como é que o povo pode dar o seu voto maioritário a forças anti-sistema que, uma vez no poder, ameaçam deitar por terra todos os avanços conseguidos à custa dos contribuintes. E chega à conclusão que o povo é um bocado (como diremos sem ferir susceptibilidades?) ... estúpido. É isso: o povo é estúpido! E ingrato, acrescento eu.

Belloso espanta-se também como é que o povo, essa malfadada e dispensável (se não pagasse impostos) entidade, pode votar em partidos que (passo a citar):

"escolhem uma e outra vez impor taxas, estabelecer salários mínimos, aumentar a pressão e a progressividade fiscal, aumentar a despesa pública, subsidiar setores estratégicos ou, como vimos recentemente na Grécia, recusar o equilíbrio orçamental ou repudiar a dívida. A evidência empírica demonstra que todas estas mediadas conseguem travar o crescimento e implicam quase sempre uma perda de bem-estar. Porque são então votadas por maiorias entusiastas?"

Querem mais provas de que o povo é estúpido? Como é que pode querer salário mínimo, suprema aberração? Ou progressividade fiscal, heresia mais merecedora de fogueira do que a condição de marrano?

Não temos anos de experiência que nos dizem que o que traz ganhos de bem estar é desinvestir na Saúde e no Ensino? É apostar em salários baixos e na desregulação do mercado laboral? É privatizar tudo o que vem à mão para benefício dos grandes grupos económicos, esses sim, os verdadeiros fautores do progresso e do bem estar?

Ó Belloso, se não fosse parecer xenófobo, mandava-te pregar para a tua terra! Como felizmente não me move nenhuma aversão ou fobia a estrangeiros, mando-te apenas para o raio que te parta!

 

* "Durante a engorda dos porcos, um fator é fundamental para a produção de um bom Jamón. A Bellota é o principal e na maioria das vezes o único ingrediente da alimentação dos porcos durante a fase dos animais ao ar livre" -(retirado da net)

publicado por Aristides às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Cavaco Thomaz

card_cavaco_silva_101214.jpg

 "Cerca de duas horas depois de Pedro Passos Coelho ter desmentido o presidente da Comissão Europeia e negado que a proximidade das eleições legislativas tenha estado na base do travão português à discussão do alívio da dívida grega, o Presidente da República veio por-se ao lado do primeiro-ministro."

Que triste espectáculo anda a dar o (ainda) presidente da República! Os até agora nove anos e meio do seu consulado foram bastante deprimentes e não lhe faltaram alguns, não poucos, traços burlescos. Basta lembrarmos o episódio das vacas dos Açores a sorrirem de felicidade, ou a angústia que tomou conta dele numa visita a Gouveia e em que (se) questionou várias vezes sobre o que seria necessário fazer para nascerem mais crianças e tantas outras situações caricatas de que foi voluntário ou involuntário protagonista.

Já a colagem a este governo e à sua política de austeridade e empobrecimento do país tem assumido foros de escândalo, embora tenha sido de uma fidelidade canina e constante! Nunca tomou posição a favor dos desempregados, dos reformados e pensionistas, dos jovens forçados a emigrar. O mundo dele já não é este, pelos vistos.

Era bom que acabasse este segundo mandato com a dignidade própria do alto cargo que ocupa, mas isso é uma clara impossibilidade, tendo em conta a sua estrutura mental. Resta-nos esperar com santoral resignação o mês de Janeiro...

publicado por Aristides às 18:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 21 de Julho de 2015

O ingénuo Clooney

ng4467149.jpg

"Clooney quer descobrir de onde vem o dinheiro que alimenta as guerras em África"

Ó meu rapaz, ouve o conselho de alguém mais velho do que tu: dedica-te ao cinema, porque na política internacional não tens hipóteses. É que, pelo desejo que manifestas, só demonstras uma grandecíssima dose de  ingenuidade. Se ainda não descobriste de onde vem esse dinheiro, quando isso acontecer, vais ter uma surpresa daquelas!

publicado por Aristides às 19:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Déjà vu!

"Dos sete mil milhões de euros acabados de receber pela Grécia, 6,2 já foram para FMI e BCE."

