urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocasteloO Blogue do CasteloSigno de Escorpião-
Para ti, saberás, não há descanso
A paz não é contigo nem fortuna;
O signo assim ordena.
Pagam-te os astros bem por essa guerra:
Por mais curta que a vida for contada,
Não a terás pequena. -José SaramagoLiveJournal / SAPO BlogsAristides2017-08-04T15:05:13Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10021742017-08-04T15:59:00A não esquecer!2017-08-04T15:02:43Z2017-08-04T15:05:13Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="Almeida.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf02e888/20573723_Hk7iL.jpeg" alt="Almeida.jpg" width="500" height="281" /></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> <strong><span style="font-family: comic sans ms,sans-serif;">A 13 de Agosto temos que votar e dizer aos nossos amigos para votarem também. Para isso basta telefonar para o número que vai ser disponibilizado na RTP1 durante esse dia.</span></strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Vamos eleger Almeida como uma das 7 Maravilhas de Portugal!</span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10019612017-03-15T13:01:00O meu artigo deste mês no Praça Alta2017-03-15T13:02:50Z2017-03-15T13:02:50Z<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O Mundo e a Caixa</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">I-O Mundo</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><em>Eu não sou pessimista, o mundo é que é péssimo</em>, como diria José Saramago. De facto, as razões para ainda manter uma dose de optimismo, por pequena que seja, são cada vez mais escassas. Seja à escala que for, global ou paroquial, não se enxergam motivos para encarar o devir com aquela que se convencionou ser a cor da felicidade, o insípido cor-de-rosa.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><em>Há um fogo enorme no jardim da guerra</em>, escreveu uma vez Sérgio Godinho. Um jardim com canteiros espalhados por quase todo o mundo, mas em que o petróleo é seguramente o combustível mais usado para alimentar aquele fogo. O ambiente já não é de guerra fria, mas de aquecimento para uma guerra mundial, e isso é quase palpável. O surgimento por todo o lado, como cogumelos, de governantes com uma agenda populista, xenófoba e muitas vezes filo nazi, contribui de forma decisiva para ensombrar as perspectivas.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><em>I’ve seen the Future, baby: it is murder</em>, angustiava-se e angustiava-nos Leonard Cohen com o seu desespero elegante e sereno. E ainda ele não tinha visto nada quando escreveu aquelas palavras. A barbárie mediatizada do Daesh, os seus atentados e degolações, o Mediterrâneo pejado de cadáveres, os refugiados entre dois mundos que os repelem em simultâneo eram, nesses idos de 90, realidades inimaginadas. Os acontecimentos sangrentos, o paroxismo da violência, a vulgarização da barbaridade, são dados adquiridos para quem se dispõe a estar a par com o que ocorre por esse mundo fora e, por isso, liga diariamente o televisor ou a Internet.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><em>Mas se todo o mundo é composto de mudança</em>, como dizia Luís Vaz, o que faz com que essa mudança seja um vórtice, um sorvedoiro de vidas perdidas, de ideais desfeitos, de sonhos destruídos? As forças da entropia são bem mais poderosas que os laços construtivos ou as estruturas ordenadas. Poucos são os que mantêm desperta a bruxuleante chama dos ideais libertadores e que ao longo da vida não desistem de se guiar pela cartilha emancipadora. Aqueles que dedicam a sua vida à luta incessante por melhores dias, para que o Mundo seja um sítio mais habitável, para que todos possam usufruir de uma vida, no mínimo, digna, enfim, aqueles que querem que “isto” mude, não podem andar menos felizes. Com efeito, quando as coisas mudam, quase nunca é no sentido da melhoria, é quase sempre uma mudança feita de retrocessos civilizacionais.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">E se <em>continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança</em>, para usarmos as mesmas belas palavras do velho e sábio Luís, é porque, à nossa volta tudo parece conspirar para que se cumpram as piores profecias e se adie para sempre a esperança de ver as coisas melhorarem. Basta estender a vista abarcando os vários continentes e em nenhum deles deixamos de ver países desfeitos, guerras constantes, o ódio, a xenofobia e a exclusão fomentados por governos de países ditos civilizados, o ressuscitar de velhas ideias, repescadas no bafiento baú do obscurantismo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">II- A Caixa</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Como dizia no início, todo este panorama de confusão, incertezas quanto ao futuro, desagregação do <em>status quo</em>, pode ser encontrado tanto a nível mundial como aqui mesmo à nossa porta. Ninguém, minimamente atento aos sinais do tempo e que não sofra de algum tipo de alienação, poderá dar sinais de optimismo perante as novidades que surgem com alguma e indesejada frequência. Dizem os ingleses “<em>no news, good news”</em>, ou seja, não haver notícias já é em si uma boa notícia. Mais uma vez, não é o caso.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">A última não se pode dizer que tenha caído que nem uma bomba, habituados que estamos às más notícias, mas é de certo modo inesperada. Trata-se, como já terão percebido, do possível encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos de Almeida. Se se tratasse de um banco privado que, por uma questão de gestão ou de rentabilidade decidisse encerrar uma agência, nada haveria a dizer. Mas tratando-se de uma entidade bancária do Estado, essas opções já podem ser discutidas e questionadas pelas pessoas que, clientes ou não, pagam os seus impostos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Dito de outra forma, os critérios de gestão de um banco público não podem ser os mesmos de um banco privado que visa o lucro pelo lucro. A CGD, como banco público tem responsabilidades que vão muito para além da rentabilidade dos seus activos. Tem, antes de mais, responsabilidades sociais perante as populações onde as suas agências se encontram implantadas. Tem responsabilidades perante o tecido económico dessas regiões; acrescidas quando se trata de regiões desfavorecidas.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Tem também que ter em consideração que uma sede de Concelho não pode, de maneira alguma, ficar sem os serviços dessa instituição bancária. Com a agravante de que se trata de uma Vila que, em breve, como desejamos, poderá vir a ser classificada como Património da Humanidade pela Unesco com tudo o que isso pressupõe, não só de prestígio internacional, como de aumento do fluxo turístico e consequente dinamismo económico. Oxalá haja margem de manobra suficiente e vontade política para alterar esta desastrosa resolução.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não admira que perpasse pelos habitantes de Almeida uma indisposição generalizada para com estas infelizes decisões dos gestores da CGD. E é pena que isso aconteça numa altura em que há uma tentativa mal confessada de algumas forças políticas em provocar dificuldades ao banco do Estado para uma eventual privatização, desiderato de que ainda não desistiram. Aqueles que, como eu, defendem uma Caixa Geral de Depósitos forte, saudável e pública, ao criticarmos as suas opções de gestão, não gostaríamos de ser misturados com os que querem o seu insucesso para a entregar aos privados. Mas também não gostaríamos de ser traídos pela instituição que defendemos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Por tudo isto que fica dito, junto a minha voz a todos aqueles que exigem respeito por Almeida e que, contra todas as evidências, ainda acreditam no seu futuro.