Terça-feira, 17 de Março de 2009

D. Marilu e o respeito pela Constituição

O PCP indicou hoje que está disponível para subscrever o pedido feito ontem pela Fenprof no sentido de ser pedido ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização sucessiva abstracta da constitucionalidade do modelo de avaliação dos professores.
Em declarações ao PÚBLICO, o deputado comunista João Oliveira indicou que o PCP irá agora alargar a subscrição do pedido a todas as bancadas parlamentares, à semelhança do que aconteceu com o recente pedido de fiscalização abstracta da constitucionalidade do Código do Trabalho.
"Julgamos que a recolha destas assinaturas será uma forma de obrigar um ministério que desrespeita sistematicamente a Constituição a respeitá-la. Há limites que não podem ser ultrapassados, e este ministério tem-no feito", acusou o deputado.
O comunicado do PCP refere que “para além do carácter inaceitável do modelo de avaliação que o Governo pretende impor aos professores”, que o Executivo “praticou neste processo inúmeros atropelos jurídicos, entre os quais diversas ilegalidades e inconstitucionalidades como a que se invoca neste pedido de fiscalização”.
“O desencadear deste pedido de fiscalização sucessiva abstracta da constitucionalidade vem no seguimento da persistente luta dos professores em defesa da escola pública e da dignidade da profissão docente”, indica ainda o comunicado PCP, sublinhando que ainda na passada quinta-feira o Ministério da Educação assumiu que “a não entrega de objectivos individuais teria, por vontade do Governo, efeitos na progressão da carreira e também nos concursos para selecção e recrutamento do pessoal docente”.
Fonte: Público

 

Comentário do Castelo: A ver vamos a disponibilidade de outros grupos parlamentares para garantirem as assinaturas necessárias, mas estou em crer que não irá ser difícil, tal a rejeição que esta ministra consegue provocar em todos. Bem, todos, todos, não. Há os que aceitam tudo o que vem do governo sem a mínima contestação ou desaprovação. Depois há os que, começaram por dizer não, mas à mínima ameaça meteram o rabinho entre as pernas e começaram a abanar a cabeça (afirmativamente, claro!) E há, ainda aqueles que, tal como ouvi a uma colega, acham que, se queremos incutir disciplina e respeito pelas normas aos nossos filhos e alunos, não deveremos ser nós, educadores, a dar esse mau exemplo contestando as ordens emanadas do ministério da Educação. Não se riam, por favor. A minha colega disse isto muito a sério.

publicado por Aristides às 19:58
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2 comentários:
De Manuel Norberto Baptista Forte a 18 de Março de 2009 às 10:32
Faço sinceros votos para o P.C.P. e a FENPROF consigam ter êxito nesta iniciativa.
De Anabela a 18 de Março de 2009 às 14:21
A César o que é de César! A D. Marilu, como é simpaticamente conhecida, tem toda a minha solidariedade: desde que tenho memória foi a primeira senhora que conseguiu unir uma classe cujos profissionais que a representam nunca se esforçaram muito por o fazer...Parece-me que à voz da contestação se poderia unir um uníssono Obrigado! Sim, por é bonito ver os Professores unidos a lutar por uma causa!

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