Notícia lacónica mas eloquente, não é? Parecia que a preocupação eram os vencimentos e as reformas dos langões dos gregos, mas pelos vistos, as prioridades são outras. Nada de novo e que nós não tenhamos já visto!

publicado por Aristides às 19:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Trumpices

ng4460459.jpg

 

"Trump, o multimilionário e estrela da televisão que pretende candidatar-se à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano disse que MacCain, antigo aviador e vítima de tortura durante cinco anos em Hanói, não merece ser tratado como um herói de guerra pelos serviços prestados durante a Guerra do Vietnam."

Trump, cuja locução do nome nos remete imediatamente para baixezas escatológicas, quer ser presidente do país mais poderoso do mundo e isso é preocupante. É que as ideias que brotam da sua cabeça cheiram intensamente áquela matéria fecal que deixei subentendida na linha  de cima.

Voltou-se agora para as fileiras do seu próprio partido e escolheu como vítima alguém que à luz dos critérios belicistas dos EUA, é um herói. MacCain combateu o "inimigo comunista" e isso bastaria para pertencer ao panteão dos heróis, mas, além disso, esteve cinco anos preso em condições parece que terríveis. Este Trump, que também é um herói americano, se tivermos em conta outro critério muito valorizado por aqueles lados, que é ser milionário, nunca fez serviço militar. Apesar disso faz afirmações que qualquer pessoa de bom senso repudiaria como acéfalas, como essa de para ele, os heróis serem os que não se deixam capturar, como aconteceu à recente vítima das suas enormes bacoradas.

Pois bem, nada disto me admira. Bestas quadradas há-as em todo o lado e nos EUA até parece estarem mais concentradas. O que acho um pouco estranho é este Trump estar á frente nas preferências dos norte-americanos para enfrentar a candidatura de Hillary Clinton. E daí, até nem é lá muito estranho...

publicado por Aristides às 13:23
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

O meu artigo no Praça Alta deste mês

Tsipras no seu labirinto

 

Ao escrever isto não sei ainda como vai ser o epílogo da novela em que pontificam, de um lado Merkel e a troika, do o outro o governo e o povo gregos. Logo à partida, constata-se o desequilíbrio desta balança. Os mercados e respectivos especuladores e agiotas têm um peso e um poder muito, mas muito maior, do que a vontade ou as aspirações seja de que povo for.

Estamos então nisto: de um lado um povo que votou num governo que prometeu restituir-lhe, mais do que alguns direitos entretanto desaparecidos, mais do que alguns rendimentos minguados pela austeridade, a sua dignidade. Uma dignidade sacrificada por governantes sem vergonha, na pira eurocrata onde tem ardido a aspiração, simples, a uma vida decente de milhões de europeus.

No momento em que escrevo, Tsipras, o primeiro ministro grego, dá mostras de cedência às imposições de Merkel e Shauble. Foram semanas de esticar de corda, de jogadas de bastidores, de finca-pé em exigências mútuas. Foram semanas, ou meses, em que não só o povo grego, mas os povos mais martirizados pelos mercados financeiros, seguiram e apoiaram esperançosos e cépticos, a postura do David pobre e exaurido enfrentando o Golias do dinheiro e dos mercados financeiros. Não consigo imaginar a pressão, a chantagem, as manobras mais ou menos aceitáveis (se é que alguma o é) a que o governo grego foi sujeito neste período de incerteza e angústia. Os gregos tinham que levar uma lição e aprender, de uma vez por todas, que não podem nada, que não são nada, confrontados com o poder da Finança e dos mercados. Era atrevimento a mais tentar demonstrar que há um caminho alternativo à pobreza e miséria dos que, como Portugal, aceitaram, resignados e agradecidos, os ditames da troika.

Que seria dos pequeninos Portas e Passos Coelhos dessa Europa, se alguém provasse que a miséria e a austeridade não são uma inevitabilidade? Começavam logo por perder eleições o que é mau, muito mau, para quem tem um programa e uma missão transcendentes a cumprir e que executam com a lealdade e o fanatismo dos ungidos: transferir os rendimentos do Trabalho para o Capital, concentrar o dinheiro nas mãos de cada vez menos, à custa do trabalho e do empobrecimento de cada vez mais.

Em outras ocasiões manifestei, por um lado contentamento por os partidos, parceiros e aliados da troika, o PASOK e a Nova Democracia, os equivalentes gregos do PS, PSD e CDS, terem levado uma abada nas últimas eleições. Por outro, a consistência e firmeza ideológicas do Syriza e a sua determinação de afrontar os mecanismos letais da União Económica e Monetária da Europa, sempre me quis parecer que deixavam algo a desejar. Não o digo só agora: publiquei estas reflexões logo a seguir às eleições gregas.