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"> </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"> </span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10016942016-12-14T13:02:00O meu artigo de Dezembro no Praça Alta2016-12-14T13:04:19Z2016-12-14T13:04:19Z<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Depois de mais um interregno maior do que gostaria, aqui vai o artigo que escrevi este mês para o nosso jornal:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Cuba, um sonho perigoso</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Então, vamos lá por partes. Fidel Castro morreu, para contentamento e festança de muita gente, a começar pelos <em>gusanos</em> de Miami que agradecem agora às leis da natureza humana o que a CIA não conseguiu em mais de 600 tentativas de eliminação física do líder cubano, que começaram, como é sabido, com o fracassado desembarque dos porcos na baía dos ditos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Fidel e a sua gesta preencheram o imaginário de milhões de jovens por esse mundo fora, serviram de exemplo e refrigério à luta de muitos povos oprimidos. Fidel foi carne e osso, foi ícone e foi lenda.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Muitos daqueles jovens que o endeusaram um dia, andam agora num despique tentando dizer de Fidel pior do que Maomé disse do toucinho, como todo o bom filho-família que nos devaneios e irreverências da longínqua juventude foi um diletante <em>soissantehuitard</em>, em tirocínio para mais altos e rentáveis voos nas empresas do papá. Ou, quiçá, andou na Lisboa dos setenta, a assaltar embaixadas e saquear o seu mobiliário para acabar, anos volvidos e ideais reciclados, num gabinete envidraçado de um vigésimo andar para a West Street de Manhattan, como presidente não executivo do maior Banco saqueador do Universo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Mas já me estou a afastar do meu propósito ao iniciar este escrito. É meu intuito reflectir sobre algo que me intrigou nestes dias de luto oficial em Cuba. Foi um fartar vilanagem, foram centenas (milhares?) os artigos, os directos, os comentários televisivos e radiofónicos, os tweets, os <em>posts</em>, os comentários no <em>facebook</em>, etc., etc., que glosaram o papel de Cuba e de Fidel Castro na geopolítica, no imaginário, no passado e no futuro da Humanidade.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Ora, foi essa avalanche, menos noticiosa que opinadora, que me levou a escrever sobre isso. O que terá Cuba para despertar ódios tão violentos e declarações tão viperinas nos habitualmente fleumáticos <em>opinion makers</em>? O que terá Fidel e Cuba para que os seus inimigos sempre bem colocados nos órgãos de manipulação social lhes dediquem horas e horas, páginas e páginas das suas reportagens e transmissões?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não será estranho que o que se passa numa pequena ilha, habitada por escassos 11 milhões de habitantes esteja constantemente nas parangonas dos jornais, seja constantemente esmiuçado, monitorizado, criticado? Para não nos afastarmos muito da região, não seria mais lógico, atendendo às sempre referidas preocupações sociais dos analistas, eles virarem as atenções para países como o Haiti, República Dominicana ou até o México?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Países com falta de tudo o que é básico, com indicadores do fundo da escala, em que a Democracia é uma miragem, onde grassam a corrupção e a violência, merecem dos nossos <em>media</em> um olímpico esquecimento, quando muito um olhar distraído.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não vou referir os imensos aspectos em que Cuba está à frente de países ditos desenvolvidos. Quem romper o cerco mediático e o silêncio informativo (sobre as qualidades…) e se informar minimamente sobre a realidade cubana, sabe como esse país ultrapassa muitos países ocidentais em vários indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano, todos os anos publicado pela ONU.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Então porquê tanta atenção a Cuba? Porque é que tantos se alvoroçam a demonstrar a falta de Democracia, o desrespeito pelos Direitos Humanos, realidades bem mais visíveis em países vizinhos, mas aí menos incómodas?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O quem tem Cuba, afinal? Que fascínio exerce sobre apoiantes e que obsessão cria nos detractores?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não há respostas simples sempre que se trate de realidades sociais. O comportamento humano em sociedade é das coisas mais complexas de analisar. Porém sempre se podem fazer tentativas, aproximações, e chegar, nem que seja só um bocadinho, mais perto da compreensão das coisas.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">A Revolução Cubana provocou muitos sonhos, despertou a Utopia, entusiasmou os que acham possível um Mundo melhor e mais fraterno. Por isso mesmo, os poderosos, os que vivem da exploração do seu semelhante, os que controlam a Informação à escala mundial, por uma vez assustados, não podiam permitir que um pequeno país dissesse ao Mundo que, afinal, há uma alternativa. Que é possível cada um viver sem ver o seu trabalho e a sua vida espoliados e desprezados.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não foram apenas os apoiantes de primeira hora da Revolução Cubana que imaginaram ser possível construir uma sociedade mais justa, livre da exploração de um homem por outro homem. Também os que vivem de explorar o outro e as riquezas, estejam onde estiverem, julgaram estar ali o embrião de algo novo, entusiasmante para os explorados, assustador para os exploradores. Pensaram eles, e bem, que se aquilo, ali em Cuba, desse certo, não faltaria o efeito dominó derrubando as oligarquias e fazendo a Revolução. Temeram e tremeram!</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Por tudo isso, eles, com os EUA à cabeça, não estavam dispostos a permitir que o mau exemplo florescesse. Por isso as centenas de tentativas, levadas a cabo pela CIA, para assassinar Fidel, o rosto da Revolução e da Esperança. Por isso, as invasões, os boicotes, o Bloqueio, as pragas para inutilizar a produção de cana de açúcar, as pestes lançadas para dizimar a pecuária, o financiamento de opositores. Por isso também, o ódio que os papagaios do imperialismo norte-americano bolçam em comentários e reportagens.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Um sonho pode ser muito poderoso e os senhores do Mundo não gostam que os oprimidos sonhem. Há que demonstrar que a dura e feia realidade do Capitalismo não tem saída nem alternativa. Para sustos bem bastou o de Outubro de 17!</span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10013472016-11-24T12:46:00Trumpillaryces2016-11-24T12:55:49Z2016-11-24T12:55:49Z<p> </p>
<blockquote>
