Não há regra sem excepção, é bem verdade. Quando há dias escrevi aqui que nós, portugueses, andamos mais bem informados sobre o que se passa na Venezuela do que o que se passa no nosso país, não tive em conta uma situação que ocorreu precisamente ontem. Houve eleições na Venezuela, soubemos disso com antecipada, embora moderada, excitação. Acontece que na Venezuela, ao contrário do que já ocorreu, não há muito nos EUA, ganha quem tem mais votos.
Desta vez (mais uma!) ganhou o partido de Hugo Chávez. A oposição, desta vez mais bem aconselhada, foi a votos, o que não tinha acontecido nas últimas eleições. O partido de Chávez obteve pelo menos 90 lugares do 165 em disputa na Assembleia, diz-nos a TV. Tendo como base esta realidade, querem saber como a RTP1 nos dá a notícia? Obviamente com isenção e clareza. Dizem os nossos "jornalistas" que Chávez perdeu a maioria absoluta e foi um duro revés para o presidente. Está neste momento o Pacheco Miranda a dizer que o equilíbrio foi a nota dominante, quando um partido tem 90 lugares e outros quarenta partidos 65. É obra!
Mais há mais. Ouvimos uns dirigentes da oposição afirmarem sem rebuço nem vergonha mas com um descaramento incomensurável que Chávez perdeu as eleições. E depois explicam porquê. Dizem estes cómicos que foi a primeira vez que a maioria dos venezuelanos não votaram no PSUV, simplesmente porque contam os que não votaram como votos na oposição. Fantástico! O Salazar também tinha uma contabilidade criativa dos votos muito parecida com estes "democratas": os que não votaram na Constituição de 1933 foram considerados votos a favor.
Não terão vergonha estes "jornalistas"?
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