Infelizmente, os últimos desenvolvimentos e os que já tiverem ocorrido quando este jornal sair, parece que me estão a dar razão. O povo grego manifestou uma coragem épica, primeiro ao afastar do arco da governação (para usar esta imbecil expressão, tão ao gosto dos nossos políticos e comentadores) os partidos responsáveis pelo desastre em que a Grécia está afundada há anos; depois, por ter dado em referendo, um grande não às exigências absurdas e desumanas dos eurocratas de Berlim e Bruxelas.

Vergonhoso, deve ser o adjectivo mais apropriado para classificar aquilo a que se assistiu, nos dias anteriores ao referendo. As pressões e a chantagem sobre o povo grego foram arrasadoras. Todos se sentiram no direito de dar conselhos ao sofrido povo grego. Até, imagine-se, Cavaco e Passos Coelho exercitaram uma pose de novos-ricos arrogantes, para falarem desses pobretanas dos gregos que até nos envergonham só de viverem debaixo do mesmo tecto.

Mesmo assim, mesmo arriscando ir contra os conselhos de Cavaco que tem aconselhado tão bem os portugueses (veja-se o caso BES) e as ameaças de Passos Coelho, os gregos votaram Não! O que 61% dos gregos fizeram não foi uma simples cruzinha num rectângulo de papel. Foi dizer que estão preparados para tudo, para o desconhecido, para enormes dificuldades, mas não aceitam continuar a ser humilhados pelos senhores do dinheiro.

Assim Tsipras esteja à altura do seu povo e da tomada de posição, de costas direitas e cabeça bem levantada, que os seus governados quiseram ostentar perante uma Europa incrédula, temente e acobardada.

O primeiro-ministro grego está à beira de um destino raro: ou trair, de forma vergonhosa, a confiança que os deserdados nele depositaram e ir directamente para o caixote do lixo da História (parece que se paga bem, aí!), ou pode ser mais um herói a acrescentar ao panteão da bem provida mitologia grega.

Traidor ou herói, foi esse o destino que a História lhe reservou. Agora, ele que escolha!

publicado por Aristides às 19:59
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 14 de Julho de 2015

Por acaso essa ideia até é um bocado estúpida

sem nome.png

 

O PSD defendeu hoje que, após quatro anos de governação, o Governo português e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, são "uma voz credível" na União Europeia, "na frente das grandes decisões" e que "lidera os grandes debates".

E sentido do ridículo, ninguém tem por esses lados? Só gostava de ouvir as gargalhadas da Merkel, do Shauble ou do Hollande quando lhes contarem este episódio do inefável Montenegro.

publicado por Aristides às 18:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Rambo: a última esperança do Ocidente deserta vergonhosamente

ng4440401.jpg

 

"Ao contrário do que vem circulando na internet desde a manhã desta segunda (12), Sylvester Stallone não irá combater o Estado Islâmico no próximo e último filme da franquia "Rambo". Um representante do ator negou as informações atribuídas a Sly à edição americana da revista "Rolling Stone"."

Depois da esperança a desilusão! Quando se soube que Stallone tinha na mira o exército islâmico, tremeram os jihadistas e rejubilámos todos os que, de alguma forma receiam e não toleram o radicalismo islâmico nem a violência massiva e gratuita. Surge agora o desmentido que ninguém, no Ocidente, gostaria de ouvir. Os EUA dão, assim, um sinal de que não estão verdadeiramente empenhados no combate ao terrorismo jihadista.

Eu já andava desconfiado!

publicado por Aristides às 18:15
link do post | comentar | favorito

O adeus (muito atrasado) do homem do leme

2015-05-06-V4.jpg

 

"O presidente da República, Cavaco Silva, irá dedicar esta terça-feira ao setor da pesca, numa jornada temática que levará o chefe de Estado a visitar várias indústrias das regiões Centro e Norte do país, segundo uma nota de agenda da Presidência da República."

 

Quem estiver a ler este post sabe, de certeza absoluta, o teor dos comentários que se seguem. E que têm a ver com o facto, sobejamente conhecido e relembrado, de Cavaco ter sido o responsável máximo, enquanto presidente do Conselho de ministros, pelo desmantelamento da nossa frota pesqueira e pela deplorável situação de dependência alimentar em relação ao estrangeiro.