<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="blecher_us_primaries_fb.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=EFYtcLCMH4NykBzseHaU" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="blecher_us_primaries_fb.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb901b822/20074225_zvbJN.jpeg" alt="blecher_us_primaries_fb.jpg" width="500" height="281" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Hillary Clinton recolheu 64.227.373 votos contra 62.212.752 para Donald Trump, segundo os últimos números compilados de fonte oficial pelo Cook Political Report, divulgadas hoje.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Trump conseguiu 290 grandes eleitores contra 232 da democrata, que já reconheceu a derrota. Para vencer esta eleição são precisos 270 dos 538 que estavam em jogo.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">A Democracia baseia-se na vontade da maioria, certo? Errado! A "maior" e "melhor" Democracia do Mundo tem como líder o vencedor de uma eleições, pelos vistos, muito democráticas e exemplares, em que obteve <span style="text-decoration: underline;">menos</span> dois milhões (!) de votos que a candidata derrotada.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Quem tem uma democracia asim tão, mas tão boa não admira que ande a tentar impô-la por esse mundo fora.</span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10010382016-11-17T13:46:00O meu artigo de Novembro no Praça Alta2016-11-17T13:47:21Z2016-11-17T13:47:21Z<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Especificidades da Democracia</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"> </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Impossível evitar o assunto do momento, ou seja, o resultado das eleições nos EUA. Qualquer análise, por superficial que seja, identificará as sondagens e estudos de opinião como os primeiros derrotados daquele sufrágio. Com efeito, os estados ganhos por Trump e o número de delegados conseguidos não constava de nenhuma previsão, nem nas obtidas junto dos eleitores que acabavam de votar. Esta circunstância acaba por ser bastante estranha, já que as sondagens à boca das urnas são das mais fiáveis e precisas.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Sem me basear em nenhum estudo <em>ad hoc</em>, tenho uma opinião sobre esse facto: muitos norte-americanos, mesmo depois de terem votado em Donald Trump, não se achavam confortáveis com isso e sentiam-se até intimamente envergonhados com o que viam como algo de reprovável. Não me admiraria encontrar nos EUA de 9 de novembro o mesmo sentimento do <em>day after</em> do Brexit. Muitos britânicos votaram pela saída da Grã Bretanha da União Europeia como forma de protesto contra os “políticos” nunca pensando que esse voto poderia sair vencedor. Daí a estupefação e arrependimento de alguns deles quando viram a saída confirmada.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Acredito que muitos norte-americanos, apesar de profundamente reacionários, votaram em Trump para protestar contra o “sistema”, os “políticos” e a odiada Washington, nunca imaginando que estavam a eleger alguém completamente desclassificado para um cargo tão poderoso quanto perigoso. Se assim foi, como creio que foi, é tarde para arrependimentos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">As presentes eleições levantam, contudo, uma outra questão de enorme importância que tem a ver com o sistema eleitoral que vigora naquela super potência. Todos crescemos a ouvir por todo o lado que os EUA são, não só a maior democracia do Mundo, como a melhor. Estamos cansados de ouvir falar no sonho americano e de como toda a gente pode atingir os seus sonhos, por mais desmedidos que sejam, se acreditar muito nisso e lutar por eles. E dão até o exemplo de como Obama, um negro, vejam só!, conseguiu chegar à Casa Branca. Não falando já de quão perigosa é essa treta dos sonhos, não podemos esquecer que o que levou Obama à presidência, assim como todos os outros antes dele e os que lhe seguirão, são os muitos milhões de dólares que patrocinadores, apoiantes e <em>lobbies</em> estão dispostos a desembolsar.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Vejamos agora a questão da Democracia e da sua decantada qualidade. Pela segunda vez, em cerca de quinze anos, chega à cadeira presidencial o candidato com menos votos escrutinados. É o sistema de eleição indireta que se baseia em eleger delegados, estado a estado, para o Colégio Eleitoral, dizem-nos os comentadores sem o mínimo sinal de comoção ou de desaprovação. Um ou outro politólogo norte-americano repara na incongruência e esboça um tímido arremedo de crítica e de sugestão para mudar as coisas. Compreende-se: um país que enche a boca de Democracia, que a espalha <em>urbi et orbi</em> nem que seja à bomba, e que intramuros dá a vitória ao candidato menos votado, não será um exemplo de coerência que mereça ser emulado. Mas logo vem a sacrossanta, glorificada e intocável Constituição que se ergue como obstáculo intransponível e, portanto, perpetuadora destes aparentes paradoxos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Ora, no caso vertente da eleição que opôs Hillary a Trump, aquela teve, no conjunto do país, mais cerca de meio milhão de votos que o seu opositor. Não é muito, dirão alguns. Pois não, não é muito, mas é mais. E, segundo creio, democracia tem a ver com a vontade da maioria.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><em>(Parece que já estou a ouvir algumas vozes que, com grande imaginação e alguma má fé à mistura, comparam essa especificidade norte americana com a solução governativa encontrada em Portugal há um ano atrás. Ora as situações além de não serem comparáveis, são até antagónicas. Nós, por cá, temos um governo de um partido, mas sustentado numa maioria parlamentar, por sua vez escorada numa maioria de votos a nível nacional. Haverá alguma similitude nas situações? Afinal, a questão nem é da esfera política, é simples aritmética. Dá para perceber, ou não?)</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O que me admira é esta contradição insanável não merecer dos encartados apoiantes do regime de Washingtin DC que enxameiam os meios de comunicação social um vestígio de crítica ou desagrado.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">São estas especificidades da democracia <em>made in USA</em> que me deixam estupefacto! Enfim, medianamente estupefacto.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"> </span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10009042016-11-15T13:23:00Imbecilidades racistas2016-11-15T13:40:22Z2016-11-15T13:40:22Z<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">A diretora da organização Clay County Development Corporation, Pamela Ramsey Taylor, está no centro da última polémica que envolve Michelle Obama. A responsável pela entidade sem fins lucrativos, sediada nos subúrbios de Charleston, escreveu no Facebook uma crítica à mulher do presidente dos EUA em funções: “Vai ser tão revigorante ter uma primeira-dama elegante, bonita, digna primeira-dama de volta à Casa Branca. Estou farta de ver um macaco de saltos altos”. <em>in Jornal Económico</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Que o racismo existe e se mantém, muito para além das leis que formalmente o deram por extinto, não é novidade nenhuma. Principalmente nos EUA em que, já há muito passado o equador do século XX, os negros ainda não podiam frequentar as mesmas escolas dos brancos nem os mesmos transportes públicos. Hoje, as leis já não são segregacionistas, mas é-o a prática policial e jurisdicional. Basta ver o número de negros mortos pela Polícia, ou a percentagem de negros na população prisional ou de inquilinos dos corredores da morte.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O problema que agora se põe é o racismo e a xenofobia estarem respaldados ao mais alto nível nos EUA. O que fará (já está a fazer) com que se crie um ambiente hostil e potencialmente violento à volta das populações negras, hispânicas, árabes, etc. Todos sabemos como a opinião pública é sugestionável e a americana, com a sua fraquíssima cultura, por maioria de razões.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não é por acaso que a Ku Klux Klan apoiou o candidato Trump e convocou um comício para festejar a sua vitória. Nem é por acaso que Trump tenha convidado para seu assessor um indíviduo conhecido pelas suas ideias supremacistas e nazis.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Nem é por acaso que alguns imbecis se sintam no direito de escrever as barbaridades de que a imprensa hoje dá notícia</span>.</strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10004512016-11-10T08:58:00Ooops...they did it again!2016-11-10T09:14:19Z2016-11-10T09:15:03Z<p> </p>
