Permitam-me regressar ao assunto do último post. Tenho-me divertido imenso com os jogos de cintura que jornalistas e comentadores têm utilizado com bastante imaginação, há que o dizer, para digerir e transmitir a esmagadora vitória do partido de Chávez nas legislativas da Venezuela. No Público pode ler-se esta preciosidade de má-fé e falsificação de informação:
« (...)A tendência oficialista conseguiu 95 deputados, mas os dados confirmam o crescimento esperado da oposição, que alcança 61 assentos, um número de deputados que lhe permite poder bloquear as leis orgânicas no Parlamento. O PSUV mantém a maioria, mas perde os dois terços da última legislatura, num escrutínio que Chávez encarou como uma pré-campanha das eleições presidenciais de 2012.(...)»
Desonestamente omite-se uma informação essencial para perceber estes resultados, ou seja, que nas últimas eleições a oposição recusou-se a ir a votos. Logo, ao apresentar-se a eleições só poderia crescer. Além disso, na última legislatura o PSUV não tinha dois terços dos deputados, tinha a totalidade, mas por culpa da oposição. Assim sendo, estes resultados não são uma pesada derrota de Chávez como no-la querem apresentar, mas um retrato mais fiel da realidade do que aquele que a demissão cobarde da oposição provocou há quatro anos.
De Manuel Norberto Baptista Forte a 28 de Setembro de 2010 às 09:49
A omissão deliberada ou até a viciação informativa quando se omite e repete o que "convém" é um elucidativo estado da degradação televisiva Portuguesa.
"...jogos de cintura que jornalistas ...", alguns há muito que andam a aprender o tango; têm é esforçado-se por disfarçar.
Viva Chávez e o povo venezuelano.
Um abraço.
Esta mentira não tem perdão.
Um beijo.
Gostei daquela da «tendência oficialista» - mas é um facto que quem ganhou as eleições na Venezuela foram os média portugueses...
Um abraço.
Comentar post