É preciso muito descaramento para vir, agora que já está a emalar a trouxa com a ajuda da Maria, chamar a atenção para algo que poderia ter sido evitado não fosse a sua política de destruição de todo o nosso tecido produtivo.

publicado por Aristides às 18:03
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

Tsipras à moda de Bruxelas

tsipras.png

 E agora, Tsipras? Que fazer com tanto OXI? 

Já houve quem explicasse muito bem esta aparente contradição entre o verbo radical e o gesto que capitula.

Nada de novo, portanto!

publicado por Aristides às 18:11
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Drogas...

mota.png

 

"O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social anunciou hoje que desde o início de 2013 foram criados 175 mil novos postos de trabalho em Portugal, "com qualidade e efetivos" nos quadros das empresas."

Num famoso sketch do Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira (RAP) fazia de  Sócrates (o 44) adolescente, a fumar um charro com um amigo. A certa altura, o jovem Sócrates faz esta reflexão: "ou é da droga ou acho vou conseguir criar 150 mil postos de trabalho", acrescentado, logo de seguida: "é da droga, é muito forte!"

Com muito menos piada que RAP e até do que José Sócrates, vem agora o melancólico Pedro Mota Soares fazer uma costatação muito semelhante. Sabendo que o seu sentido de humor é nulo e que, no governo é tudo dado mais à tragédia que à comédia (e daí....) a conclusão a que temos que chegar é que anda a fumar droga. E da forte!

publicado por Aristides às 18:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 10 de Julho de 2015

É a geopolítica, estúpido!

trichet4912ae34_400x225.jpg

 

 

O ex-presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, defende que os credores "deviam renunciar à quase totalidade dos reembolsos" caso a Grécia saia da Zona Euro e subestimam o "risco geopolítico" de um 'Grexit'.

Ora, aqui é que está o busílis da questão e, quanto a mim, Tsipras não o expolorou devidamente. A "Europa"(chamemos assim ao grupo de tecnocratas que decide das nossas vidas) nunca deixaria a Grécia sair, porque era o mesmo que enviar para os braços da odiada Rússia e do execrado Putin, um país cuja localização geográfica tem um potencial estratégico único. 

Mas que percebo eu e geopolítica para mandar estes bitaites?

 

publicado por Aristides às 18:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 9 de Julho de 2015

Terrorismos

images.jpg

 

"Exército e membros do Governo israelita dizem que o coronel Shomer temia pela vida quando matou um palestiniano de 17 anos na Cisjordânia. Autópsia mostra que o jovem estava a fugir quando foi atingido várias vezes pelas costas."

É que se há coisa mais perigosa para o exército mais bem armado do mundo, é um jovem palestiniano a fugir! As atrocidades, a barbaridade, a hipocrisia e a mentira são também armas que os israelitas usam com mestria inultrapassável. Quem pense que a violência e o terrorismo estão do lado que combate os poderes instituídos está bem enganado. Estes também usam o terrorismo quando com bastante frequência: veja-se a Ucrânia, Israel e os EUA, mentor e fianciador de todas as formas de terrorismo. 

publicado por Aristides às 18:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 8 de Julho de 2015

Tsipras: entre o Olimpo e a sarjeta

Tsipras está a pisar o terreno pantanoso em que tudo, finalmente, se irá definir. As linhas (vermelhas ou não) que lhe propuseram pisar e que ele até agora tem recusado, poderão fazer dele uma de duas coisas: um herói ou um traidor.

Está à beira de um destino grandioso; veremos se tem a coragem de o assumir. Para isso, basta-lhe seguir os sinais do povo grego que, debaixo de uma chantagem odiosa, de um bulling avassalador, de uma barragem de fogo indescritível, escolheu o não, sabendo que, a curto prazo, isso lhe trará problemas de uma dimensão que nem sequer descortinam. Apesar disso, assumiram o não com a coragem dos heróis mitológicos.

Quando o Syriza ganhou manifestei aqui algumas dúvidas quanto à coerência ideológica de forças políticas como o Syriza, em que o radicalismo tem um pouco a ver com a sua fraca implantação social ( o número de votos é outra coisa, muito mais volátil e conjuntural). E os últimos sinais são preocupantes.

Gostaria, creiam, de estar enganado. Gostaria até, que Tsipras encarnasse um qualquer herói do vasto panteão grego e fizesse o que nem os eurocratas, nem os mercados, nem os comentadores estão à espera que faça: ser o símbolo do heróico povo grego e desse um grande OXI a esta cambada que hipotecou o nosso futura por gerações.