<blockquote>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">"Na quarta-feira à tarde, a candidata democrata à Casa Branca recolhera mais cerca de 200.000 votos que o multimilionário populista - 59.689.819 contra 59.489.637 -, uma gota de água considerando os cerca de 120 milhões de boletins de voto depositados nas urnas das presidenciais, mas que lhe permitirá, contudo, sublinhar que obteve maior aprovação do eleitorado.</span></em></span></p>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">Se se tratasse de um escrutínio por sufrágio universal, a ex-primeira-dama teria sido eleita para a Casa Branca com 47,7% dos votos, contra os 47,5% de Trump.</span></em></span></p>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">Para Robert Schapiro, professor de Ciência Política na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, deveriam levantar-se muitas vozes para exigir uma revisão deste "sistema eleitoral abstruso".</span></em></span></p>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">"Poderá haver reivindicações, mas elas acabarão por desaparecer", sustentou, sublinhando que uma alteração ao modelo do colégio eleitoral obrigaria a uma alteração da sacrossanta Constituição dos Estados Unidos, uma tarefa delicada.</span></em></span></p>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">"Isto (este resultado] questiona até que ponto é que o nosso sistema é democrático", reconheceu, todavia.</span></em></span></p>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff;">Antes desta vitória eleitoral de Donald Trump, outro republicano, George W. Bush, venceu as presidenciais, em 2000, contra o democrata Al Gore, embora tenha sido o candidato menos votado: Al Gore obteve 48,4% dos votos e Bush apenas 47,9%." in Diário de Notícias</span></em></span></p>
</blockquote>
<p class="selectionShareable" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-size: 12pt;"><span style="font-family: comic sans ms,sans-serif;">Afinal, contrariamente ao que escrevi aqui ontem, confirma-se que ganhou a presidência da maior (e melhor!) democracia do mundo o candidato em quem menos gente votou! O país que gosta de exportar o seu maravilhoso sistema, nem que seja à bomba, para todo o mundo, tem, pelos vistos, que rever o seu próprio conceito de democracia</span>.</span></strong></p>
<p class="selectionShareable"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:10002882016-11-09T13:58:00O triunfo dos Trump's2016-11-09T14:12:33Z2016-11-09T14:12:33Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="donald-trump.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=apQg1ZOI24apHsNbgS5U" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="donald-trump.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3601a7ac/20037871_Rodl1.jpeg" alt="donald-trump.jpg" width="480" height="360" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O mundo bempensante está indignado e estupefacto! Como é que uma excrescência politicamente incorrecta, desbocada, perigosa e inconveniente chegou à Sala Oval e à cadeira mais poderosa do mundo? Não faltarão Rogeiros e Ratos para nos explicarem o que correu mal. Vá lá, que desta vez o vencedor foi o que teve mais votos. Já aconteceu a Al Gore vencer as eleições e ver George W. Bush ascender à presidência. Coisas da Democracia <em>made in USA.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">A campanha do mal menor não funcionou, os resultados das sondagens insinuam que quem votou Trump teve vergonha de o assumir, ficou, enfim, demonstrado o carácter profundamente reaccionário da América profunda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">As bolsas tremeram mas não tardarão, com o seu apurado sentido de sobrevivência, a cavalgar a onda ultra-neo-conservadora. Não faltarão também nas passereles da moda, modelos com cabeleiras à Trump nem imensa gentinha a copiar os vestidos da próxima <em>first ladie</em>, Melania. Esta sim, uma imigrante aceitável e bem sucedida!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9999992016-11-07T13:09:00Trump e as armas2016-11-07T13:21:52Z2016-11-07T13:21:52Z<blockquote>
<p style="margin: 25px 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; text-align: justify; color: #333333; text-transform: none; line-height: inherit; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18.66px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; vertical-align: baseline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; font-stretch: inherit; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-numeric: inherit; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt;">O candidato republicano à Casa Branca,<span class="Apple-converted-space"> </span><strong style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; line-height: inherit; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: 500; vertical-align: baseline; font-stretch: inherit;">Donald Trump</strong>, foi retirado do palco por agentes dos Serviços Secretos norte-americanos devido a uma alegada ameaça durante um comício em Reno, no estado do Nevada, no sábado.Enquanto discursava, alguém terá gritado "arma".</span></p>
</blockquote>
<p style="margin: 25px 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; text-align: justify; color: #333333; text-transform: none; line-height: inherit; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18.66px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; vertical-align: baseline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; font-stretch: inherit; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-numeric: inherit; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt;">Não percebo como é que a suspeita de estar alguém armado num comício de Trump pode ser considerado preocupante. Não é ele que defende o direito sagrado de cada americano em poder usar armas? Não é ele o candidato da NRA (National Riffle Association), a poderosa organização de extrema direita que faz <em>lobbie</em> contra tudo o que signifique restringir o uso indiscriminado de armas, responsável por centenas ou milhares de vítimas todos os anos nos EUA?</span></p>
<p style="margin: 25px 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; text-align: justify; color: #333333; text-transform: none; line-height: inherit; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18.66px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; vertical-align: baseline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; font-stretch: inherit; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-numeric: inherit; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt;">Pior do isso é o apelo do candidato a que as milícias armadas que proliferam em várias zonas dos EUA façam vigilância nos locais de voto, com o intuito de denunciar possíveis falcatruas que o impeçam de ser o próximo presidente do Império. Com essa atitude está a deitar mais gasolina no fogo, como bom pirómano que demonstrou ser.</span></p>
<p style="margin: 25px 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; color: #333333; text-transform: none; line-height: inherit; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18.66px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; vertical-align: baseline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; font-stretch: inherit; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-numeric: inherit; -webkit-text-stroke-width: 0px;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9997642016-11-03T15:19:00A França é a França2016-11-03T15:29:48Z2016-11-03T15:29:48Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="transferir.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=ibwbg1zpUB1m7Ll8wF7v" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="transferir.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bae01f235/20023244_3KIkH.jpeg" alt="transferir.jpg" width="299" height="168" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">"François Hollande terá feito um "acordo secreto" com a União Europeia para não cumprir as metas do défice. Esta é uma das revelações do livro “Um Presidente não deveria dizer isto” feito por dois jornalistas do Le Monde após dezenas de entrevistas ao Presidente francês."</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">É este modelo de ética, é esta a forma de solidariedade, é este o paradigma da integração num espaço democrático que nos venderam como sendo o espaço da CEE, primeiro, e da União Europeia depois.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não admira o desprezo com que a "Europa", ou a narrativa que as elites burocráticas de Bruxelas têm dessa volátil entidade, é vista até por quem a deveria ter por modelo, segundo o nosso olhar eurocêntrico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Vergonha é o que todos devemos sentir pela maneira como somos manipulados e enganados por estes embusteiros sem dignidade nem honestidade política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Palhaços!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9994672016-11-01T18:27:00Ne chantez pas la mort2016-11-01T18:29:46Z2016-11-01T18:29:46Z<p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ebeibrd0J58" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Uma belíssima música apropriada a este dia. </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9992412016-10-31T13:55:00A irrepreensível ética barrosã2016-10-31T14:06:42Z2016-10-31T14:07:13Z<blockquote>
<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="14.07-Barroso.jpeg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=3yNZfupvzjaespVI6PCY" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="14.07-Barroso.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcf12a94f/20015057_HaUFn.jpeg" alt="14.07-Barroso.jpeg" width="419" height="293" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">"O comité de ética da Comissão Europeia concluiu que o antigo presidente Durão Barroso não violou as regras dos Tratados ao aceitar o cargo de presidente não-executivo da Goldman Sachs."</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Mas é claro que não e penso que ninguém terá posto isso em causa. Os Tratados, assim como toda a legislação elaborada no âmbito da UE, favorece os negócios, a chiquepertice, o tráfico de muitas coisas, nomeadamente de influências, que não será o menos rentável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O mesmo comité de ética realçou que Barroso “não demonstrou a sensatez que se poderia esperar de alguém que ocupou o cargo de presidente durante tantos anos" e como sensatez não é condição <em>sine qua non </em>para nada que tenha a ver com políticas europeias, estamos conversados. Convenhamos também que não será muito saudável indispor os senhores do Goldman Sachs com esquisitices como ética e outras coisas sem importância. É que podem ficar chateados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Volta Barroso, está perdoado!</span></p>
<blockquote>
<p> </p>
</blockquote>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9990272016-10-30T10:15:00A Direita e a Rua2016-10-30T10:18:27Z2016-10-30T10:18:27Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="pacheco-pereira.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=0R59rZ7MBFwUKAcfOunK" rel="noopener"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="pacheco-pereira.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5401ef5c/20012346_i5Pv0.jpeg" alt="pacheco-pereira.jpg" width="340" height="250" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Anda a direita procupada por haver poucas greves e manifestações. Nunca imaginei as saudades que o PSD e o CDS teriam de ver os protestos de sindicalistas, as ruas cheias de manifestantes, as ruas cortadas, as escolas fechadas. Cada vez me srpreendem mais!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Acontece que uma das melhores respostas a este estado de espírito da nossa direita, saiu da pena de Pacheco Pereira, na sua coluna de opinião no Público a que pertece o excerto que se segue:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">"Querer saber onde está Mário Nogueira para o obrigar a sair para a rua com a Fenprof. Querer humilhar o PCP e o BE “por estarem tão mansinhos” e picá-los para quebrarem com fragor a “paz social”. Queixar-se de que não há manifestações e chorar de saudades pela desocupação do espaço em frente das escadarias da Assembleia. Apelar à CGTP para que faça greves e motins como fazia “antes”. Dizer com mágoa, como Marques Mendes, “quem os viu e quem os vê”, com saudades de “quem os viu”. A lista do ridículo seria interminável. Ó homens! Eles têm uma coisa muito mais importante do que a rua — ganharam poder político. Ó homens! E, muito mais do que isso, têm poder político para ajudar melhor a “rua” do que se viessem para a rua. Aliás, é isso mesmo que, dia sim, dia não, vocês dizem. Então, em que ficamos? “Quem governa é o BE”, ou o “PS meteu-os no bolso”? Não foram “eles” que perderam poder, foram vocês. E sempre podem ocupar o vazio da rua e das manifestações, está lá à disposição. E não há causas mobilizadoras? Ou não há gente?"</span></p>
</blockquote>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9986732016-10-28T13:40:00As visões de Duterte2016-10-28T12:52:15Z2016-10-28T20:06:05Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="duterte.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=ZecacBHL0GiTNzZaiBWR" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="duterte.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1e126743/20009356_YyDzw.jpeg" alt="duterte.jpg" width="259" height="195" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O louco presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, responsável por 4700 mortes em apenas quatro meses numa pretensa, ignóbil e controversa guerra contra as drogas, que pontua os seus discursos com palavrões e obcenidades, teve uma visão divina, numa recente viagem de avião. Mais: a visão, que era, nem mais nem menos, Deus, falou e disse-lhe que tinha de parar, caso contrário, faria cair aquele avião.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Como bom católico, Duterte resolveu parar e deu conta disso no discurso que faz após o incidente. Comprometeu-se por isso, perante Deus e o povo flipino a parar...de dizer palavrões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não, não estou a brincar, acabei de ler a notícia no Diário Digital que refere uma popularidade do presidente assassino de quase 80%. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Dir-me-ão que a maioria é que tem razão. E eu digo que não!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9984802016-10-28T10:59:00O pirómano Schäuble2016-10-28T10:13:33Z2016-10-28T10:13:33Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="greek-debt-crisis-wolfgang-schauble.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=V9CeRCPbsWGt39t3kyAF" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="greek-debt-crisis-wolfgang-schauble.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4901b4f8/20008870_UnmuW.jpeg" alt="greek-debt-crisis-wolfgang-schauble.jpg" width="310" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">"Dou sobretudo atenção aos alemães que conhecem Portugal e, por isso, sabem do que falam", afirmando mais à frente que "o preconceito é muito pouco inspirador para se falar com tino". - António Costa sobre Schäuble.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt;">Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, do alto da sua cadeira de rodas e com aquele retorcido dedo em riste, mostrou mais uma vez a animosidade que sente por Portugal e pelo caminho que escolhemos seguir, mandando às malvas o seu discípulo dilecto e melhor aluno, Passos Coelho.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">António Costa, em vez de se agachar como faria Vitor Gaspar ou Passos Coelho, respondeu-lhe e, quanto a mim, bem. Talvez até tenha sido diplomático demais, o que se compreende. </span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Aquela imagem de ser um pirómano que se disfarça de bombeiro também está bem sacada, sim senhor!</span></span></strong></p>