Em que ficamos, Tsipras: herói ou traidor?

publicado por Aristides às 20:56
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Afinal, não estamos assim tão bem

Em 2013, o nível de vida das famílias portuguesas estava 25 por cento abaixo da média europeia.

Após uma tímida aproximação aos parceiros europeus, o nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25 por cento abaixo da média europeia, revela o estudo "Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspetivas".

Mais um indicador de sucesso das políticas empreendidas pelos últimos governos. Estranho, desta vez, o irrevogável Portas não saltaricar para a frente das câmaras de televisão, tentando de forma indecente e nada discreta, capitalizar as "boas" notícias como costuma fazer cada vez que o desemprego desce, de forma fictícia, uma décimazinha percentual, ou quando sente as exportações começarem a "bombar", expressão felicíssima saída da sua inesgotável verve e do seu incomensurável descaramento.

publicado por Aristides às 18:20
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Mais clarinho que isto é impossível!

Investimento estrangeiro em Portugal…. Fraude

Não é investimento, mas compra de investimentos já realizados, nada acrescentando em emprego, VAB, inovação, mas podendo acrescentar muito em desemprego, desinvestimento, custos para a segurança social, transferência de centros de decisão, de competência, etc.

E tanto vale ser chinês ou francês, angolano ou brasileiro... Mesmo "engolindo" a fraude de que é investimento, trata-se da compra de empresas estratégicas, cruciais para o desempenho das incumbências constitucionais do Estado português. Não é aceitável que novas redes de transporte de energia, uma barragem ou um novo aeroporto, fixação de tarifas ou preços de bens e serviços essenciais, estejam condicionadas por lógicas (maximização dos dividendos, rápida recuperação do capital aplicado) que não a do interesse nacional. Com um pormenor, o risco é sempre do Estado. Em caso de desastre financeiro, será quem vai aguentar prejuízos e garantir esses bens ou serviços. Ou alguém acredita que a EDP, a REN, a ANA, etc, podem falir....e encerrar!

      Agostinho Lopes

publicado por Aristides às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 7 de Julho de 2015

Almeida antiga: Quartel das Esquadras

Esquadras.jpg

 

publicado por Aristides às 19:37
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Slogans para as presidenciais: uma ajuda ao PS

belém.jpg

 Parece estarem todos apostados em dificultar a vida ao António Costa. Maria de Belém  é já o terceiro nome da área socialista que se perfila para as presidenciais. E o Costa retorce-se: que fazer?

Aqui vai uma ajuda. Não querendo interferir na vida interna de outros partidos, esta seria, para mim, a melhor candidata  por uma razão muito simples e prática: é que daria um bom slogan eleitoral.

Já estou a ver as ruas das nossas cidades e vilas pejadas de outdoors com a fotografia da senhora e a frase "Belém a Belém!" ou "Maria de Belém ao Palácio de Belém!" Digam lá se não estão bem apanhadas.

Embora, e pensando agora no assunto, também há um bom slogan para outro candidato. Ora vejam: "Sampaio de novo, Sampaio da Nóvoa"

Estou inspirado, que é que querem?

publicado por Aristides às 18:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

Dia OXI

Dia não

 

De paisagens mentirosas
de luar e alvoradas
de perfumes e de rosas
de vertigens disfarçadas.

Que o poema se desnude
de tais roupas emprestadas
seja seco, seja rude
como pedras calcinadas

Que não fale em coração
nem de coisas delicadas
que diga não quando não
que não finja mascaradas

De vergonha se recolha
se as faces tiver molhadas
para seus gritos escolha
as orelhas mais tapadas

E quando falar de mim
em palavras amargadas
que o poema seja assim
portas e ruas fechadas

Ah! que saudades do sim
nestas quadras desoladas.

 

José Saramago

publicado por Aristides às 18:20
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
16
17
18
19
23
25
26
28
29
30
31

.posts recentes

. Quedas...

. O Belloso de bellota*

. Cavaco Thomaz

. O ingénuo Clooney

. Déjà vu!

. Trumpices

. O meu artigo no Praça Alt...

. Por acaso essa ideia até ...

. Rambo: a última esperança...

. O adeus (muito atrasado) ...

.arquivos

.links

.favoritos

. A morte saiu à rua

.Contador

.O Tempo

.subscrever feeds