<p><span style="color: #333333; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"> </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9982332016-10-27T13:42:00Carlos Peixoto, a peste grisalha e a Justiça2016-10-27T13:06:42Z2016-10-27T13:06:42Z<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Um septuagenário de Coimbra, reformado, escreveu uma carta aberta em resposta a um artigo de opinião do deputado do PSD pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto, no qual este se referia ao envelhecimento da população portuguesa como a "peste grisalha".</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Tendo sido processado por difamação, foi condenado pelo Tribunal de Gouveia ao pagamento de 1.200 euros de multa, além de uma indemnização de 3.000 euros ao deputado social-democrata, mas recorreu para o TRC que confirmou agora a decisão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Não vou entrar na onda nacional-lamurienta de indignação com a "justiça que temos", de que a "justiça protege sempre os poderosos", que sempre surge cada vez que se anuncia uma sentença mais polémica. Sei que a Justiça, num Estado de Direito corre o risco de ser incompreendida e de ter decisões estranhas, quando isso acontece em nome de um bem maior que é a proteção dos inocentes contra a discricionaridade do poder. Muitas vezes não o consegue ou não o quer, mas não é por isso que o princípio deixa de ser bom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">No caso vertente acontece, parece-me, um desses casos. Não sei em que termos o arguido escreveu a carta aberta: foi, pelos vistos, insultuoso em relação ao político. Mas não terá sido aquela torpe afirmação do deputado (a peste grisalha) muito mais insultuosa e para muito mais gente?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">É que, ainda por cima, o pobre do homem teve azar em ser o escolhido para dar o exemplo. Pelo que me apercebi, foram milhares os portugueses, pestíferos ou não, que dirigiram ao ilustre deputado palavras do mais puro vernáculo utilizando os vários meios de comunicação ao seu dispor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Carlos Peixoto, que há de ficar grisalho como os outros, deveria compensar a falta de sensibilidade social com um bocadinho de bom senso. Infelizmente faltam-lhe as duas coisas.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9979632016-10-25T15:22:00Os russos, de novo!2016-10-25T14:24:45Z2016-10-25T14:25:03Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="ng7764973.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=3kHoEZ22q6mqoTmzNjqg" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="ng7764973.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1612bfbb/20001674_5rpa5.jpeg" alt="ng7764973.jpg" width="500" height="333" /></a></p>
<p> </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: comic sans ms,sans-serif; background-color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff; background-color: #ffffff;"><span style="color: #000000; background-color: #0000ff;">"</span>O porta-aviões <em>Almirante Kuznetsov</em>, que lidera uma frota de nove navios russos que vai a caminho da Síria, deverá ficar em águas de jurisdição portuguesa até às 19.00 desta terça-feira, a manterem-se os rumos e velocidades a que seguiam hoje, segundo o Ministério da Defesa Nacional. Os navios estão a ser vigiados à passagem por Portugal por uma fragata da Marinha portuguesa e por um avião C-3."</span></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; background-color: #ffffff;">Não fossem os candentes e dramáticos desaparecimentos do criminoso de Aguiar da Beira e do menino de Ourém, esta era seguramente a notícia em destaque nos nossos meios de comunicação social. Imagino que, nas mentes formatadas no ambiente da Guerra Fria, pelo Estado Novo e pela histeria anticomunista que, por ora, medra em tudo o que é jornal, televisão ou paineleiro comentador avençado, isso soe a ameaça terrível sobre as nossas cabeças. Ainda por cima com os submarinos do Portas em manutenção, a nossa segurança nacional estará seriamente comprometida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; background-color: #ffffff;">Felizmente a frota de navios russos está ser vigiada por uma fragata e uma avião e seguramente não lhes faltará o apoio de N.ª Sr.ª de Fátima que já nos acudiu aquando do afundamento do cargueiro Prestige, não deixando chegar até águas de Portugal o poluente crude, castigando assim apenas a Galiza que algum grave pecado deve ter cometido. A ter em conta que, nessa altura, o ministro da Defesa era o pio Portas, o que deve ter influido na decisão divina. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; background-color: #ffffff;">Descansemos todavia, hoje pela 19 horas o pesadelo deve ter terminado.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9975812016-10-21T15:59:00Aureas mediocritas2016-10-21T15:20:14Z2016-10-21T15:27:27Z<blockquote>
<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="Bob-Dylan1.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=wPPNd9ShZMRGhcOk45NH" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="Bob-Dylan1.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8b12c948/19992848_ORqBb.jpeg" alt="Bob-Dylan1.jpg" width="500" height="333" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">"A cultura "tende a converter-se em espetáculo" e aquilo que se apresenta como uma democratização cultural não é mais do que "banalização do frívolo". Estas foram as palavras do escritor peruano <span style="text-decoration: underline;">Mario Vargas Llosa</span>, que ganhou o Nobel da Literatura em 2010, quando, ontem, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Burgos, em Espanha. E considerou que um dos exemplos mais recentes do domínio da cultura do espetáculo é o facto de a Academia Sueca ter atribuído o prémio Nobel da literatura ao músico Bob Dylan."</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt;"> </span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Quero, antes de tudo dizer, que o Prémio Nobel não tem, para mim, a importância que a sua mediatização lhe granjeou. Mediatização e importância às quais não foi alheia a Guerra Fria, para a qual o Nobel contribuiu com não poucas achas para a fogueira. Quero dizer que umas vezes o acho bem atribuído, outras não e ainda muitas outras, como acontecerá com milhões de leitores, não faço ideia quem seja o laureado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Dito isto, acrescento que discordo de Vargas Llosa quando define a atribuição do Nobel da Literatura a Bob Dylan como uma concessão à cultura do espectáculo, classificando o contributo do cantautor como uma frivolidade. Quero crer que, se a intenção fosse essa, não faltariam candidatos, desde Madonna até Lady Gaga, para não ir mais longe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Quem ouve rádio, lê jornais ou revistas ou tenta estar a par do panorama cultural contemporâneo, está bem longe de considerar Dylan uma presença banal ou frequente nesses meios. Não pertence ao frívolo e banal <em>mainstream</em> que nos submerge como uma avalanche de <em>aureas medocritas.</em></span></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9972412016-10-20T13:40:00O idiota útil2016-10-20T12:57:22Z2016-10-20T12:57:22Z<blockquote>
<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="492775.png" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=YsWYnGckEWj0rruaNEQI" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="492775.png" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bac12a730/19990217_mw8Pb.jpeg" alt="492775.png" width="500" height="305" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><span style="text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">"O alinhamento do Telejornal não pode estar dependente das iniciativas da Fenprof: se Mário Nogueira fala as escolas estão mal, se ele está calado as escolas estão bem. É mais do que tempo de os media começarem a sair para a rua e definir a sua própria agenda, deixando para o </span><em style="color: #222222; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; font-style: italic; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Avante! </em><span style="text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">a agenda do PCP." </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;"><span style="text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">-João Miguel Tavares, in Público, 20-10-2016</span></span></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Nunca percebi a razão porque João Miguel Tavares (JMT) tem tanto palco mediático. Há anos que ocupa páginas e páginas em jornais ditos de referência, assim como é solicitado como comentador em serviços noticiosos da TV. Por aqui se vê o panorama desolador da nossa comunicação social. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Mas, pior do que isso, o fulano permite-se umas graçolas no Governo Sombra da TVI, motivo mais do que suficiente para não ver tal programa. Apesar de apreciar as intervenções de Ricardo Araújo Pereira e de Pedro Mexia, este de direita, mas inteligente, as prestações pretensamente graciosas e jocosas de JMT impedem-me de reunir a pachorra necessária para assistir ao programa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Escreve agora o JMT no Público um artigozeco onde manifesta a saudade de Mário Nogueira e insinua maldosamente que a comunicação social adoptou a agenda do PCP e da Fenprof. Ora, quem tem olhos de ver e mais de dois neurónios sabe perfeitamente como o PCP é tratado na dita comunicação social e a maneira como é silenciado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Pelos vistos, não é o caso do referido escriba. </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9969652016-10-19T16:05:00O IMI e as contradições do PSD2016-10-19T15:01:32Z2016-10-19T15:04:33Z<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">"Foi aprovada a iniciativa do PCP para que, em sede de IMI, o coeficiente que tem a ver com as vistas panorâmicas e o sol se mantenha nos 5%. Desta forma, a esmagadora maioria das casas, que têm um valor até 250 mil euros não terão qualquer agravamento do imposto", congratulou-se o deputado comunista Paulo Sá, após reunião da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Ou seja, o coeficiente que se mantém em 5% foi criado por um governo PSD/CDS e adivinhem quem votou contra essa manutenção. Isso mesmo, o PSD que tanto chinfrim tem feito com a possibilidade do aumento do IMI pela alteração dos coeficientes proposta pelo actual governo. Convém sublinhar que, com esta medida, a grande maioria das casas não sofre nenhum aumento do referido imposto o que desgosta, pelos vistos, o PSD. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Um partido da oposição que se esganiça por tudo e por nada, que se abstém de propor alterações a um orçamento que considera mau e que, ainda por cima, vota contra as propostas que o permitem melhorar, não está seguramente à altura das responsabilidades que os seus eleitores lhe atribuiram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Como lhe chamaremos? Um partido de protesto? Isso não o deveria colocar fora do famigerado "arco da governação"?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9968122016-10-19T11:58:00O meu artigo deste mês no Praça Alta2016-10-19T10:59:48Z2016-10-19T10:59:48Z<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Um panorama sombrio</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Quando o próximo número deste jornal sair, já terá ocorrido a eleição mais mediatizada do mundo e talvez já se saiba se o cargo que mais poder transmite ao seu ocupante vai pertencer a um homem ou a uma mulher. Esta questão do género não é de somenos no ambiente politicamente correto em que vivemos: veja-se a pressão para que o próximo secretário-geral da ONU fosse uma mulher, o que constituiu a principal ameaça à entronização de Guterres.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Num mundo que privilegia o espectáculo, o fogo de artifício, o <em>show off</em>, em vez da substância e do conteúdo, é natural que o circo quadrienal montado para eleger o <em>caudillo</em> da maior potência bélica mundial concite atenções, movimente milhões e mobilize histriões. Estamos habituados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Este ano, porém, a coisa quase descamba. O candidato do <em>Great Old Party</em> resolveu mandar as convenções às urtigas e tratou de adoptar um discurso radical, preconceituoso, reaccionário e, pelos vistos, mobilizador. Para um europeu, custa a crer que um fulano como Trump, com a sua figura e o seu passado, consiga ser nomeado para a corrida à Casa Branca, deixando pelo caminho tantos candidatos muito mais plausíveis e expectáveis. É ainda mais difícil de compreender que tanto norte-americano subscreva as ideias do candidato, que têm na indigência cultural e intelectual a sua principal característica. Mas, pelos vistos, assim é.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Mas como normalmente há uma razão para as reacções menos racionais, aqui ela também existirá. E não é uma, são várias as que justificam a emergência do efeito Trump. Uma dessas razões, que não será despicienda, é o cansaço que o cidadão comum sente em relação aos políticos convencionais, cheios de retórica e vazios de ideias, esquecendo no dia a seguir às eleições tudo o que defendera em campanha. É sentirem que as elites políticas estão cada vez mais afastadas dos reais problemas sentidos pelas populações; que as suas preocupações contam muito pouco nos corredores do poder e nas alianças espúrias que aí têm lugar. Acresce, no caso norte-americano, que a candidata rival de Trump, Hillary Clinton, está mergulhada no desacreditado sistema até ao tutano, tanto pelos laços familiares, como pelos altos cargos que ocupou até agora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Se a tudo isso, acrescentarmos o desastre que tem sido a intervenção militar norte-americana <em>overseas</em>, os inimigos que esse intervencionismo tem granjeado e o terrorismo que, como espada de Dâmocles, pende sobre as assustadas cabeças dos seus cidadãos, teremos reunido mais do que motivos suficientes para que o cansaço e o desânimo levem à vontade de experimentar algo diferente, nem que esse algo pareça estúpido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Abro parêntesis para reconhecer que este fenómeno de premiar eleitoralmente o populismo xenófobo e reaccionário não é monopólio dos EUA: aqui mesmo na Europa a extrema direita, os neonazis e os fascistas estão em alta. A França, a Hungria, a Áustria, a Ucrânia, etc., aí estão para não esquecermos que o inimigo está aí e vive entre nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Pois bem, são estes os colossos que se enfrentam: um multimilionário especulador, misógino e demagogo, tarimbado em televisão como apresentador de <em>reallity shows</em>, nutrindo um profundo desprezo ou mesmo ódio, por hispanos, muçulmanos, negros, refugiados, enfim, tudo o que não seja WASP (White, Anglo Saxonic, Protestant) prometendo recuperar a grandeza perdida do Império. Por outro, uma representante do sistema sediado na distante e odiada Washington D.C., corresponsável pelos sucessivos fracassos do intervencionismo militar dos norte-americanos por esse mundo fora e que já se salda por muitas centenas de milhares de mortos, casada com um ex-presidente com mandatos salpicados por escândalos e ela própria com algumas gafes difíceis de justificar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Uma destas duas figuras vai ter proximamente nas mãos um poder que mais nenhum mortal tem. Vai ter o poder de decidir sobre a sorte de populações inteiras, de arsenais nucleares, dos níveis de poluição e da qualidade ambiental, de sanções, bloqueios, boicotes, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Tendo em conta os personagens envolvidos e as suas futuras responsabilidades, o panorama não se afigura nada animador, pois não?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9965632016-10-18T12:54:00Isso diz-se, ó Camilo?2016-10-18T12:09:24Z2016-10-18T12:10:20Z<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="camelo-lourenco-miguel-relvas.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=9SdKePJu7GpljO0vBS97" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="camelo-lourenco-miguel-relvas.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd9010848/19985506_1z2qN.jpeg" alt="camelo-lourenco-miguel-relvas.jpg" width="480" height="399" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">"Bruxelas devia chumbar o Orçamento de 2017"</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">O autor desta pérola é o senhor que vemos na fotografia ao lado do ex-licenciado Relvas, com certeza trocando informações financeiras de relevo....para as suas próprias contas.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">É um sujeito que acode ao nome de Camilo Lourenço (peço desculpa se escrevi mal o nome, porque desde que o vejo na TV dei em trocar o "i" pelo "e", o que me leva por vezes a tratar o Areias por Camilo e o Lourenço por Camelo).</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Como comentador emparelha bem com o José Augusto Ferreira nas opiniões sempre a embicar para a direita e para a austeridade. De tal forma assim é que, para os ver maldispostos e carrancudos, basta uma pequena subida de pensões ou descida de IRS. Do mesmo modo, qualquer corte em prestações sociais, em pensões ou vencimentos deixa-os à beira do gozo celestial.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 10pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Quanto ao teor da frase em qua apela a Bruxelas para chumbar o Orçamento, é tão reles, tão baixo, tão imbecil, que nem me atrevo a comentar...</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: 0.5px; font-family: comic sans ms,sans-serif; font-size: 12pt; font-style: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Cambada!</span></strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9961832016-10-17T13:59:00Trump actor2016-10-17T13:18:09Z2016-10-17T13:18:09Z<p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yosAVMB47-Y" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Aproxima-se o dia em que os norte-americanos terão de escolher entre um imbecil xenófobo, preconceituoso e perigoso e uma representante de um sistema que faz da agressão e da força a principal característica da sua política externa. É a velha questão do mal menor.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Como soe dizer-se, quem semeia ventos colhe tempestade, ou ainda segundo outra sentença que refere o ir à lã e sair tosquiado, são frases que se adaptam, perfeitas, a Trump. Por falar em lã, é verdade que a ele não lhe falta. </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">O que muita gente desconhecia de Donald Trump era o seu passado de actor muito, mas muito secundário, em alguns filmes e spots publicitários. Como vendedor de pizzas bem se pode juntar a outro vendilhão que também acabou a carreira a vender esse produto, o tristemente célebre Gorbachev.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Fiquemos contudo descansados: não há qualquer possibilidade de um actorzeco de terceira categoria chegar a presidente dos EUA. Isso nunca aconteceu! Mas, espera aí....será que já aconteceu?</span></strong></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9960182016-10-13T12:33:00Torga sobre Brel2016-10-13T11:41:37Z2016-10-13T11:41:37Z<p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="jacques-brel-featured1.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/aristides/fotos/?uid=iBhMLTPEJOIB7HanOwEw" rel="noopener"><img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="jacques-brel-featured1.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Beb01b73a/19972729_vIHTz.jpeg" alt="jacques-brel-featured1.jpg" width="500" height="200" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff;">Há dias fez 38 anos que morreu o enorme Jacques Brel. Embora me tenha lembrado da data e lhe tenha prestado a minha humilde homenagem através do FB, lembrei-me agora de ter lido, não há muito tempo, o que Miguel Torga escreveu sobre ele, na altura da sua morte. É uma das coisas que lemos, identificamo-nos totalmente com o que está escrito e sentimos que gostaríamos de ter sido nós a escrever aquilo. Leiam o que um gigante das letras diz de outro:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 1em 0px; text-align: justify; color: #666666; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><strong><span style="color: #0000ff;">Coimbra, 9 de Outubro de 1978 – Morreu Jacques Brel. E estão de luto todos aqueles que sabiam que ele dizia mais aos homens com os seus versos truculentos e as<span class="Apple-converted-space"> </span><span class="text_exposed_show" style="font-family: inherit; display: inline;">suas canções dilaceradas do que muitos poetas laureados com os seus poemas herméticos. Trovador dos nossos dias, a ganir por não ser amado à altura a que pôs o amor, e a amar Deus na pele do Diabo, foi uma das raras encarnações raivosas do artista empenhado em refletir o mundo inteiro no espelho da sua própria aflição. E conseguiu-o. Não é apenas um tal, de fisionomia tal e vida tal, que ouvimos quando canta. É uma alma penada em carne viva a penar por todos nós.</span></span></strong></p>
<div class="text_exposed_show" style="color: #666666; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; display: inline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">
<p style="margin: 1em 0px; text-align: justify; font-family: inherit;"><strong><span style="color: #0000ff;">Miguel Torga</span></strong></p>
<p style="margin: 1em 0px; text-align: justify; font-family: inherit;"><strong><span style="color: #0000ff;">Diário XIII </span></strong></p>
</div>
<p style="margin: 1em 0px; font-family: inherit;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:obloguedocastelo:9956232016-10-13T12:15:00Retorno2016-10-13T11:23:24Z2016-10-13T11:23:24Z<p style="margin: 1em 0px; text-align: justify; color: #666666; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="font-size: 12pt;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Sem motivo definido nem decidido previamente, deixei de publicar neste blogue já lá vão uns meses. Ao fim de tantos anos, actualizar diariamente o blogue quase que passou a ser uma rotina, por vezes forçada. Muitos dos frequentadores diários perderam o hábito de espreitar o que ia escrevinhando por aqui e vai ser difícil recuperar a atenção de muitos amigos que, por vezes, me questionam das razões deste apagamento mediático.</span></strong></span></p>
<p style="margin: 1em 0px; text-align: justify; color: #666666; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="font-size: 12pt;"><strong><span style="color: #0000ff; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Recupero hoje, sem compromissos de periodicidade, este palanque onde debito as minhas preocupações, angústias e alegrias ou, muito simplesmente, momentos sem significado por aí além.</span></strong></span></p>
<div class="text_exposed_show" style="color: #666666; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; display: inline; white-space: normal; orphans: 2; widows: 2; background-color: #ffffff; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;"> </div>